fisgada



Olha só a besteira

Apostei na oportunidade

Com pose de aventureira

E agora me afogo na saudade


Esboço um sorriso quando lembro de ti

Da verdade que poderia ter dito

Mas entre voltas escondi

Do silêncio que abafou meu grito


Tento chamar sua atenção

De longe, (in)discreta

Quero teu coração

Compondo minha silhueta


Você percorrendo e descobrindo cada pinta

Repousando no meu ventre carinhosamente

A desculpa da cerveja e meu cabelo cheirando a tinta

Meus dedos entrelaçando seus cachos furiosamente


O brinco que cai no toque

O sono que vem e encanta a cada piscar

A fumaça que deixo que me sufoque

E finalmente aquele olhar sempre a me fisgar.


(escrito em 05/11/2017)

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