Um mundo livre da apatia
A professora diz que Deus não
existe e, embora os alunos discordem, não demonstram nenhuma reação. Na TV,
manifestações contra o casamento gay e corrupção política. A velha escola
insistindo nos mesmos erros. Discriminação, abandono, roubo. E o mundo preso a
apatia física e intelectual.
Como seria viver num mundo livre
da apatia? Livres para fazermos nossas escolhas já somos. Para manifestamos
nossas opiniões e pensarmos diferente dos demais,também. Fazer parte deste
mundo não faz muito sentido se nos falta energia para lutar pelo que dizemos
querer, se temos preguiça de pensar, se não reagimos a nenhuma provocação.
Lutamos pela propriedade dos
pensamentos e, no entanto, hoje preferimos que alguém pense por nós. Não há
espanto, não há indagações, não há tentativa de mudança. Os discursos se
repetem, se condensam para que possam ser consumidos e o mundo permanece
indiferente a toda diferença, a todo absurdo.
Um mundo livre da apatia é também
livre dos preconceitos, capaz de criar. Pensar a arte, pensar a política,
pensar o mundo para quebrar os padrões que rotulam pessoas e preferências.
Pensar o mundo para, enfim, ser livre das suas dores. Como seria viver nesse
mundo?
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