<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438</id><updated>2012-02-12T14:01:32.173-02:00</updated><category term='Séries'/><category term='Meu silêncio'/><category term='Conto'/><category term='Crônica'/><category term='Escritores'/><category term='Dor'/><category term='Desculpas'/><category term='Crianças'/><category term='Livros'/><category term='Shows'/><category term='Observações'/><category term='Paixão pelas palavras'/><category term='Teaser'/><category term='Formatura'/><category term='Violência'/><category term='Explicação e/ou Informação'/><category term='Religião'/><category term='Coisas curiosas'/><category term='Arnaldo Antunes'/><category term='Viagem'/><category term='Loucura'/><category term='Desgaste'/><category term='Insônia'/><category term='Letra feia'/><category term='Outras autorias'/><category term='Relacionamento'/><category term='Medo'/><category term='Vida e Morte'/><category term='Cazuza'/><category term='Retrospectiva'/><category term='Família'/><category term='Filmes'/><category term='Trotes Universitários'/><category term='Educação'/><category term='Preguiça de pessoas'/><category term='Prazer e dor'/><category term='Política'/><category term='. Poemas .'/><category term='Música'/><category term='microconto'/><category term='Datas comerciativas'/><category term='Novelas'/><category term='Estudos'/><category term='Futebol'/><category term='Crise e tudo que vem com ela'/><category term='Listas'/><category term='Minhas personagens'/><category term='Alunos (as)'/><category term='Emoção'/><category term='O tempo'/><category term='Michael Jackson'/><category term='Perdas'/><category term='Titãs'/><category term='Mundo e Gente'/><title type='text'>.Noites que não dormi.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>232</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-7541872155523705580</id><published>2012-02-12T13:59:00.002-02:00</published><updated>2012-02-12T14:01:32.179-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Para ler e pensar!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Helvetica, Arial, Tahoma, Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: 15px; line-height: 21px;"&gt;Quero o meu saco de volta!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Helvetica, Arial, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 21px;"&gt;Por que a escola nos azucrina, ensinando coisas que jamais usaremos? Max Gehringer Como a maioria dos leitores desta coluna, eu também fui um dia arrancado da frente da TV e confinado, apesar de protestar inocência, em uma organização correcional chamada "escola". Essa foi a maneira de meus pais demonstrarem a que limites de crueldade poderia chegar o que eles chamaram de "preocupação com o futuro dos filhos". Mas o maior choque, mesmo, veio depois, quando eu e meus novos coleguinhas de infortúnio fomos informados de que ali, naquelas desconfortáveis carteiras, nós teríamos de passar os próximos 15 anos de nossa vida! Nunca pensei que o futuro pudesse ficar tão longe... Meu pai bem que tentou me convencer de que haveria uma recompensa à altura para tanto sacrifício: a partir do momento em que eu botasse os pés na escola, ele disse, eu teria acesso privilegiado a informações importantíssimas - como, por exemplo, os nomes das capitanias hereditárias e de seus respectivos donatários -, sem as quais seriam mínimas as minhas chances de escapar às emboscadas do futuro. Para minha surpresa, nem três meses se passaram e eu já dominava duas habilidades que me seriam de grande utilidade pela vida afora: ler e escrever. Foi aí que eu comecei a desconfiar que todas as outras picuinhas que compõem o dito "cabedal de conhecimento"... 1. Estariam disponíveis em algum lugar, desde que a gente soubesse ler. 2. Poderiam ser terceirizadas, desde que a gente pudesse pagar. 3. Não interessavam. Convicto de que já sabia o suficiente, decidi voltar para casa e me dedicar a coisas de pertinente interesse, como passar o dia jogando bola e devorando salgadinhos. Ledo engano: meus pais ficaram uma arara (digo, duas araras) e me mandaram de volta. Tal reação intempestiva me levou a desconfiar que eles até já haviam feito um acordo secreto com as escolas, pelo qual eu ficaria enclausurado por mais 14 anos e 9 meses, tempo suficiente para a prática dos papai-e-mamãe matinais sem um enxerido como eu por perto. Voltei a contragosto mas, verdade seja dita, devo reconhecer que as escolas empregaram a nata de sua criatividade para conseguir me manter ocupado por tanto tempo. Foi o caso das aulas de português, que me davam a impressão de estar no pronto-socorro de um hospital: "Isso é um anacoluto ou uma catacrese? - a professora me perguntava. Eu sei lá, mas, por via das dúvidas, sugeria que ela amputasse a mesóclise para evitar uma cacofonia mais séria. Matemática foi outra matéria que transmitiu ensinamentos vitais para minha futura carreira profissional, como a extração sem dor da raiz quadrada - Eu era meio ruim de conta, mas quando estava na terceira série, às voltas com uma tabuada e questões de crucial importância ("Joaquim tinha 18 bananas: deu um terço delas para Marta e metade da diferença para Beatriz..."), caiu-me nas mãos um prodígio tecnológico: a calculadora. Com ela, nunca mais os joaquins teriam dificuldades para repartir suas bananas - mas o que foi que a escola fez? Proibiu o uso das calculadoras na classe! Porque, por uma lógica pedagógica além da minha compreensão, se eu tivesse uma calculadora para facilitar minha vida, eu "ficaria preguiçoso, e isso iria prejudicar o meu futuro". Apesar dos pesares. conclui minha formação básica e já estava para encarar uma "facu" - ou seja, faltavam apenas quatro anos para eu terminar de cumprir minha pena e ser solto no mercado de trabalho - quando fui informado de que, no futuro, nada era assim tão simples. Eu antes precisaria fazer um cursinho, porque as coisas que seriam perguntadas no vestibular não eram exatamente as que eu tinha aprendido nos 11 anos anteriores. Se entendi bem, nas universidades os joaquins precisavam desvendar os segredos da tábua de logaritmos para poder distribuir suas bananas. Se as bananas apodreceriam antes disso, o problemas era dos joaquins, e não do sistema educacional. Uma coisa que me chamou a atenção no curso, por assim dizer, superior, foi que lá fora, no mundo que estavam me preparando para conquistar, começou a proliferar uma engenhoca chamada microcomputador (com 16K de memória). Mas só lá fora, porque ali na "facu", eu desconfio, o lobby dos fabricantes de lápis e canetas ainda era muito poderoso. Quando meu professor descobriu que eu estava fazendo um curso paralelo de Lotus 1-2-3, ele ficou possesso e, como castigo, me fez resumir, em duas páginas, toda a obra de Keynes. Que, acredito, foi um cara meio prolixo, já que precisou de 300 páginas para teorizar o que eu, aparentemente, era capaz de explicar em apenas 20 parágrafos. Quando eu finalmente pensei que seria libertado, fui comunicado de que haveria uma extensão de minha pena, um troço chamado "pós", sem o qual eu não conseguiria desembarcar no futuro. A diferença entre a "pós" e o curso de graduação foi que na "pós" eu tive de dissertar sobre a obra de Keynes numa monografia de 500 páginas - o que significava que ele, além de prolixo, agora precisava de minha ajuda para explicar melhor seus conceitos econômicos. A "pós" mudou meu status de neoprofissional do futuro, porque dali em diante eu estaria autorizado a apelidar meu período escolar de "background acadêmico", o que já me garantiu meu primeiro estágio. A empresa, uma potência, ávida por "inserir os novos talentos potenciais no ambiente participativo", me chamou para assistir uma reunião. Fiquei impressionado, porque o pessoal ali falava de coisas como "fisiologia da informatização plena" assim como quem pede um picolé de morango. E eu lá, quietinho... Até que um diretor da empresa resolveu me "dar uma oportunidade para compartilhar a vasta teoria" que eu havia adquirido. Era a minha grande chance, mais cedo do que eu pensava, de pavimentar a estrada do meu futuro. Abri minha pasta, tirei a lista das capitanias hereditárias, uma coleção de anacolutos, a tábua de logaritmos, algumas raízes quadradas em bom estado e meu calhamaço keynesiano, e fiz aquela cara de quem havia acabado de conseguir o visto de residência permanente no futuro. E então o diretor da empresa me perguntou: - "Você considera viável desenvolvermos um software que nos permita monitorar nosso footprint de logística integrada, ou seria melhor partimos para um network online de franquias comerciais setoriais?" E eu, obviamente, do alto do meu insofismável cabedal, respondi sem hesitar: - "Veja bem, vamos supor que Joaquim tenha 18 bananas..."&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white; color: #333333; font-family: Helvetica, Arial, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 21px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Helvetica, Arial, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 21px;"&gt;&lt;i style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: Helvetica, Arial, Tahoma, Verdana, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 21px;"&gt;&lt;i style="background-color: white;"&gt;Fonte: Revista da Web, São Paulo, a. 1, n. 6, p. 136-137, 2000.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-7541872155523705580?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/7541872155523705580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=7541872155523705580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7541872155523705580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7541872155523705580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2012/02/para-ler-e-pensar.html' title='Para ler e pensar!'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4750368457388048470</id><published>2012-01-17T17:37:00.002-02:00</published><updated>2012-01-17T17:38:22.556-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preguiça de pessoas'/><title type='text'>preguiça</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As pessoas não me conhecem. Acho que nem eu me permito conhecer. Por assim ser, sinto-me sempre colocada a prova, como se estivesse sendo testada, inclusive pelos mais íntimos. Parece que a grande curiosidade é saber o que de fato pode me revoltar, me fazer gritar e comprometer minha tranquilidade. Os íntimos se divertem quando meus olhos saltam. Os conhecidos sonham com esse momento, imaginando que devo ser muito engraçada quando brava. Há quem diga que pareço um demônio, mas acho que não chega a tanto, acho que é mais divertido do que assustador.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Me irritar é fácil, isso até eu sei. Me magoar, mais ainda. Qualquer atitude dita pequena aguça minha imaginação, traz a tona coisas passadas e me causa um tremendo embrulho no peito. Ninguém conhece a dimensão da minha sensibilidade, nem eu mesma. É por isso que sou de poucos amigos, poucas conversas e muitas lembranças. Um poço de sensibilidade somado a uma imaginação fértil. O relacionamento acaba se o outro não segurar as pontas. A amizade esfria se o outro não segurar as pontas. Sempre o outro, porque tenho preguiça de me explicar, justificar, concertar, enfim, preguiça de pessoas -e de animais também, vale lembrar. Sempre o outro, porque eu tenho preguiça de mim mesma.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4750368457388048470?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4750368457388048470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4750368457388048470&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4750368457388048470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4750368457388048470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2012/01/preguica.html' title='preguiça'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-6463564339205267290</id><published>2011-12-21T22:24:00.004-02:00</published><updated>2011-12-25T22:56:44.764-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Três garrafas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-P4l_cXbhp7M/TvJ5uzwB1RI/AAAAAAAAAfg/762A0g3PYfk/s1600/versant.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="355" src="http://1.bp.blogspot.com/-P4l_cXbhp7M/TvJ5uzwB1RI/AAAAAAAAAfg/762A0g3PYfk/s400/versant.