Abstrato
Esse quarto é escuro demais para qualquer poema
Isso me causa medo e arranca qualquer inspiração
Essa realidade que me condena
A ter sempre alguma alucinação
Algo ainda persegue
Será saudade ou aflição
De saber que você não consegue
O ultimo perdão
Há um olho que não posso ver
Mas que posso sentir
Há uma presença
Que agora não é nada mais que minha sentença
Como posso não ter medo
Do que me é estranho
Do que parece segredo
Do que não tem forma nem tamanho?
Como posso não chorar
Pelo que não compreendi?
Como posso não ter medo de amar
Se sempre perdi?
Como posso não gritar
Se vocês fazem tudo errado?
Como alguém pode amar
Sem nunca ter se apaixonado?
Estou vazia e pesada
Repetindo meus erros ainda desconhecidos
Talvez eu ainda esteja apaixonada
Pelos anjos caídos
Só eu sei o que quis dizer
Quando não disse
E você não conseguiria entender
Ao menos que sentisse.
Laís (03.01.2007)
Isso me causa medo e arranca qualquer inspiração
Essa realidade que me condena
A ter sempre alguma alucinação
Algo ainda persegue
Será saudade ou aflição
De saber que você não consegue
O ultimo perdão
Há um olho que não posso ver
Mas que posso sentir
Há uma presença
Que agora não é nada mais que minha sentença
Como posso não ter medo
Do que me é estranho
Do que parece segredo
Do que não tem forma nem tamanho?
Como posso não chorar
Pelo que não compreendi?
Como posso não ter medo de amar
Se sempre perdi?
Como posso não gritar
Se vocês fazem tudo errado?
Como alguém pode amar
Sem nunca ter se apaixonado?
Estou vazia e pesada
Repetindo meus erros ainda desconhecidos
Talvez eu ainda esteja apaixonada
Pelos anjos caídos
Só eu sei o que quis dizer
Quando não disse
E você não conseguiria entender
Ao menos que sentisse.
Laís (03.01.2007)
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