considerações

É impressionante a maneira como a vida nos leva, como ela nos conduz à morte e como nos posicionamos diante disso.
Exigimos lágrimas e demonstrações de afeto, pedidos de perdão e votos de felicidade, tanto para os que vão quanto para os que ficam. Vemos nos olhos de quem sofre, a morte próxima e somos "obrigados" a nos preparar para isso, mais uma perda, mais alguém chegará ao fim, a curiosidade ou o problema é saber o que seria esse fim. Sabemos que nascemos para morrer, mas ainda não descobrimos porque morremos.
Há os que digam estarem preparados, aceitarem, etc... Mas quando esses lamentam a perda, logo a sociedade julga como:"viu? quem disse que aceitava?" É mais ou menos assim... Acredito que o fato de estar preparado, aceitar, não é capaz de preencher o vazio, o sentimento de dor, de angústia. Talvez alguns estejam realmente preparados, mas não completamente, ninguém voltou para nos contar se estava bem, se existe algo após a morte, se ela é realmente o fim.
De qualquer maneira ainda é um tabu, na verdade nós a transformamos em tabu, silenciamos, iludimos as crianças com fantasias e mentiras, escondendo delas a realidade e fazemos o mesmo com os idosos, os julgamos incapazes de entender um fato tão comum, tão certo, um fato que é a única certeza do homem...
O homem que sabe que vai morrer , mas seu inconsciente dis que este dia está longe, não será hoje e nem amanhã.
O incosciente do homem o prepara apenas para a morte do desconhecido. E não para vê-la como vemos a vida, como direito e "dever" de todos...
A morte, assim como a vida, é um mistério o algo difícil de se definir...


Laís Bastos da Silva

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