Lembro-me de meu pai nunca chegar da rua com algum doce, brinquedo ou qualquer outra coisa que anunciasse que pensou em nós, as filhas, enquanto esteve fora de casa. Lembro também que minha mãe cobrava isso dele e, como resposta, obtinha o argumento de que caso ele fizesse isso uma vez, teria que fazer sempre, pois criaria em nós, crianças, tal expectativa e nos desapontaria no dia em que não pudesse cumpri-la, por falta de dinheiro ou tempo, duas palavras que, aliás, sempre ocuparam o cerne de discussões, desentendimentos e justificativas. Ele nunca tinha tempo para brincar, sair, viajar ou fazer qualquer outra coisa além de trabalhar porque tinha que ganhar dinheiro, muito dinheiro. E até hoje não aceita que tenhamos tempo para essas coisas, porque acredita que temos que ganhar dinheiro, muito dinheiro. Excesso de ambição e prevenção. Medo de não o ter no momento da real necessidade. Só mais tarde descobri que, carente, meu pai queria que, desde pequenas, gostássemos dele sem que ...
Comentários
Agradeço seu comentário no site da 'Crônica'. Realmente, envelhecer não é um processo fácil para a maioria das pessoas. Meu marido também é um pouco mais velho que eu (18 anos), e pra ele também é difícil. Mas bastaria a gente lembrar, sempre, daquela máxima: o contrário de envelhecer, é morrer jovem - o que ninguém quer. Além do que, vc vai aprender com o tempo, como eu aprendi, que idade é uma questão de espirito: às vezes, a gente envelhece muito tempo num segundo; em outras, volta os anos pra se encontrar com uma alma adolescente, até infantil. De fato, de vez em quando, a gente tem a impressão que o tempo não existe... :) Beijo pra vc. Muito bom seu blog.
O resultado da falência
das instituições mais sérias,
porque ambas voltadas à educação:
FAMÍLIA e ESCOLA.
Aos menores
são imprescindíveis
exemplo e estímulo.
Pais e professores
estão aptos a isso?
PREOCUPANTE!
Beijo,
Doce de Lira