Mesmo

Lábios crus
Enfrentam a ponte
De olhos nus
Num monte

Sem flor
Arranhando a coragem
Que tem medo da dor
E traz na bagagem

Pedras que choram
E caem num salto
Como jovens que amam
Diante de um assalto

Lábios úmidos
Ainda frios
Olhos perdidos
Agora vazios

O corpo treme
Na distância
Que teme
Tamanha arrogância

O sol vibrando
E tanta covardia
Lábios raxando
Na luz do dia.

De volta
Como era antes
Solta
Com seus amantes!

Comentários

Romã disse…
Muito bom, Laís.
Só avisando que eu mudei de blog, me linka aí.
Beijãoooo

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