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Julia levantou-se sonolenta, o relógio anunciava seu atraso. Amarrou as sacolas a fim de colocá-las na lixeira antes de iniciar suas tarefas diárias, deduziu que o caminhão passaria em breve, afinal, era sempre assim, toda segunda pela manhã os lixeiros a acordavam. Enganchou todas as sacolas nos braços e as levou. Ao abrir o portão, notou que havia três garrafas de água cheias e em pé sobre a lixeira. Sem questionar a causa daquilo, as afastou e empilhou as sacolas como pôde.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lavou as mãos. Esquentou a água para o café. Tomou banho. Vestiu-se. Caprichou na maquiagem. Trocou de roupa. E trocou de novo. Escolheu a sandália. Colocou um tênis. Esqueceu da água. Desistiu. Tomou café velho. Escovou os dentes. Retocou o batom. Saiu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;[...]&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Chegou. Hora de almoçar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todas estavam reunidas em volta da mesa quando a avó perguntou sobre quem havia arrumado o lixo. Julia levantou o braço sem se dar ao trabalho de respondê-la verbalmente. Desesperada, a avó gritou: &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“e as garrafas?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“que garrafas?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“as três garrafas que estavam na lixeira”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“não lembro!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“não tinha nada quando você colocou o lixo?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“acho que sim, não lembro vó!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“meu Deus minha filha! Tinham três garrafas cheias e afastadas uma da outra, bem arrumadas”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“qual é o problema?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“deve ser feitiço! Você não poderia encostar, esqueci de avisar e, se precisasse encostar, tinha que ser com a mão esquerda, para não pegar o feitiço”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Julia riu.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“você brinca com tudo. Não acha estranho aparecerem três garrafas cheias da noite para o dia?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“não, elas podem ter esquentado no carro de alguém, sei lá...”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“três? Exatamente três? O número do azar”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“não era treze o do azar?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“tudo que tem três!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“alguém tomou aquela água?” perguntou Cintia, mãe de Julia, entrando na discussão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Não” responderam&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“então ta tudo bem!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“por que, mãe?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“isso é coisa da Vânia, ela deve ter colocado veneno nessas águas, quer me matar para ficar com seu pai”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“veneno? Ela fez macumba! Quem é que iria tomar águas largadas no lixeiro?” insistiu a avó&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“ela sabe que eu cuido do jardim pela manhã e sempre levo minha água, ela pensou que eu me confundiria. Ainda bem que os lixeiros passaram antes, eu sempre coloco minha água ali e bem que vejo que ela me observa do outro lado da rua. Foi Deus que me salvou dessa!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“mãe! A Vânia pode ser uma vagaba, mas não é uma assassina né? Menos!”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“você não sabe do que ela é capaz” argumentou Cíntia&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“foi macumba, boba! Feitiço pro João não fazer mais nada com você”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“então se eu pegasse era meu namorado que não faria comigo, vó?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“você anda fazendo isso menina?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“não mãe, ela está brincando. Era veneno”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Feitiço”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Esquentou no banco de algum carro” &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;João chegou atrasado para o almoço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“qual é a pauta da reunião?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“garrafas de água na lixeira” respondeu Julia.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“essas que os meninos da frente deram de deixar quando vão jogar bola na rua?”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-6463564339205267290?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/6463564339205267290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=6463564339205267290&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6463564339205267290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6463564339205267290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/12/tres-garrafas.html' title='Três garrafas'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-P4l_cXbhp7M/TvJ5uzwB1RI/AAAAAAAAAfg/762A0g3PYfk/s72-c/versant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5010570571699315342</id><published>2011-12-13T00:28:00.001-02:00</published><updated>2011-12-13T00:33:31.059-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alunos (as)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>um diferencial</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;“O problema do meio ambiente está no consumo. Todo mundo troca de celular e não se preocupa em saber o que é feito com a bateria”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;“Todos nós temos direitos iguais. Eu escolhi me casar com um homem, mas se meu filho escolher outro homem, normal, ele é livre para isso, será a escolha dele.”&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x9pa8MSSYnE/Tua391RfinI/AAAAAAAAAe8/iX2OHZO4heA/s1600/DSC02735.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-x9pa8MSSYnE/Tua391RfinI/AAAAAAAAAe8/iX2OHZO4heA/s400/DSC02735.JPG" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Generosidade é uma das características do nome Indiana, segundo este &lt;a href="http://www.significado.origem.nom.br/nomes/?q=Indiana"&gt;site&lt;/a&gt;. Não que eu seja preocupada com significados de nomes e acredite que isso interfira na personalidade das pessoas, entretanto, Indiana sugere um significado profundo, uma escolha cuidadosa e acaba exigindo mais ainda quando se associa o nome a sua “proprietária”.   &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Autora das frases que citei acima, Indiana, minha aluna durante o ano todo, me conquistou sem nenhum esforço, não precisou rasgar elogios e distribuir carinhos como fazem a maioria dos alunos. Autêntica, da turma do fundão, lançava, a cada explicação/discussão, um olhar completamente seduzido pelo conhecimento. O encanto pelo saber está visível em seus olhos quase sempre acompanhados de um sorriso sereno.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Integrante do projeto Mulheres da Paz, de São José dos Pinhais, Indiana tem uma visão de mundo apuradíssima, diferente dos demais alunos e surpreendentemente superior a muitos professores, doutores, artistas. Afirmo tudo isso porque durante o precioso tempo que passamos juntas, percebi que&amp;nbsp; não é só discurso, notei que é pura lá na raiz, tem os olhos desvendados para o mundo, para os problemas do mundo; é desprovida de preconceitos contra qualquer tipo de crença, opção sexual, gênero, cor, raça etc. Não impõe o que pensa a ninguém, escuta, respeita e, se não aceita, ri harmoniosamente, sem desmerecer, brincar, irritar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Extremamente perspicaz em suas observações, fez com que eu, por muitas vezes, reconhecesse minha ignorância diante dela, por achar que jamais argumentaria como ou, até mesmo, por nunca ter olhado para as coisas da maneira que ela olhou. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apresento essa incrível mulher aos meus leitores porque tenho certeza que um dia vocês irão ver seu nome por aí, não tenho dúvidas de que a Indiana fará história, afinal, ela só está começando e eu juro que não estou exagerando, é uma guria de outro mundo mesmo, não parecer ter nascido no meio dessa gente mesquinha e careta, não parece fazer parte de um universo onde pensar é o que menos importa para a maioria das pessoas, no qual a ação depende da imposição, implícita ou não!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ela não tem preguiça e eu me orgulho por ter feito parte do seu universo, certamente, aprendi mais do que ensinei!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5010570571699315342?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5010570571699315342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5010570571699315342&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5010570571699315342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5010570571699315342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/12/normal-0-21-false-false-false.html' title='um diferencial'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x9pa8MSSYnE/Tua391RfinI/AAAAAAAAAe8/iX2OHZO4heA/s72-c/DSC02735.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-8805526398236150703</id><published>2011-11-20T20:40:00.000-02:00</published><updated>2011-11-20T20:40:12.105-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo e Gente'/><title type='text'>sobre a doença que não me contamina</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ko0pWA3mzOM/TsmBVK6iLkI/AAAAAAAAAe0/r6hFVa5AzgU/s1600/homo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="155" src="http://4.bp.blogspot.com/-ko0pWA3mzOM/TsmBVK6iLkI/AAAAAAAAAe0/r6hFVa5AzgU/s320/homo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt; 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Não consigo tirar da cabeça dos meus alunos – e muito menos das dos colegas professores – o preconceito em relação aos homossexuais. De todas as faces do preconceito, talvez essa seja a que mais me incomode, pelo simples fato de que meu corpo não é de deus, não é dos meus pais e muito menos da sociedade. Meu corpo é minha propriedade, eu decido o que fazer com ele e só eu sei pelo que sou atraída, não é você quem vai determinar isso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As pessoas se incomodam com a opção do outro, regridem pensando que é uma questão de influência, de educação, tentam descobrir se é genético e há quem diga que é doença gostar de alguém do mesmo sexo. Doença é sofrer por preconceito vitimando o outro, por ser incapaz de conviver com a diversidade. Doença é se fechar na própria caverna, cegar por opção. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gostaria de,devido a minha profissão, conseguir curar algumas dessas doenças, mas os mesmos adolescentes que se dizem diferentes, autênticos e declaram não se importar com o que pensam a respeito deles, vivem em função do pensamento do outro, do pensamento preconceituoso dominante e têm uma resistência muito grande aos homossexuais. Aqueles que são, escondem, não assumem e ainda censuram os assumidos. Os que não são, se acham normais. Quem foi que disse que ser heterossexual é ser normal? E com que propriedade? Felizmente existe uma minoria que não é doente e pela qual tenho um carinho especial. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há quem pense que a opção sexual é contagiosa e não perceba que a única coisa que pega nisso tudo é a homofobia, doença dos ignorantes. Devido a pandemia, é preciso tomar muito cuidado para não se contaminar, caso isso ocorra a cura é quase impossível. Os lugares mais infectados são as igrejas, os grupos de moralistas, de covardes que nunca tiveram coragem de sair do armário e, vale lembrar, as escolas, porque é lá que estão pessoas de todos esses lugares reunidas e misturadas. Vale lembrar também que existem pessoas que frequentam todos esses ambientes e não se contaminam, mas esses possuem um antídoto raro que faz com que não vejam diferença nenhuma entre um hetero e um homossexual e por isso não discriminem os segundos, faz também com que não sejam influenciadas por meras opiniões. Trata-se de um antídoto que não está a venda, é gratuito, mas pressupõe que o indivíduo tenha disposição, boa vontade e aquilo que deveria ser inerente ao ser humano, o respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se você se sente meio ou absolutamente doente, abra a cabeça, o coração, adquira o antídoto e torne-se uma pessoa saudável.