Às vezes é melhor "dois voando"...

Depois te tanto tempo sem se interessar por alguém, ela estava dividida, não por dois amores, mas por duas situações. Entre o músico e o escritor. O escritor ela conhecia há muito mais tempo, não sabia se era paixão, atração (Sabe-se lá qual é a diferença entre esses dois termos). O tal do amor ela sabia que não era. O músico não mexia com seu lado sentimental, mas com o físico sim. Tudo que não queria era optar por um deles, mas o músico foi esperto, o escritor se magoou, e a consciência dela pesou.
Pensou sobre os caminhos sem volta, sobre coisas que mereciam serem refletidas e não são. Fingiu que estava tudo bem. o escritor olhou para ela e se despediu com um sinal de “peace and love” e, naquele momento, teve a certeza do que queria. Queria o cara que sabia conversar com ela. Lembrou das vezes que sentiu ciúmes e, com certeza, ele nem sonhava com isso. Ela não sabia o que ele sentia, o que sabia, o fato era que o músico estava ali e fazia o tipo que ela gostava: tarado que não é tapado, mas também não é doente, em outras palavras, tarado que não é nojento. Ele não forçava a barra e ela adorava isso.
O silêncio do músico a fazia pensar nas palavras do escritor. Sentiu vontade de ir embora, já que não podia voltar no tempo. Novamente os caminhos sem volta invadiram sua mente, enquanto olhava sua mão entrelaçada com a do músico.
Já longe de toda aquela situação, sentou-se em frente a uma loja, não prestou atenção no nome, prestou atenção nas poucas luzes que iluminavam a cidade e questionou-se sobre a possibilidade de conseguir ler um livro naquelas condições, resolveu testar na prática, tirou da bolsa, enxergava bem as letras, gostava de ler à noite. Algum dos personagens, criado por Rubem Fonseca, comentou algo sobre perversão, sadismo. Ela sabia que a filosofia de Sade consistia em levar o prazer as últimas conseqüências, e ainda, com estilo. Lembrou do músico e do escritor, fechou o livro hipotetizando que, talvez, toda aquela situação fosse apenas uma perversão da sua parte, mesmo que inconsciente.
Pensou sobre os caminhos sem volta, sobre coisas que mereciam serem refletidas e não são. Fingiu que estava tudo bem. o escritor olhou para ela e se despediu com um sinal de “peace and love” e, naquele momento, teve a certeza do que queria. Queria o cara que sabia conversar com ela. Lembrou das vezes que sentiu ciúmes e, com certeza, ele nem sonhava com isso. Ela não sabia o que ele sentia, o que sabia, o fato era que o músico estava ali e fazia o tipo que ela gostava: tarado que não é tapado, mas também não é doente, em outras palavras, tarado que não é nojento. Ele não forçava a barra e ela adorava isso.
O silêncio do músico a fazia pensar nas palavras do escritor. Sentiu vontade de ir embora, já que não podia voltar no tempo. Novamente os caminhos sem volta invadiram sua mente, enquanto olhava sua mão entrelaçada com a do músico.
Já longe de toda aquela situação, sentou-se em frente a uma loja, não prestou atenção no nome, prestou atenção nas poucas luzes que iluminavam a cidade e questionou-se sobre a possibilidade de conseguir ler um livro naquelas condições, resolveu testar na prática, tirou da bolsa, enxergava bem as letras, gostava de ler à noite. Algum dos personagens, criado por Rubem Fonseca, comentou algo sobre perversão, sadismo. Ela sabia que a filosofia de Sade consistia em levar o prazer as últimas conseqüências, e ainda, com estilo. Lembrou do músico e do escritor, fechou o livro hipotetizando que, talvez, toda aquela situação fosse apenas uma perversão da sua parte, mesmo que inconsciente.
ps: esse texto é bem antigo, deve ter mais de dois anos, segundo meus cálculos, mas estava nos rascunhos e resolvi publicar
Comentários
Dúvida feminina típica... adorei.
A relação de escritor e músico, silêncio e palavras, foi mesmo genial.
Gostei de verdade, Parabéns. :*
Dúvida feminina típica... adorei.
A relação de escritor e músico, silêncio e palavras, foi mesmo genial.
Gostei de verdade, Parabéns. :*
Sam, tb agradeço e, tem razão, nosso egoísmo quer tudo ao mesmo tempo agora !