sobre nosso tempo
Tantos foram e ainda são nossos medos. Ninguém queria que fosse sério. Era curiosidade, vontade, desafio.
De repente, paixão. A verdadeira patologia do ciúme exagerado, da dor exagerada, das coisas que se vê, escuta, fala e imagina exageradamente.
Tantas foram as vezes que rompemos. Não sei ao certo quem e o que queria esquecer. Era mágoa, cobrança, desespero.
De repente, amor. O verdadeiro sentimento sublime do aperto no coração em toda e qualquer viagem, do ciúme moderado, dos planos, da confiança, da companhia, das coisas que se compartilha, da admiração, da saudade constante, da quase que ausência de dor, das discussões que se resolvem rapidamente, dos encontros longos e incansáveis, da pergunta: já não era tempo de enjoar?
Tememos o tempo, mas não corremos contra ele e também não o consumimos desesperadamente, aproveitando cada segundo. Ficamos longe, física e emocionalmente por muito tempo. Temos a diferença, o que é do seu tempo e o que é do meu. E temos o nosso tempo. Nele cabem muitas lembranças, mudanças; alguns desentendimentos, discordâncias, implicâncias; pouquíssimas promessas, decepções e nenhuma perfeição ou qualquer hipocrisia do tipo.
Nosso tempo é marcado pelo encanto do qual me espanto por tanto crescer ao invés de perecer, como dizem que acontece com o tempo. E a pergunta: será que acaba? Seguida do desejo: que isso se congele!

Comentários
p.s. A long time ago, lembro que ja usei essa imagem dos relogios pra ilustrar um texto sobre o tempo.