Meus olhos correm pela madrugada silenciosa. As luzes
invadem minha alma. A ausência das vozes, dos gritos rotineiros e das músicas
que já me cansaram, faz com que eu mergulhe em mim mesma, com que me questione
e procure entender o inexplicável.
Tenho um coração carregado, uma pele que arrepia a qualquer
sopro, uma vida que é um suspiro pesado e arrastado. Nada está bom. Nada é
suficiente. Tenho sede, tenho fome, mas não saio do lugar. Levo os outros para
o buraco involuntariamente.
Meu egoísmo completamente destrutivo fere, magoa, afasta. Tudo
me prende. Tudo me sufoca. Sinto falta de ar, de liberdade. Tudo me pressiona. Não
sei errar, concertar, lutar. Não sei romper.
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Abraços.