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-8805526398236150703?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/8805526398236150703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=8805526398236150703&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8805526398236150703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8805526398236150703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/11/sobre-doenca-que-nao-me-contamina.html' title='sobre a doença que não me contamina'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ko0pWA3mzOM/TsmBVK6iLkI/AAAAAAAAAe0/r6hFVa5AzgU/s72-c/homo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-9170408632503184593</id><published>2011-10-01T13:22:00.000-03:00</published><updated>2011-10-01T13:22:18.850-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perdas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida e Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mundo e Gente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise e tudo que vem com ela'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há algumas semanas mergulhei num profundo estado de tristeza. O trabalho estava sendo uma espécie de fuga desse sentimento, sorrindo, eu de fato me sentia mais tranquila e menos triste na companhia dos meus alunos. Mesmo assim, cheguei a pensar que estava na profissão errada. Novamente a vontade de ir embora e cortar relações com todos e tudo que me incomoda, foi forte. Em seguida, concluí que isso me levaria a solidão no sentido mais pleno da palavra, ficaria sozinha e cumpriria minha vontade de me esconder num buraco escuro dentro de mim mesma. E questionei: será que não nasci para ter laços familiares, amigáveis e amorosos? E a resposta foi: o problema sou eu e não os outros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Saber que antes de me mudar para outro lugar, deveria mudar a mim mesma, não me ajudou muito. Continuei sem conseguir escrever, ler, estudar e produzir algo que prestasse. Até comecei a fazer exercícios físicos e não notei nenhuma mudança no meu estado de espírito. Como diz meu namorado, com sua habitual gentileza “uma má vontade para com o mundo”. De fato, isso define meu momento e talvez minha personalidade. Embora ele seja incapaz de entender as causas por estar muito preso aos seus pré-conceitos, acertou no que disse, mas isso não é novidade para ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Percebi que estava experimentando a melancolia e ontem, quando cheguei em casa, relembrei o que é dor de verdade. Uma colega que tinha praticamente&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;a minha idade, morreu e morreu lutando para viver. Há quem ache que só devemos sentir a partida daquele que for sangue do nosso sangue, ou muito próximo, mas ontem descobri que só consigo sentir a partida dos alegres, otimistas, daquelas pessoas que não têm má vontade para com o mundo, das pessoas que sonham, lutam, nos fazem rir e estão entre nós para aliviar o tédio da vida. De pessoas que são diferentes de mim e, por isso, conseguem dar um pouco de sentido ao meu vazio. É claro que isso é uma teoria racional, uma tentativa de explicar o fato de eu ter sentido apenas duas mortes em toda minha vida e, coincidentemente, de duas pessoas que não me eram próximas. No entanto, tenho um coração e possivelmente vou sofrer muito quando perder alguém que amo, seja esse alguém igual a mim ou não. Afinal, não sou um ser repugnante, pelo contrário, sou um doce, apesar dos pesares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Diante de tudo isso, acho que Renato Russo tinha razão, “os bons morrem jovens”. Foi o caso da Fabi e é exatamente isso que causa um inconformismo, nunca a vi reclamando de nada e ela tinha motivos para isso, tinha motivos para se revoltar com a vida e, no entanto, lutou e esbanjou alegria e generosidade nos seus poucos anos de vida. Admiro e sinto por não ter ficado mais um pouco. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar de meus pensamentos suicidas, a triste notícia num momento triste da minha vida, me faz repensar o que tenho feito de mim e dos outros, me faz pensar que devo preparar minhas aulas com um pouco mais de carinho e dedicação, me faz pensar que devo ser mais presente na vida das pessoas, mas isso não consigo, faz parte da minha personalidade o distanciamento e não me culpo por isso, só me culpo, às vezes, por ser tão fechada e preguiçosa com as pessoas e os acontecimentos do dia a dia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se não vou me matar, o melhor mesmo é que eu aprenda a lidar com a tristeza de uma maneira produtiva ao invés de me deixar degenerar por isso. Todos têm momentos de tristeza, precisamos tanto dela quanto da felicidade. O discurso de que devemos ser felizes o tempo todo é hipócrita, o coitadismo da tristeza é revoltante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sobre a morte, nascemos para morrer, é uma certeza absoluta, mas lidar com ela é talvez nossa maior dificuldade, principalmente no meu caso, que tenho problemas com deus, religiões e crenças. Sobre a vida, é muito mais que tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-9170408632503184593?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/9170408632503184593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=9170408632503184593&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/9170408632503184593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/9170408632503184593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/10/normal-0-21-false-false-false.html' title=''/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5950981855480619843</id><published>2011-09-25T17:23:00.000-03:00</published><updated>2011-09-25T17:23:17.390-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise e tudo que vem com ela'/><title type='text'>tristeza</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não aguentei e escancarei na internet, como de costume: “não da mais para disfarçar e nem faz sentido, a tristeza tomou conta de mim.” Meu amigo Luiz respondeu: “&lt;span class="commentbody"&gt;... muitos vão tentar encontrar uma causa para isso, trabalho, relacionamento, família... Mas às vezes a tristeza não tem outra fonte senão nós mesmos.&lt;/span&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O que o Luiz entende com tanta facilidade, parece inaceitável para o restante das pessoas que me rodeiam!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Estou triste, mergulhei fundo nisso e, convenhamos, se eu tivesse conhecimento da causa já teria pelo menos tentado resolver, afinal, não é nada agradável se sentir com um buraco enorme aberto no peito, cheio de bichos, que vai me sugando e, aos poucos, me confundindo com esse vazio cheio de tristeza!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5950981855480619843?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5950981855480619843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5950981855480619843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5950981855480619843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5950981855480619843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/09/tristeza.html' title='tristeza'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5238603362980981651</id><published>2011-08-14T00:24:00.000-03:00</published><updated>2011-08-14T00:24:16.649-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desgaste'/><title type='text'>carta</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable	{mso-style-name:"Tabela normal";	mso-tstyle-rowband-size:0;	mso-tstyle-colband-size:0;	mso-style-noshow:yes;	mso-style-parent:"";	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;	mso-para-margin:0cm;	mso-para-margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:10.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ansi-language:#0400;	mso-fareast-language:#0400;	mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que, apesar de tudo, devo te agradecer pelo que representou para mim durante muitos anos. O mesmo não posso dizer sobre os traumas que me causou e as coisas que privou, o que seria absolutamente aceitável se não se tratasse de uma mera representação. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A gente diz que quer conhecer as pessoas de verdade, mas hoje já não sei se desejo conhecer mais alguém. Acho que prefiro que todos continuem sendo como imagino que são, nem piores, nem melhores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pensei em lhe dizer coisas horríveis, gritar os piores nomes do mundo, rir da sua desgraça, expor todas as minhas dores. Não fiz nada disso, felizmente, pois só teria me desgastado. Você não sentiria o que senti, você não sente, vive segundo seus instintos, assemelhando-se a um monstro e segundo sua razão, revelando-se meio psicopata. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não tenho medo do que possa me fazer, temo o que fez, temo que seja irreversível. Cresci com medo da sua reação e com aversão aos seus gritos. Cresci reprovando seu moralismo, mas não sabia que era falso e, agora que sei, não sei o que dizer ou sentir. Cresci presenciando dramas financeiros e sendo vista como menina rica. Nunca fui rica e nem pretendo ser, muito menos se for para ficar como você, cujo dinheiro forneceu poderes que fez com que pensasse que é Deus, que pode manipular o mundo, ter todas as mulheres, exigir gratidão de todos os familiares e ser exemplo. Exemplo do que mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Você me desrespeitou como jamais alguém o fez e isso é muito pior do que todas as vezes que me chamou de burra, que julgou meu relacionamento, que insinuou coisas, que se referiu a mim com nomes pejorativos, que me humilhou, que me pressionou, que me julgou, insultou. O desrespeito de achar que não tenho personalidade e que sou obrigada a aceitar toda e qualquer coisa que faça, dói mais que todas as mágoas que tenho de uma vida inteira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Devo agradecer por ter me olhado com tanto ódio, tantas vezes, pois eram naqueles momentos que eu tinha certeza de que você era mesmo capaz de tudo. Certeza que fez com que o golpe, apesar de muito grande, fosse incapaz de me derrubar a essa altura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cresci querendo provar a você que eu era melhor do que pensava, que eu também sabia guardar dinheiro e que também “cresceria” na vida. Cresci pisando em ovos para não decepcioná-lo. Cresci sendo enganada e, por isso, hoje não sinto a culpa que muitos querem que eu sinta por ter decidido ignorá-lo. Qualquer demonstração de carinho, agora, seria falsa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dizem que sou parecida com você, mas nem sabem quem é você. Se soubessem, se espantariam e se perguntariam: como podem ser tão parecidos fisicamente e terem almas tão distintas? Deve ser porque esse negócio de alma não é genético, mas disso nunca vou ter certeza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5238603362980981651?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5238603362980981651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5238603362980981651&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5238603362980981651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5238603362980981651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/08/carta.html' title='carta'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1765641603644966856</id><published>2011-07-08T00:51:00.000-03:00</published><updated>2011-07-08T00:51:13.846-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>sobre nosso tempo</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-n1_kVk-S-Vk/ThZ92F61PoI/AAAAAAAAAeU/622YurGHMDE/s1600/tempo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="283" src="http://1.bp.blogspot.com/-n1_kVk-S-Vk/ThZ92F61PoI/AAAAAAAAAeU/622YurGHMDE/s400/tempo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tantos foram e ainda são nossos medos. Ninguém queria que fosse sério. Era curiosidade, vontade, desafio. