Invertendo as regras

Essa semana duas pessoas da minha família falaram a mesma coisa “Laís, o que aconteceu com o brilho dos seus olhos?”. Olhos do tamanho dos meus chamam a atenção de qualquer jeito e eles brilham muito mesmo, sei lá por que razão. O fato é que essa semana secaram, e veio a tona a segunda pergunta, estúpida vindo de quem me conhece tão bem, “Você não está dormindo a noite?” Bingo! Mas isso não tem nada a ver com o tal brilho, porque isso é freqüente. As férias passaram voando, eu virei minha vida de pernas para o ar, eu leio, leio, leio e pouco aprendo, eu quase não saí de casa, virei a melhor amiga da televisão. Saí da rotina? Talvez, o fato é que o brilho dos olhos pode ter a ver com o desânimo em relação a um milhão de coisas, mas não estou preocupada com isso, eu gosto de falar sobre a segunda pergunta.
Não sei quem foi que determinou que a noite foi feita para dormir, sei que isso funciona como uma das regras básicas da humanidade. Música alta é proibida, os ônibus param, tudo conspira a favor do bom e merecido sono. Seria uma questão de cor? Porque os olhos fechados têm a mesma cor da noite... Mas, para quem os abre, ocorre o mesmo. Nada claro como a luz do dia...
Eu não fico acordada todas as noites, às vezes durmo e, raramente, durmo bem. Perdi as contas de quantas foram as vezes que, deitada, olhando para o teto, como se no escuro fizesse alguma diferença olhar para o teto ou para o chão,criei histórias, poemas, situações, lembrei, imaginei, brinquei com os números...
O meu problema não é não dormir a noite, eu inclusive gosto disso, funciono bem melhor, acabo produzindo muito, etc. o meu problema é ter que encarar após uma noite bem ou mal dormida, a filosofia, às 7h e 30 min. O desgaste acaba me deixando mais chata que o normal, suportando menos as piadas do que o normal (eu odeio piadas). Aí começam a vir as dicas, insuportáveis e ingênuas, de “como dormir a noite”. Um verdadeiro manual: Tome chá, não fique no computador, não pense nos problemas, não durma à tarde, vá ao médico,etc. Nada disso funciona, eu durmo à tarde quando tenho uma folguinha, é um horário no qual me encontro imprestável, por isso durmo quando posso. Mas quando não tenho a tal folga, não durmo a noite do mesmo jeito. Quanto ao médico, não gosto deles, só vou quando arrastada por uma “força maior”. A insônia não é insuportável, eu gosto dela, mas não dos seus resultados.
Caminhar durante a madrugada pela casa a procura de algo para fazer, ligar a TV e se deparar com telejornais idiotas, quase reprovar por falta nas aulas de Segunda- Feira (Geralmente as noites de Domingo não são para dormir, no meu caso), estranhar o próprio silêncio, acabam resultando numa manhã arrastada, cansativa... A cabeça parece cheia de ar, os olhos cheios de água, zumbidos nos ouvidos, corpo mole... Mas é uma sensação e aparência passageira, por volta das 9h tudo volta ao “normal”, ou seja, humor não tão agressivo (a não ser que eu esteja com TPM), vontade de ler, escrever e... Tudo de novo! Agora nas férias durmo muito pela manhã, não faço nada à tarde e produzo à noite, é por isso que quero voltar aos últimos meses da faculdade, porque daí eu só terei a tarde livre para “morgar”. Na verdade eu vivo de desculpas, sou enrolada mesmo, faço tudo em cima da hora.
Quanto à insônia, as melhores coisas que escrevi as que mais gosto, olho e digo “fui eu quem escreveu isso?”, foram feitas à noite, portanto, não tenho do que reclamar, tenho é que agradecer por ter o prazer das noites mal dormidas!
(e implorar pelas tardes livres ;)
Não sei quem foi que determinou que a noite foi feita para dormir, sei que isso funciona como uma das regras básicas da humanidade. Música alta é proibida, os ônibus param, tudo conspira a favor do bom e merecido sono. Seria uma questão de cor? Porque os olhos fechados têm a mesma cor da noite... Mas, para quem os abre, ocorre o mesmo. Nada claro como a luz do dia...
