registro
O que te trouxe até aqui?
Pergunte e não terá resposta.
Te dou o silêncio que pensa, invade e de repente ri.
Entrego meias palavras frias e um tanto de mentiras.
Tudo para camuflar o desejo
Desse olho vivo que me puxa feito imã.
E de me demorar um pouco nesse beijo
Na mão que procura, na língua ligeira que repousa certeira.
Gosto de olho. Do jogo. Da troca.
Não há o que responder.
Porque não é teu nome, o desafio ou a curiosidade.
É simplesmente querer.
Teu toque. O cheiro. A pele.
E na conversa escorregadia dançar
Para esconder qualquer intenção de verdade
E fingir que é só mais um que me faz arriscar
Mas esse olho, há muito te olha embriagado de sobriedade.
(escrito em 29/10/2017)
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