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De repente, paixão. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;A verdadeira patologia do ciúme exagerado, da dor exagerada, das coisas que se vê, escuta, fala e imagina exageradamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tantas foram as vezes que rompemos. Não sei ao certo quem e o que queria esquecer. Era mágoa, cobrança, desespero.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De repente, amor. O verdadeiro sentimento sublime do aperto no coração em toda e qualquer viagem, do ciúme moderado, dos planos, da confiança, da companhia, das coisas que se compartilha, da admiração, da saudade constante, da quase que ausência de dor, das discussões que se resolvem rapidamente, dos encontros longos e incansáveis, da pergunta: já não era tempo de enjoar?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tememos o tempo, mas não corremos contra ele e também não o consumimos desesperadamente, aproveitando cada segundo. Ficamos longe, física e emocionalmente por muito tempo. Temos a diferença, o que é do seu tempo e o que é do meu. E temos o nosso tempo. Nele cabem muitas lembranças, mudanças; alguns desentendimentos, discordâncias, implicâncias; pouquíssimas promessas, decepções e nenhuma perfeição ou qualquer hipocrisia do tipo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nosso tempo é marcado pelo encanto do qual me espanto por tanto crescer ao invés de perecer, como dizem que acontece com o tempo. E a pergunta: será que acaba? Seguida do desejo: que isso se congele!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1765641603644966856?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1765641603644966856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1765641603644966856&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1765641603644966856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1765641603644966856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/07/sobre-nosso-tempo.html' title='sobre nosso tempo'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-n1_kVk-S-Vk/ThZ92F61PoI/AAAAAAAAAeU/622YurGHMDE/s72-c/tempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5105855798961128137</id><published>2011-06-12T20:24:00.005-03:00</published><updated>2011-06-12T20:42:53.653-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Datas comerciativas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>12 de Junho</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dia dos namorados. Presentes, promessas, filas em motéis, restaurantes, shoppings... viagem, grude e o desespero de quem não tem uma companhia, como se não fosse um dia “normal” como qualquer outro. O fato é que, não só nesta data, mas diariamente, engolimos o ideal de um relacionamento perfeito: amor fiel e sincero para toda vida. Vemos casais declarando na TV que se entendem, se respeitam, não brigam, separam profissão de vida pessoal, se admiram, não sentem ciúmes e têm uma vida maravilhosamente bela, além de serem ricos, é claro. Diante disso, somos levados a crer que um relacionamento perfeito não é utópico, afinal, os artistas o vivem. Quanta hipocrisia!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Neste dia, fico com o realismo e a intensidade do amor, com os relacionamentos conturbados, com a dor, o sofrimento e ao mesmo tempo a alegria de viver, a sua maneira, o seu amor fora dos padrões. A maioria dos casais não se enquadra nos rótulos, entretanto, a maioria oculta suas fraquezas, seus deslizes e tudo o que torna seu relacionamento diferente dos outros. Afinal, temos que ser todos iguais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Neste dia, repito, fico com o realismo e a intensidade do amor, agora, no cinema. Seguem minhas dicas de&amp;nbsp; três filmes emocionantes que abandonam a hipocrisia do amor utópico que supera as maiores dificuldades do mundo. Filmes que, ainda assim, conseguem ser sensivelmente belos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=M44fNGxXvAc"&gt;Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=mUVZbnuXvkM"&gt;Closer: Perto Demais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_731334520"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=NZzoYxcBExU"&gt;Once: Apenas Uma Vez &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5105855798961128137?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5105855798961128137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5105855798961128137&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5105855798961128137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5105855798961128137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/06/normal-0-21-false-false-false.html' title='12 de Junho'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-203054050068568235</id><published>2011-05-22T17:45:00.001-03:00</published><updated>2011-05-22T17:50:26.758-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão pelas palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Eu não falo como escrevo. E você?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;“&lt;i&gt;Tirou-se uma frase avulsa de um livro didático e criou-se uma histeria coletiva.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt; Só quem jamais deu aula na vida pode imaginar que o livro,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;ao mostrar ao aluno que existe ‘os menino’,&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;faz com que ele aprenda errado.&lt;/i&gt;”&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;Cristovão Tezza, escritor e professor aposentado de linguística da UFPR&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;e um dos nomes da literatura que tenho profunda admiração e respeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sei o que é mais revoltante, se é o trabalho sujo da velha mídia ou a ignorância daqueles que o consomem e, como se não bastasse, o propagam. A polêmica da vez gira em torno da distribuição do livro didático &lt;b&gt;Por uma vida melhor&lt;/b&gt; que possui um capítulo intitulado &lt;b&gt;Escrever é diferente de falar&lt;/b&gt;. Antes de qualquer coisa, alguém discorda do título? Se você discorda, pode ser que não tenha se dado conta, mas está disseminando na sociedade um dos oito mitos elencados por Marcos Bagno, no clássico &lt;b&gt;Preconceito Linguístico&lt;/b&gt;. É, portanto, uma pessoa preconceituosa e não adianta torcer o nariz. “&lt;i&gt;O certo é falar assim porque se escreve assim&lt;/i&gt;” é o sexto mito que Bagno se dedica a desconstruir em seu livro e o primeiro que o didático, logo no título, quebra. Algo que, aliás, todo mundo já deveria saber, ou melhor, admitir, visto que sabem que “não existe nenhuma ortografia em nenhuma língua do mundo que consiga reproduzir a fala com fidelidade” (Bagno).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda presas aos conceitos de “certo” e “errado”, as pessoas se posicionaram, com argumentos lamentavelmente ultrapassados, contra o livro didático. Quero acreditar que essas pessoas não leram o capítulo e por isso estão espalhando por aí que o livro é uma “celebração da ignorância”, um regresso da educação. Prefiro acreditar que não leram, porque, enquanto professora, devo entrar em desespero caso tenham lido, pois isso significa que não têm a mínima capacidade de interpretação e, aí sim, estamos diante de um grande problema. Ou seja, além de termos que lidar com o problema de uma mídia relativamente pobre e um público extremamente manipulável, além do problema da fome, da miséria, da preguiça de pensar, da homofobia e tantas outras barbaridades, temos que admitir e enfrentar os letrados que não conseguem interpretar um texto e se comportam como se soubessem. Temos ainda que engolir esses indivíduos lá na Academia Brasileira de Letras (hã?). É, a Academia que colocou Paulo Coelho, como meu amigo Luiz ousou lembrar, como membro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se você ainda não teve o prazer de ler &lt;b&gt;Preconceito Linguístico&lt;/b&gt;, indico. Caso já tenha lido, vale à pena lembrar quais são os mitos que precisamos superar para acabarmos de uma vez com um dos preconceitos mais marcantes que temos no Brasil. São eles:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mito nº1 – “A língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mito nº2 – “Brasileiro não sabe português/ Só em Portugal se fala bem português”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mito nº3 – “Português é muito difícil”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mito nº4 – “As pessoas sem instrução falam tudo errado”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mito nº5 – “O lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mito nº7 – “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mito nº8 – “O domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não vou reproduzir o livro aqui, mas cito os mitos para que percebam que muitos deles estão presentes no posicionamento da mídia e do público, ambos presos a uma visão de educação mais do que ultrapassada, reproduzindo uma fala mais do que morta. Não seria essa, talvez, a razão de nossos alunos terem profunda aversão pela disciplina de português, sobretudo, literatura e escrita?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda em tempo, estou muito feliz pela iniciativa dos autores e pela aprovação do livro, acredito que é um grande salto que nossa educação, felizmente, conseguiu dar. Resta-nos agora, preparar os velhos profissionais para isso. Além da pertinente discussão linguística, o livro traz atividades que trabalham diretamente com a construção de um texto, algo que só fui aprender na faculdade, porque na escola não souberam me ensinar o que é fundamental num bom texto e como é possível realizá-lo. Era apenas MUITO BOM, MELHORAR, REGULAR, ÓTIMO. E eu nunca soube o que estava ótimo e o que estava regular...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aos que pretendem se posicionar, concordando ou discordando, por favor, leiam o capítulo do didático antes de qualquer coisa: &lt;a href="http://www.acaoeducativa.org.br/portal/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2611&amp;amp;Itemid=2"&gt;AQUI&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-203054050068568235?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/203054050068568235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=203054050068568235&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/203054050068568235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/203054050068568235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/05/eu-nao-falo-como-escrevo-e-voce.html' title='Eu não falo como escrevo. E você?'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5821161252809558864</id><published>2011-05-02T16:30:00.004-03:00</published><updated>2011-05-02T16:34:30.575-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alunos (as)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desgaste'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise e tudo que vem com ela'/><title type='text'>E o pulso ainda pulsa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-PtxJTheUm8o/Tb8F0OhcTvI/AAAAAAAAAeI/8kR2-j2FnrU/s1600/tn_280_651_professora_sala_de_aula_250809%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-PtxJTheUm8o/Tb8F0OhcTvI/AAAAAAAAAeI/8kR2-j2FnrU/s1600/tn_280_651_professora_sala_de_aula_250809%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No ano passado tive a oportunidade de adquirir experiência com o Ensino Médio público numa escola que me acolheu sem preconceitos e com o respeito que eu, enquanto professora, mereço. Por sorte, ainda fiz amigos. Alunos, funcionários e professores fizeram do trabalho, diversão. Foi uma escola que não só me identifiquei, como pude fazer um bom trabalho e me apaixonei. Foi também um ano em que não faltei nenhum dia em nenhuma das escolas por motivo de doença, porque não fiquei doente naquele ano. Minhas únicas faltas foram as folgas que tirei por ter trabalhado nas Eleições.