Palavra (en) Cantada. (16/11/09)
Eram 15h e alguns minutos quando quatro ou cinco crianças conseguiram desviar a minha atenção do Tolstoi e a da minha irmã do Rubem Alves. Eufóricas, corriam pela Santos Andrade na tentativa de pegar qualquer um daqueles tantos pombos. Para nós (eu e minha irmã), foi uma diversão e tanto, ficamos encantadas com o espírito infantil que pairava no local e logo deduzimos que nós e as crianças estávamos ali pela mesma razão, o show do Palavra Cantada. Passados mais alguns minutos, outras crianças – de idades variadas- começaram a se aglomerar em frente ao Teatro Guaíra, acompanhadas de adultos aparentemente ansiosos – também.
Você já foi a um show em que, ao invés de os artistas serem chamados pelo nome, foram chamados com aplausos? Eu não, até ontem. Eram 16h quando se começou a ouvir palmas, muitas palmas, de crianças e adultos que simplesmente lotaram o Teatro. O nome do grupo não foi pronunciado, e nem o clássico “começa”, apenas aplausos calorosos. Não demorou muito para que o Palavra Cantada invadisse o palco e os corações da platéia, causando-me um descompasso emocional raríssimo, ao som de Peixe Vivo e, em seguida uma das minhas tantas favoritas, a excelente Pé com Pé. Eu estava com lágrimas nos olhos e um choro engasgado por, simplesmente, estar diante do trabalho mais lindo e inteligente, que conheço, voltado para crianças.
Patrocinado por um colégio e duas editoras, o show veio à Curitiba com uma produção incrível, figurinos belíssimos, músicos animados e harmoniosos. O Palavra Cantada me arrancou várias lágrimas durante, praticamente, o show inteiro. Mas não foram só eles que me emocionaram, eram as crianças que sabiam cantar tudo, que fizeram a maior festa em Fome Come, que correram e se agarraram no palco, encantadas com o que estavam vendo. Foi também uma menininha que me deixou pasma. Ela deveria ter uns quatro anos- sou ruim para chutar idades- e era completamente fã da Sandra Peres, gritava para que ela a visse, corria em sua direção e quando conseguiu tocar um fio dos cachos ruivos da Sandra, enlouqueceu, era de fato, uma fã. Fiquei feliz quando, no término do show, ela conseguiu subir no palco e abraçá-la. Só quem tem um ídolo pode entender a importância disso.
Entre os clássicos, cantaram também uma música nova, lindíssima, cuja única parte da letra que me recordo é : “se eu não viver, ninguém vai viver por mim”[...] "Se eu não chorar, alguém vai chorar por mim...". Fica aí a dica de um show para crianças feito por adultos conscientes da importância da música na formação humana, emocionante, sensível, alegre e com uma qualidade absurda. É muita beleza, impossível não compartilhar. Segue um vídeo de Fome Come, eu gostaria de ter gravado Pé de Nabo, Criança Não Trabalha ou Pé com Pé, mas a emoção não permitiu.
Você já foi a um show em que, ao invés de os artistas serem chamados pelo nome, foram chamados com aplausos? Eu não, até ontem. Eram 16h quando se começou a ouvir palmas, muitas palmas, de crianças e adultos que simplesmente lotaram o Teatro. O nome do grupo não foi pronunciado, e nem o clássico “começa”, apenas aplausos calorosos. Não demorou muito para que o Palavra Cantada invadisse o palco e os corações da platéia, causando-me um descompasso emocional raríssimo, ao som de Peixe Vivo e, em seguida uma das minhas tantas favoritas, a excelente Pé com Pé. Eu estava com lágrimas nos olhos e um choro engasgado por, simplesmente, estar diante do trabalho mais lindo e inteligente, que conheço, voltado para crianças.
Patrocinado por um colégio e duas editoras, o show veio à Curitiba com uma produção incrível, figurinos belíssimos, músicos animados e harmoniosos. O Palavra Cantada me arrancou várias lágrimas durante, praticamente, o show inteiro. Mas não foram só eles que me emocionaram, eram as crianças que sabiam cantar tudo, que fizeram a maior festa em Fome Come, que correram e se agarraram no palco, encantadas com o que estavam vendo. Foi também uma menininha que me deixou pasma. Ela deveria ter uns quatro anos- sou ruim para chutar idades- e era completamente fã da Sandra Peres, gritava para que ela a visse, corria em sua direção e quando conseguiu tocar um fio dos cachos ruivos da Sandra, enlouqueceu, era de fato, uma fã. Fiquei feliz quando, no término do show, ela conseguiu subir no palco e abraçá-la. Só quem tem um ídolo pode entender a importância disso.
Entre os clássicos, cantaram também uma música nova, lindíssima, cuja única parte da letra que me recordo é : “se eu não viver, ninguém vai viver por mim”[...] "Se eu não chorar, alguém vai chorar por mim...". Fica aí a dica de um show para crianças feito por adultos conscientes da importância da música na formação humana, emocionante, sensível, alegre e com uma qualidade absurda. É muita beleza, impossível não compartilhar. Segue um vídeo de Fome Come, eu gostaria de ter gravado Pé de Nabo, Criança Não Trabalha ou Pé com Pé, mas a emoção não permitiu.
Laís Bastos da Silva
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