Eu não fico acordada todas as noites, às vezes durmo e, raramente, durmo bem. Perdi as contas de quantas foram as vezes que, deitada, olhando para o teto, como se no escuro fizesse alguma diferença olhar para o teto ou para o chão,criei histórias, poemas, situações, lembrei, imaginei, brinquei com os números...
O meu problema não é não dormir a noite, eu inclusive gosto disso, funciono bem melhor, acabo produzindo muito, etc. o meu problema é ter que encarar após uma noite bem ou mal dormida, a filosofia, às 7h e 30 min. O desgaste acaba me deixando mais chata que o normal, suportando menos as piadas do que o normal (eu odeio piadas). Aí começam a vir as dicas, insuportáveis e ingênuas, de “como dormir a noite”. Um verdadeiro manual: Tome chá, não fique no computador, não pense nos problemas, não durma à tarde, vá ao médico,etc. Nada disso funciona, eu durmo à tarde quando tenho uma folguinha, é um horário no qual me encontro imprestável, por isso durmo quando posso. Mas quando não tenho a tal folga, não durmo a noite do mesmo jeito. Quanto ao médico, não gosto deles, só vou quando arrastada por uma “força maior”. A insônia não é insuportável, eu gosto dela, mas não dos seus resultados.

Caminhar durante a madrugada pela casa a procura de algo para fazer, ligar a TV e se deparar com telejornais idiotas, quase reprovar por falta nas aulas de Segunda- Feira (Geralmente as noites de Domingo não são para dormir, no meu caso), estranhar o próprio silêncio, acabam resultando numa manhã arrastada, cansativa... A cabeça parece cheia de ar, os olhos cheios de água, zumbidos nos ouvidos, corpo mole... Mas é uma sensação e aparência passageira, por volta das 9h tudo volta ao “normal”, ou seja, humor não tão agressivo (a não ser que eu esteja com TPM), vontade de ler, escrever e... Tudo de novo! Agora nas férias durmo muito pela manhã, não faço nada à tarde e produzo à noite, é por isso que quero voltar aos últimos meses da faculdade, porque daí eu só terei a tarde livre para “morgar”. Na verdade eu vivo de desculpas, sou enrolada mesmo, faço tudo em cima da hora.
Quanto à insônia, as melhores coisas que escrevi as que mais gosto, olho e digo “fui eu quem escreveu isso?”, foram feitas à noite, portanto, não tenho do que reclamar, tenho é que agradecer por ter o prazer das noites mal dormidas!
(e implorar pelas tardes livres ;)
Por falar nisso... Escrevi um poema que descreve tudo isso bem melhor, eu adoro ele, "noites que não dormi", inclusive explica o nome do blog.
Laís Bastos da Silva
Comentários
Boa insônica pra vc.
Boa noite pra vc
E de fato, quem foi que disse que noite é pra dormmir? Pau nele...
Eu particularmente acho a noite mais agradável do que o dia.
Já acordou lá pelas 4 da manha e saiu pra passear fora de casa? Fiz isso uma vez apenas, quando tinha uns 10 anos, fiz isso com o meu pai, fiquei olhando as estrelas e quando deu 6 e pouco esperei pra ver o sol nascer... Uma das experiências mais gostosas da minha vida!
Recomendo.
=D
Guria eu tinha uma coisa bem desses tipo para te falar um pouco antes das férias mas achei que ia ser babaca de minha. Mas que se foda, quando eu te ver eu te passo essa fita.
bjs
"paga-pauzisse"
Ana Diz: Laís, não vou dormir bem essa noite!
Laís Diz: Ah! Então também não vou dormir bem essa noite, pra te fazer companhia.
=D
tah 10.
Luiz não é nóis!
Bem, neste caso muita insônia pra vc Laís... "Noites que não Dormi" é um poema muito bonito. Muita sensiblidade...
Abs
=D
Ah, agradece a Ana Letícia pela visita ao meu blog, adorei o comentário dela!
Beijos!
(Ah... que bom que você gostou do manual Laís. Volte sempre.)
Abs!
O que acaba nos tranformado em "super- produtoras"! Rsrsrrsrs
Em compensação o meu humor fica uma maravilha qdo eu não durmo. =(
abçs
Taty