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não é de hoje que afirmo que minha imunidade depende estritamente do meu emocional. Aliás, acontece diferente com alguém? E, nesse ano, não consegui voltar a tal escola, fui para outras, três agora. No dia em que escolhi minhas aulas, saí da distribuição feliz por ter conseguido uma das coisas que queria, ministrar aulas somente de Filosofia. Isso pode parecer estranho para alguém que não conhece a educação do Paraná, explico: em 2010 dei aulas de geografia, filosofia, história, ensino religioso e sociologia. Fiquei quase louca. Preparar aulas era desgastante e eu achava que aquilo era o fim do mundo. Agora, preciso preparar apenas três aulas de filosofia, uma para cada turma do médio, e duas de sociologia. Tranquilo, poderia caprichar, entretanto, a imunidade foi parar no pé.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Infecção na garganta, nos olhos, visão cada vez mais fosca, gripe (é, eu que nunca tive gripe!), fortes dores no estômago (certamente é a gastrite se manifestando), ferida no útero e a volta das espinhas e dores musculares, sem contar, é claro, os nervos a flor da pele. Causa disso tudo? A infelicidade profissional, suponho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma das escolas é excelente, perto de casa, fui bem recebida e sou respeitada pelos profissionais. Os alunos escrevem com mais facilidade, a maioria tem um bom rendimento e disciplina. No entanto, não fiz amizades e, acreditem, isso pesa muito. Não saio com ninguém dali, não tenho telefone, Orkut ou e-mail de alguém. Nossos assuntos são alunos e, confesso, já estou cansada de falar deles.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na outra escola não vou com a cara da direção, meu horário é uma bosta, os alunos são uns amores, mas uma turma não quer nada com nada e a outra brinca demais. Não fiz amigos, mas fiz amizades. Lá a gente não fala só de aluno.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A outra é pequena, a direção é ótima e os alunos também, mas continuo deslocada, apesar de ser o lugar em que mais me divirto dos citados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Além dos ambientes, tem o sistema que contribui para que a educação seja cada vez pior e, me desculpem, mas não consigo fechar os olhos. Isso tudo vai me consumindo, a falta de interesse é muito grande, de todos os lados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfim, não sei ao certo o que me incomoda no profissional que faz com que eu lamente o fato de ter que sair de casa para trabalhar e me deixe cada vez mais debilitada, física e emocionalmente. Meu estado emocional sempre reflete no físico, é impressionante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, apensar disso tudo, o pulso ainda pulsa e tenho cerca de 310 adolescentes para ensinar conteúdos de filosofia e sociologia, cerca de 310 que estão sendo prejudicados pelo meu desânimo e, sobretudo, falta de paciência. Sinto-me rabugenta.Lembro-me que prometi, quando comecei a trabalhar, não me estressar com o desinteresse e a indisciplina dos alunos, mas não estou conseguindo cumprir isso e sinto-me cada vez mais distante deles, cada vez mais descontando em todos os erros de alguns e também as minhas insatisfações. Sinto que falta pouco para que eu me torne o que sempre repugnei, uma professora que não inova e só reclama. Confesso que estou tentando me reerguer para que as coisas não desandem, para que eu não cometa o erro de supor que não nasci para fazer o que, ainda, sou apaixonada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5821161252809558864?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5821161252809558864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5821161252809558864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5821161252809558864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5821161252809558864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/05/e-o-pulso-ainda-pulsa.html' title='E o pulso ainda pulsa'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-PtxJTheUm8o/Tb8F0OhcTvI/AAAAAAAAAeI/8kR2-j2FnrU/s72-c/tn_280_651_professora_sala_de_aula_250809%255B1%255D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1737272953806790056</id><published>2011-03-31T00:58:00.002-03:00</published><updated>2011-03-31T01:07:03.511-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emoção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Um livro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oPwZPLkuI94/TZOKvOEhKNI/AAAAAAAAAdo/YT0dsryNUXk/s1600/Cartas+aos+meus+amigos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-oPwZPLkuI94/TZOKvOEhKNI/AAAAAAAAAdo/YT0dsryNUXk/s400/Cartas+aos+meus+amigos.jpg" width="282" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Fernanda, em Belo Horizonte. Laís, em Curitiba. Samara, em Fortaleza.  Dadas as circunstâncias geográficas, o mais lógico é que elas passassem a  vida toda sem saber da existência uma da outra. Mas o que são a  geografia e a lógica quando estamos falando do maior sentimento do mundo  que, entre elas, estava predestinado a acontecer? A vida deu uma  ajudinha dali. O destino mexeu seus pauzinhos daqui. E elas se  encontraram. Com diferenças suficientes para se completarem. Com  semelhanças o bastante para se identificarem. Entre essas, a paixão pela  literatura que as motivou a celebrar em livro o maior sentimento do  mundo que, entre elas, estava predestinado a acontecer: a amizade.  O  livro, portanto, traz a amizade como protagonista, explorando suas  diversas faces e narrando histórias como se fossem cartas a um amigo.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Por eu mesma...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Escrever um livro. Eis uma das minhas grandes metas. Eis o que me frustrou por algumas vezes diante da crise de não conseguir levar um projeto literário adiante. Eis a ideia que me surgiu quando me dei conta de que a escrita era, basicamente, o que fazia com que nos sentíssemos um pouco menos distantes. E foi então que eu, Sam e Ferdi nos engajamos num projeto literário, este, Escrever um livro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tema livre? Não, amizade. Amizade porque foi essa nossa grande motivação e porque gostaríamos de celebrar a nossa amizade, um momento culminante dela e, é claro, envolver nossos outros amigos. Por sentir muita dificuldade em expressar meus sentimentos, sobretudo com amigos, a escrita sempre se revelou, para mim, como a saída e, ao mesmo tempo, o encontro. Portanto, acho que encontrei aí a maneira de dizer a muitos dos meus amigos o que nunca consegui ou não tive coragem. Foi também a maneira de chorar minhas mágoas com algumas pessoas e situações. E, claro, a maneira de gritar com e para o mundo ideias engasgadas até então.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi um longo trabalho, mas nada cansativo. Aliás, quero agradecer minhas companheiras pela paciência que tiveram ao esperar pelos meus textos, que eram sempre os últimos; por não exercerem nenhum tipo de pressão e, claro, por serem tão ousadas quanto eu, por não só aceitarem a ideia como mergulhar nela com razão e, sobretudo, coração. Sem dúvidas foi a escrita que mais gostei de revisar na vida e não é porque são minhas amigas, mas essas escritoras me envolveram em seus textos. Fiquei emocionada ao lê-los, ao tê-las comigo nessa e agora invadida por uma mistura de sentimentos que fazem com que eu perca as palavras para expressar o quanto estou feliz por essa conquista, orgulhosa, satisfeita e agradecida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Espero que meus amigos e também outros leitores consigam se perceber nos nossos contos e crônicas e que esta seja uma boa oportunidade de pensar a amizade, de refletir algumas coisas que andam meio banalizadas por aí. Espero, acima de tudo, que não se arrependam da leitura, que gostem tanto quanto gostei de fazer isso e que, no final, consigam ter um sentimento semelhante ao meu: o de reconhecer que o menino lá do filme Natureza Selvagem tinha razão, “a felicidade só existe quando é compartilhada” e, felizmente, tenho com quem dividir e a quem dever meus bons momentos. Obrigada amigos e amigas!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quem se interessar, pode comprar o livro &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;a href="http://www.agbooks.com.br/book/41976--Cartas_Aos_Meus_Amigos_"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;Boa leitura e repito, estou muito feliz =)&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1737272953806790056?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1737272953806790056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1737272953806790056&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1737272953806790056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1737272953806790056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/03/um-livro.html' title='Um livro'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oPwZPLkuI94/TZOKvOEhKNI/AAAAAAAAAdo/YT0dsryNUXk/s72-c/Cartas+aos+meus+amigos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2735118111312978883</id><published>2011-03-25T13:06:00.002-03:00</published><updated>2011-03-25T13:06:59.120-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-nNyG0Jd8smE/TYy9cJPKiWI/AAAAAAAAAdk/yN18fVjiXIk/s1600/teaser5.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="305" src="https://lh3.googleusercontent.com/-nNyG0Jd8smE/TYy9cJPKiWI/AAAAAAAAAdk/yN18fVjiXIk/s400/teaser5.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2735118111312978883?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2735118111312978883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2735118111312978883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2735118111312978883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2735118111312978883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/03/blog-post_25.html' title=''/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-nNyG0Jd8smE/TYy9cJPKiWI/AAAAAAAAAdk/yN18fVjiXIk/s72-c/teaser5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5154880931136062252</id><published>2011-03-23T23:57:00.002-03:00</published><updated>2011-03-23T23:57:34.828-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-oSydqmWKpUQ/TYqzCxLtc2I/AAAAAAAAAdg/XBgzM2RJo-s/s1600/teaser4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="305" src="https://lh3.googleusercontent.com/-oSydqmWKpUQ/TYqzCxLtc2I/AAAAAAAAAdg/XBgzM2RJo-s/s400/teaser4.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5154880931136062252?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5154880931136062252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5154880931136062252&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5154880931136062252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5154880931136062252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/03/blog-post_23.html' title=''/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-oSydqmWKpUQ/TYqzCxLtc2I/AAAAAAAAAdg/XBgzM2RJo-s/s72-c/teaser4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2766314373033123011</id><published>2011-03-21T12:06:00.002-03:00</published><updated>2011-03-21T12:06:54.204-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teaser'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-2uE0nv8mm7s/TYdpf6Iu8jI/AAAAAAAAAdc/KoEW2atCHd4/s1600/teaser3.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="https://lh5.googleusercontent.com/-2uE0nv8mm7s/TYdpf6Iu8jI/AAAAAAAAAdc/KoEW2atCHd4/s400/teaser3.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2766314373033123011?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2766314373033123011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2766314373033123011&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2766314373033123011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2766314373033123011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/03/blog-post_21.html' title=''/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-2uE0nv8mm7s/TYdpf6Iu8jI/AAAAAAAAAdc/KoEW2atCHd4/s72-c/teaser3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-6595954566647252323</id><published>2011-03-19T11:13:00.000-03:00</published><updated>2011-03-19T11:13:57.507-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teaser'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-DtndoFhnquc/TYS572y00pI/AAAAAAAAAdY/IGYBQ7Z_Iw4/s1600/teaser2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="307" src="https://lh4.googleusercontent.com/-DtndoFhnquc/TYS572y00pI/AAAAAAAAAdY/IGYBQ7Z_Iw4/s400/teaser2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-6595954566647252323?