Meus olhos correm pela madrugada silenciosa. As luzes invadem minha alma. A ausência das vozes, dos gritos rotineiros e das músicas que já me cansaram, faz com que eu mergulhe em mim mesma, com que me questione e procure entender o inexplicável.

Tenho um coração carregado, uma pele que arrepia a qualquer sopro, uma vida que é um suspiro pesado e arrastado. Nada está bom. Nada é suficiente. Tenho sede, tenho fome, mas não saio do lugar. Levo os outros para o buraco involuntariamente.

Meu egoísmo completamente destrutivo fere, magoa, afasta. Tudo me prende. Tudo me sufoca. Sinto falta de ar, de liberdade. Tudo me pressiona. Não sei errar, concertar, lutar. Não sei romper. 

Comentários

Nina disse…
Não precisa acompanhar extremos. Apenas se equilibre.
Abraços.

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