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/6595954566647252323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=6595954566647252323&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6595954566647252323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6595954566647252323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/03/blog-post_19.html' title=''/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-DtndoFhnquc/TYS572y00pI/AAAAAAAAAdY/IGYBQ7Z_Iw4/s72-c/teaser2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-8497340191711706561</id><published>2011-03-17T11:41:00.001-03:00</published><updated>2011-03-17T11:43:35.603-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teaser'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-hO6xoB7-tHU/TYIdOPn5pJI/AAAAAAAAAdE/qE2b6G57iOA/s1600/teaser.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="298" src="https://lh4.googleusercontent.com/-hO6xoB7-tHU/TYIdOPn5pJI/AAAAAAAAAdE/qE2b6G57iOA/s400/teaser.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-8497340191711706561?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/8497340191711706561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=8497340191711706561&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8497340191711706561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8497340191711706561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh4.googleusercontent.com/-hO6xoB7-tHU/TYIdOPn5pJI/AAAAAAAAAdE/qE2b6G57iOA/s72-c/teaser.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1297204041083297364</id><published>2011-03-03T22:19:00.000-03:00</published><updated>2011-03-03T22:19:12.213-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>O Encontro Marcado</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; 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A descrição foi boa o suficiente para fazer com que eu a ficasse martelando até comprar e, finalmente, ler o livro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Enquanto lia, pensava: não é um livro para ficar na minha estante, deve ser passado a alguém. Não porque pensei em me desfazer da obra, mas porque julguei necessário que alguém tivesse contato com aquilo. Nunca havia lido nada do Sabino, não tinha ideia de como era sua escrita e se seu estilo me agradaria. Não só me agradou como me encantou. E agora posso concordar com as palavras do tal escritor, que o definiu muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Falando em escritor, não por acaso, &lt;b&gt;O Encontro Marcado &lt;/b&gt;relata a história de Eduardo, um mineiro nascido numa família humilde e amável; nervoso quando pequeno, intelectual e boêmio quando adolescente e em crise quando adulto. Queria ser escritor, mas isso já era. Queria era escrever um romance e foi aí que me identifiquei, na crise “sou escritor”, “não sou escritor coisa nenhuma”, “vou escrever um romance”, “o que vou escrever?”, “está ruim” e por aí vai, crises profissionais, digamos, que retratam perfeitamente sua personalidade e a certeza de que (por favor, que isso não pareça auto-ajuda) as oportunidades voam e a vida também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O Encontro Marcado&lt;/b&gt; é simples, não traz a promessa de ser uma estória revolucionária. Entretanto, é belo. Uma leitura que faz com que você a questione e se questione durante e depois. Um livro que, sem dúvidas, já virou o meu de cabeceira. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Espero que com isso eu tenha decidido sentar e escrever meu romance, porque assim como Eduardo, também desejo ser romancista e digo isso a todo mundo. Assim como ele, o que não faço é sentar e escrever. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Indico a leitura a todos que desejam se encontrar e também aos que gostam de se deparar com uma escrita rica e absolutamente apurada, aliás, Sabino consegue ser muito preciso, sem enrolações, sem descrições longas, é tudo muito rápido, objetivo e, repito, sutilmente belo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1297204041083297364?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1297204041083297364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1297204041083297364&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1297204041083297364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1297204041083297364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/03/o-encontro-marcado.html' title='O Encontro Marcado'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2565694123704368332</id><published>2011-02-26T23:24:00.008-03:00</published><updated>2011-02-26T23:39:36.942-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>mais uma vez o Oscar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-AKrd1sj3a6Q/TWm1po8b16I/AAAAAAAAAdA/fZaa4daf-2s/s1600/jolieoscarR_450x350.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="310" src="https://lh3.googleusercontent.com/-AKrd1sj3a6Q/TWm1po8b16I/AAAAAAAAAdA/fZaa4daf-2s/s400/jolieoscarR_450x350.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Confesso que não faz muito tempo que acompanho indicações e premiações do Oscar, isso se deve ao fato de há alguns anos atrás eu simplesmente não dar ao cinema sua devida importância, ou seja, gostar de filmes apenas como puro entretenimento. Isso mudou somente na faculdade, com a convivência com quem hoje é meu grande amigo e também companheiro de blog, o Luiz, o cara que me ensinou que cinema não era só Angelina Jolie e Bruce Willis, existem diretores, roteiros e tudo mais...rs . Depois dele veio o Daiton, que fez com que eu também me apaixonasse pelos irmãos Coen e foi quem me indicou filmes renomados, muitos ganharam meu favoritismo. Enfim, hoje me interesso bastante por cinema e sempre gostei de premiações, gosto de torcer e, sobretudo, julgar, reclamar dos resultados. Portanto, com integridade ou não, adoro o Oscar e, como toda relação de amor, eu o odeio também.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Quando saiu a lista dos concorrentes deste ano, senti uma dor no coração, surtei e me revoltei. Ignoraram &lt;b&gt;Ilha do Medo&lt;/b&gt;, o filme que eu tinha certeza que concorreria a alguma coisa. Esqueceram também das excelentes atuações do DiCaprio. A Academia fechou os olhos para a direção de Nolan. De antemão, era isso que eu sabia e foi o suficiente para me decepcionar. Concluí então que muita coisa boa viria por aí e isso, de certa forma, me confortou. Para que eu pudesse me convencer disso precisaria ver todos os indicados, pelo menos, à categoria de melhor filme. Meta quase cumprida. Só não consegui ver &lt;b&gt;Toy Story 3&lt;/b&gt;, &lt;b&gt;Inverno da Alma&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;O Discurso do Rei&lt;/b&gt;, o primeiro por não me interessar por animação, o segundo porque não chegou nos cinemas de Curitiba e não encontrei para baixar e o terceiro porque deixei por último e faltou tempo. E aí vão minhas breves impressões sobre cada um deles.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-oacnSQNHvyk/TWmuebuwlgI/AAAAAAAAAcg/Ws0L0wdh13E/s1600/socialnetwork_22.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="https://lh3.googleusercontent.com/-oacnSQNHvyk/TWmuebuwlgI/AAAAAAAAAcg/Ws0L0wdh13E/s320/socialnetwork_22.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;A Rede Social&lt;/b&gt; – Um bom filme, excelente trilha sonora e tecnicamente perfeito, mas que não me envolveu. Tudo bem que não seja um filme sobre o facebook, tudo bem que seja muito mais do que isso, já entendi. Mas é muito americano pro meu gosto e, sim, não gosto deles. Vejam, me refiro a trama em si e não a produção, ok? &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Leia uma opinião diferente , de quem gostou e fundamenta a preferência&lt;a href="http://mariasamara.wordpress.com/2010/12/05/a-rede-social/#comment-706"&gt;, aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-hX7tY7TwCfw/TWmuw1Lfy7I/AAAAAAAAAck/r3L760h0URw/s1600/127hours_28.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="265" src="https://lh4.googleusercontent.com/-hX7tY7TwCfw/TWmuw1Lfy7I/AAAAAAAAAck/r3L760h0URw/s400/127hours_28.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;127 horas&lt;/b&gt; – James Franco é lindo, merece uma foto gigante e eu daria tudo para ser aquela pedra grudada nele. Quanto ao filme, é angustiante, agonizante. Jurei e reforço, jamais o assistirei novamente, sobretudo por uma cena específica que é o ápice do filme, impossível não fechar os olhos e se recusar a ver ela do início ao fim. Entretanto, emocionante. Desandei a chorar no final e, é, pensando por esse lado, talvez eu até mude de ideia algum dia. O desfecho é de apertar do coração. Vale a pena a tortura e, vale dizer, o tédio também, porque não é muito fácil ficar observando um bonitão lutando contra uma pedra o tempo todo, mesmo com a ótima ideia de se intercalar cenas de lembranças/delírios no meio disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-UmorSNZuyRQ/TWmviUn5ZsI/AAAAAAAAAco/DrZzsXasjqs/s1600/kidsareallright_36.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="202" src="https://lh4.googleusercontent.com/-UmorSNZuyRQ/TWmviUn5ZsI/AAAAAAAAAco/DrZzsXasjqs/s320/kidsareallright_36.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Minhas mães e meu pai&lt;/b&gt; – Algumas pessoas julgaram o filme machista. Discordo. Apesar de não entender como uma lésbica consegue transar daquele jeito com um homem, considero o filme uma abordagem bastante interessante da relação homossexual. A ideia de que o conceito de família transcende os estereótipos da sociedade é transmitida com muita precisão e nada de preconceito. Os conflitos, a dificuldade em sustentar um casamento, o amor fraternal, tudo retratado de maneira realista e com a colaboração de um elenco que sabe atuar sem exagerar na dose. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-s5RSjcB7eRg/TWmwY4B2MDI/AAAAAAAAAcs/4Wzt2LAQWug/s1600/inception_05.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="https://lh3.googleusercontent.com/-s5RSjcB7eRg/TWmwY4B2MDI/AAAAAAAAAcs/4Wzt2LAQWug/s400/inception_05.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Origem&lt;/b&gt; – Tenho fixação por estórias que envolvem mente e sonhos e Nolan foi perfeito ao escolher e desenvolver tal temática. Logo, fiquei muito satisfeita com o resultado do filme. Não possui a pretensão de responder nada e sim de brincar com a dúvida, com as possibilidades de pensamentos dentro da imaginação, com as entrelinhas. Exige atenção e não nos subestima em nenhum momento, pelo contrário, Nolan testa nossa capacidade de percepção sendo minucioso com os detalhes. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Leia resenha do Luiz &lt;a href="http://entretenimente.blogspot.com/2010/10/inception-origem-as-profundezas-da.html"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-tv-JDZH3CW8/TWmyWl2CFKI/AAAAAAAAAcw/dM8cnfqhbtQ/s1600/thefighter_29.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="136" src="https://lh6.googleusercontent.com/-tv-JDZH3CW8/TWmyWl2CFKI/AAAAAAAAAcw/dM8cnfqhbtQ/s320/thefighter_29.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;O Vencedor&lt;/b&gt; – Não gosto de boxe, mas &lt;b&gt;O Vencedor&lt;/b&gt; é mais do que isso. Entretanto as cenas de luta e treinamento, por não me agradarem, fazem com que eu, apesar de considerá-lo um bom filme, o classifique mediano ao avaliá-lo com a minha emoção. Mesmo assim, consegui me envolver com a trama dos irmãos, até porque não se trata de uma luta do bem contra o mal como anunciava um dos trailers, mostrando um como monstro e o outro como um anjo. São seres humanos que erram e acertam, que se revoltam, se apaixonam, que lutam. Emocionante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-5xt5mxK93m8/TWmzURdOr2I/AAAAAAAAAc0/CWeBe37HjAY/s1600/blackswan_03.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh5.googleusercontent.com/-5xt5mxK93m8/TWmzURdOr2I/AAAAAAAAAc0/CWeBe37HjAY/s400/blackswan_03.jpg" width="255" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Cisne Negro&lt;/b&gt; – Depois de &lt;b&gt;Bravura Indômita&lt;/b&gt; é o meu favorito da lista. Gosto de balé, dramas físicos e psicológicos e acredito que, com exceção do lance da pele, o filme é suficientemente bonito, ousado e intrigante. E gosto muito de ser incomodada. Dificilmente algo que me incomoda não ganha meu respeito, minha admiração e foi o que aconteceu com &lt;b&gt;Cisne Negro&lt;/b&gt;, fui surpreendida, confundida em alguns momentos e a cada cena meu interesse aumentava, não para entender a trama, mas a mente de Nina, o que o diretor quis com a obra. Alguém lá da Gazeta do Povo o definiu como “um filme sobre a arte e a dor de criar”. Acho que isso é tudo, definição belíssima e completa, não preciso dizer mais nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Análise interessante sobre o filme &lt;a href="http://entretenimente.blogspot.com/2011/02/cisne-negro-dicotomia-razao-e-instinto.html"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-so3xzwSinQo/TWm1CTlRKOI/AAAAAAAAAc8/i7huCYyG_V4/s1600/truegrit_100.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="https://lh4.googleusercontent.com/-so3xzwSinQo/TWm1CTlRKOI/AAAAAAAAAc8/i7huCYyG_V4/s400/truegrit_100.jpg" width="265" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Bravura Indômita&lt;/b&gt; – É meu favorito da lista. Os irmãos Coen conseguiram, mais uma vez, me emocionar, arrancando risadas e também um pouquinho de chororô. Não entendo nada de mixagem ou edição de som, mas, um dos dois ou os dois contribuíram muito para que o filme ganhasse meu favoritismo, as cenas em que mais me emocionei foram porque tinham um efeito sonoro de arrepiar, sem contar a entrega do elenco. Uau!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Meus comentários sobre o filme estão &lt;a href="http://entretenimente.blogspot.com/2011/02/bravura-indomita-um-persistente-desejo.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acho que a cerimônia do Oscar é, pensando bem, o de menos nisso tudo. Interessante é o processo, as especulações e a torcida. A motivação que leva alguém a entrar numa maratona cinematográfica, desde a procurar assistir a todos os filmes até a discuti-los, criticá-los, defendê-los, buscar informações. Para quem gosta do assunto, com conservadorismo ou não, agradando ou não, é um prato cheio. Divirtam-se!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2565694123704368332?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2565694123704368332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2565694123704368332&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2565694123704368332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2565694123704368332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/02/mais-uma-vez-o-oscar.html' title='mais uma vez o Oscar'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-AKrd1sj3a6Q/TWm1po8b16I/AAAAAAAAAdA/fZaa4daf-2s/s72-c/jolieoscarR_450x350.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-8982694800204345209</id><published>2011-02-10T14:54:00.000-02:00</published><updated>2011-02-10T14:54:33.576-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desgaste'/><title type='text'>problema - solução</title><content type='html'>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:Compatibility&gt;    &lt;w:BreakWrappedTables/&gt;    &lt;w:SnapToGridInCell/&gt;    &lt;w:WrapTextWithPunct/&gt;    &lt;w:UseAsianBreakRules/&gt;    &lt;w:DontGrowAutofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:BrowserLevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt; /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O cabelo que não para de cair, causando nojo em mim e no resto da casa. O regime que não consigo fazer. O ex que é mais presente do que quando era atual. A mãe que vive gastando o triplo do que ganha. O medo de me perder ao ir para o novo emprego. A confusão desse emprego. Insegurança e instabilidade financeira. A cura no consumismo. Uma oportunidade que me deixa mais nervosa do que a ausência de qualquer uma. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Um pai que não fala comigo. Um projeto que acho que estou atrasando. A unha que não cresce. O crédito que não cai. A conta que mais uma vez não foi paga. O celular que não para de tocar e, consequentemente, a bateria que não dura. A viagem que não fiz. As férias que não tive. Os professores de inglês que não se esforçam para que eu goste, ao menos um pouco, de estudar essa língua chata. Os filmes que não consigo ver. Planejamento. Estudar para teste. Os livros que não consigo ler. Cólica. Minha paranoia com depilação e a menstruação que atrasa tudo. Perguntas que não quero responder. A falta de paciência já na primeira semana de aula com as brincadeiras dos alunos. Os livros de chamada (já!). A sujeira da casa. A vontade de sumir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Corte. Desista do regime. Rompa de verdade. Se afaste da mãe. Preste atenção no caminho. Aceite a confusão. Não faça planos financeiros. Consuma o que pode. Encare a oportunidade. Esqueça o pai. Apure sua parte do projeto. Formol. Compre crédito novamente. Pague a conta do outro que lhe incomoda. Desligue o celular. Viaje no carnaval. Tire férias em julho. Desista do inglês ou aceite que os professores estão lá para ensinar e não mostrar que a língua é legal. Veja um filme de cada vez. Faça logo o planejamento. Meta a cara no estudo. Leia quando estiver a fim. Remédio. Depile tudo assim que tudo terminar. Não responda. Grite com os alunos. Faça os livros. Limpe a casa. Suma!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-8982694800204345209?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/8982694800204345209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=8982694800204345209&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8982694800204345209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8982694800204345209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2011/02/problema-solucao.html' title='problema - solução'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5267945933198531696</id><published>2010-12-31T20:28:00.004-02:00</published><updated>2010-12-31T20:32:16.244-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='microconto'/><title type='text'>Lista</title><content type='html'>E quando posicionou a caneta percebeu que já não tinha metas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5267945933198531696?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5267945933198531696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5267945933198531696&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5267945933198531696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5267945933198531696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/12/lista.html' title='Lista'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4764544855272430597</id><published>2010-12-11T23:04:00.001-02:00</published><updated>2010-12-11T23:06:18.995-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alunos (as)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emoção'/><title type='text'>discurso de paraninfa</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ontem foi a tão sonhada formatura dos meus alunos do Anita Canet. Depois que soube que seria a paraninfa do noturno, fiquei tão ansiosa quanto eles e, provavelmente, muito mais nervosa do que eles. O convite me deixou muito emocionada, afinal, esse foi o primeiro ano que trabalhei com o Ensino Médio. Uma experiência e tanto. Tentei ser breve e dizer algo que lhes fizesse sentido no discurso, mas sei que o nervosismo fez com que eu atropelasse as palavras e, por isso, as coloco aqui para, de alguma forma, registrar esse momento que será um marco tanto na minha carreira, quanto na deles! Segue o discurso...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Tive um professor de filosofia que no início do curso, nos alertou: “se quando vocês saírem daqui, ao olharem pela janela, verem o mundo da mesma forma que hoje, podem ter certeza de que a filosofia não serviu para nada”. Na época, com a idade da maioria de vocês e provavelmente como muitos de vocês, eu me considerava imune a qualquer mudança. Portanto, julguei a fala do meu professor um tanto quanto pretensiosa, afinal, quem eram os filósofos para destruírem minhas convicções? Não demorou muito para que minhas certezas fossem colocadas em dúvida e para que eu percebesse que a transformação é tão natural quanto necessária. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;Quando comecei a trabalhar com vocês, minha primeira experiência em sala de aula, questionei mais algumas certezas, uma delas foi o mito de que levar a filosofia para o ensino médio é frustrante. Quando vocês analisaram o posicionamento de todas as pessoas envolvidas no famoso “caso pixote”, fui surpreendida pela maioria, que se mostrou ser capaz de, entre apontar o certo e o errado, optar pela reflexão. &amp;nbsp;Diante disso, o que desejo é que a escolha entre ser uma pessoa ética ou moralista não tenha se limitado apenas a uma avaliação de filosofia, mas que seja constante na vida de cada um de vocês, pois é isso que tornará possível a abertura para o novo e, sobretudo, para o diferente. É o que os impedirá de rotular o outro, fazer generalizações e julgamentos apressados. E o que permitirá que acreditem em si mesmos sem que se deixem influenciar pelo pessimismo do outro, pois pode ser que alguém diga que você nunca será aeromoça no momento em que você revelar que este é seu sonho. Que você não leva jeito para ser professor. Que você não escolheu a pessoa certa para casar. Que não vale a pena fazer um curso superior. Talvez alguém se recuse a participar de sua festa ou você não seja bem vinda em alguma. Pode ser que alguém queira mostrar competência prejudicando a de vocês. &amp;nbsp;E, ao enfrentarem situações como estas, agarrem-se às palavras do Renato Russo: “Confie em si mesmo... Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém”. Desejo que toda essa alegria de vocês, que me envolveu no pouco tempo que passamos juntos, jamais seja substituída pela amargura. Que encontrem pessoas que realmente estejam do lado de vocês e que saibam valorizá-las. E que esta seja apenas uma de muitas conquistas que ainda virão, pois “quem acredita sempre alcança”. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 200%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Obrigada queridos(as)!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4764544855272430597?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4764544855272430597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4764544855272430597&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4764544855272430597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4764544855272430597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/12/discurso-de-paraninfa.html' title='discurso de paraninfa'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-3676912882546574746</id><published>2010-11-13T22:19:00.001-02:00</published><updated>2010-11-13T22:20:13.768-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='. Poemas .'/><title type='text'>solução</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Só você não percebeu&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Que esse lugar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Não é meu e nem seu&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Ele nos manda embora&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;E você quer acreditar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Que não é hora&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Que devemos ficar &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Tentei desistir&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Você não deixou&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Tentou ir&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;E antes voltou&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Agora quer nos juntar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Temo a dor&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Não sei se é para enrolar&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;Ou por excesso de amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-3676912882546574746?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/3676912882546574746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=3676912882546574746&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3676912882546574746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3676912882546574746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/11/solucao.html' title='solução'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1240559351960945709</id><published>2010-11-01T23:48:00.001-02:00</published><updated>2010-11-01T23:53:39.787-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emoção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outras autorias'/><title type='text'>Esperança</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;"[...] - É como nas grandes histórias, Sr. Frodo. As que tinham mesmo importância eram repletas de escuridão e perigo e, às vezes, você nem queria saber o fim, porque, como podiam ter um final feliz? Como podia o mundo voltar a ser o que era depois de tanto mal? Mas, no fim, é só uma coisa passageira... essa sombra. Até a escuridão tem de passar. Um novo dia virá. E, quando o sol brilhar, brilhará ainda mais forte. Eram as histórias que ficavam na lembrança, que significavam algo mesmo que você fosse pequeno demais para entender porquê. Mas acho, Sr. Frodo, que eu entendo sim. Agora eu sei. As pessoas dessas histórias tinham várias oportunidades de voltar atrás, mas não voltavam. Elas seguiam em frente porque tinham no que se agarrar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- E no que nós nos agarramos, Sam?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- No bem que existe nesse mundo, Sr. Frodo, pelo qual vale a pena lutar [...]"&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Trecho do filme &lt;b&gt;O Senhor dos Anéis - As Duas Torres&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Esperança a gente não perde com a experiência alheia, por mais que o outro tente arrancá-la de você. Estou livre da falta de esperança ! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1240559351960945709?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1240559351960945709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1240559351960945709&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1240559351960945709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1240559351960945709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/11/esperanca.html' title='Esperança'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-7916154446223090397</id><published>2010-10-12T16:42:00.001-03:00</published><updated>2010-10-12T16:45:03.063-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Preconceito Acadêmico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TLS5pY4wPFI/AAAAAAAAAcE/eavOoxmudKI/s1600/memo1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="337" src="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TLS5pY4wPFI/AAAAAAAAAcE/eavOoxmudKI/s400/memo1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;i&gt;imagem retirada &lt;a href="http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_16a0s1XVrRs/SgjAQOnVXfI/AAAAAAAAEco/AemRnvpMEqc/s400/memo1.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://carloshugobecerra.blogspot.com/2009/05/memoria.html&amp;amp;usg=__5CKA3vTqOovCzzhN7JR8hYl_waQ=&amp;amp;h=338&amp;amp;w=400&amp;amp;sz=32&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;start=169&amp;amp;sig2=0LOnoXYDCi7u9HFc9O_MCA&amp;amp;zoom=1&amp;amp;tbnid=NMQOKd52DgjrkM:&amp;amp;tbnh=132&amp;amp;tbnw=156&amp;amp;ei=27i0TML2CIT6lweWo-zaCQ&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dmem%25C3%25B3ria%2Bhumana%26um%3D1%26hl%3Dpt-br%26sa%3DX%26biw%3D1024%26bih%3D571%26tbs%3Disch:10%2C4691&amp;amp;um=1&amp;amp;itbs=1&amp;amp;iact=hc&amp;amp;vpx=293&amp;amp;vpy=124&amp;amp;dur=491&amp;amp;hovh=175&amp;amp;hovw=208&amp;amp;tx=102&amp;amp;ty=82&amp;amp;oei=mLi0TI7CPMP-8AbKi72KCg&amp;amp;esq=12&amp;amp;page=11&amp;amp;ndsp=15&amp;amp;ved=1t:429,r:6,s:169&amp;amp;biw=1024&amp;amp;bih=571"&gt;daqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não tenho nada contra quem cursa universidade pública. Meu sonho sempre foi fazer PUC, mas não entrei na Federal porque não tive capacidade de passar no vestibular, tentei, mas não consegui e não me envergonho nem um pouco disso. Não acho que entrar numa instituição pública deva ser motivo de orgulho para alguma coisa. Enfim, tenho tudo contra aqueles que acreditam que os alunos das instituições públicas são mais inteligentes e possuem mais méritos do que os das privadas. Dizer que as últimas são lugares de gente rica é estereotipar e, ainda, desconhecer a realidade das universidades do nosso país. Aliás, os estereótipos, pais de todos os preconceitos, dominam esse universo de gente que desmerece uns estudantes em detrimento de outros. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nunca me entreguei a palhaçada do cursinho, disso sim me orgulho. Nunca estudei para passar num vestibular, disso sim me orgulho. Alguém deve estar pensando, “claro, todo mundo passa na PUC”. Que bom que todo mundo passa, caso contrário, provavelmente eu nunca teria cursado um ensino superior. Que bom que é só pagar. Opa! São poucos os que pagam e muitos os que, felizmente, são beneficiados pelo governo. Muitos também, sofrem para pagar. Tive um pai que bancou meus estudos e disso sim me orgulho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sou absolutamente contra o vestibular. Concordo com Rubem Alves, isso é para quem tem memória prodigiosa e que “quem tem memória perfeita é incapaz de pensar”. Não estou dizendo que quem passa num vestibular não pensa, o que eu e Rubem queremos dizer é que no momento da realização da prova ( aquele teste ridículo) ninguém pensa, mas descarrega informações. Ninguém sabe nada, apenas lembra. Isso em qualquer instituição que exija vestibular, seja pública ou não. Portanto, estar numa Federal da vida, me desculpem, não é mérito pra ninguém, não é sinal de inteligência. O vestibular é “um estúpido sistema que muito contribui para a ruína da educação. Por isso não dou a menor importância às fotografias dos que passam em primeiro lugar...”(Rubem Alves). Eu também não. Inteligente é quem consegue estabelecer sentido, dentro e fora de qualquer universidade. Uma pessoa que consegue entrar numa Federal da vida e é incapaz de encarar o fim de um relacionamento é o que? Inteligente? Alguém que envolve criança em situação adulta, é o que mesmo? Ah, esqueci, é que essa pessoa sabe calcular o logaritmo neperiano da enésima potência da própria base. E é, com certeza, alguém inteligente, claro. O que essa pessoa faz da vida dela e da dos outros não importa, afinal, se formou na Federal !&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente, o preconceito não fica só entre universidades públicas e privadas, mas há também uma grande resistência aos EAD´s. Por não ser um ensino presencial, julga-se que é inferior e que, por conseguinte, profissionais formados por um EAD são menos competentes que qualquer outro de qualquer universidade cujas aulas são presenciais. Esse qualquer outro pode ser um desses imbecis que ateiam fogo em índios, batem em empregadas, brincam durante as aulas, fazem plágio, pagam para que outro realize seu trabalho, argumentam que são melhores porque estão pagando seus estudos ou, ainda, que são melhores porque não precisam pagar e nem trabalhar etc. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Algumas pessoas precisam rever seus conceitos sobre inteligência. Só assim poderão se dispor a conhecer a realidade das universidades e contribuir, de alguma forma, para o avanço da educação, para que a população que precisa de uma universidade pública tenha direito a ela, de fato. Acredito que só vamos conseguir acabar com o vestibular quando os preconceituosos reformularem seus conceitos sobre inteligência e, consequentemente, competência. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-7916154446223090397?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/7916154446223090397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=7916154446223090397&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7916154446223090397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7916154446223090397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/10/preconceito-academico.html' title='Preconceito Acadêmico'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TLS5pY4wPFI/AAAAAAAAAcE/eavOoxmudKI/s72-c/memo1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1054614026920035797</id><published>2010-09-29T00:11:00.001-03:00</published><updated>2010-09-29T00:17:14.004-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Onda Verde</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TKKvdG2MKgI/AAAAAAAAAcA/6VPX5bsnprw/s1600/InformeQuadrinho2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TKKvdG2MKgI/AAAAAAAAAcA/6VPX5bsnprw/s1600/InformeQuadrinho2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1054614026920035797?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1054614026920035797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1054614026920035797&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1054614026920035797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1054614026920035797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title='Onda Verde'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TKKvdG2MKgI/AAAAAAAAAcA/6VPX5bsnprw/s72-c/InformeQuadrinho2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-8637740649676184466</id><published>2010-09-27T00:29:00.004-03:00</published><updated>2010-09-27T00:35:35.435-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crise e tudo que vem com ela'/><title type='text'>sobre o meu problema</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Considerava-me madura o suficiente para uma pessoa com a pequena experiência que tenho. Não sou madura, sou uma criança desgovernada, “carente de carinho” como diz minha música. Sou uma adolescente apaixonada e uma mulher que não aprendeu a gritar com um homem, que não faz barraco e guarda tudo, mágoas, satisfações, lembranças. Haja memória e coração para tanto rancor. Haja memória e coração para tanta gratidão. Sou uma pessoa que não aprendeu, ainda, a ser dura com os outros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ensaio discursos no chuveiro. São sempre muito bons, agressivos e bem fundamentados, mas logo vão embora. Junto com a água vai também a coragem. Aliás, acho que é a falta de coragem que me motiva a escrever, é meu único jeito de fazer estardalhaço. Engana-se quem pensa que sou assim por medo de perder. Sou assim pelo medo de me sujeitar, de num discurso acabar me humilhando, me jogando no chão e dizendo “pise”. Posso até ser isso na prática, mas no discurso me sustento no meu pedestal, estou sempre disfarçando, fingindo não sentir o impacto, não ver. Essa postura faz com que meus alunos acreditem que sou tranquila quando na verdade sou um poço de nervosismo. Entretanto, a questão é : por quê?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem tive uma noite divertidíssima ao lado de pessoas que sequer conhecia ou conhecia muito pouco. Gente de uma receptividade incrível, espírito despreocupado com essas coisas que nos causam as ditas doenças da alma. Gente livre e, por isso, feliz. Depois da diversão, a reflexão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao acordar, comecei a me questionar sobre minhas frustrações, meus problemas. Há alguns dias a &lt;u style="background-color: purple;"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=9GqL4qTIm-0&amp;amp;feature=related"&gt;aula do excelente Daniel&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;&lt;/u&gt;me ajudou muito. Ontem, a festa. Hoje, a conversa comigo mesma. Decisões a serem tomadas com cautela para um passo efetivo para a maturidade que tanto digo ter e, sobretudo, para a paz comigo mesma. Algumas já foram tomadas e dependem do meu bom desempenho no caminho, outras ainda estão sendo analisadas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O fato é que reconhecer esse meu problema relacionado diretamente ao orgulho, ou seja, essa minha briga entre o que sou e o que digo, já é o bastante, embora não o suficiente. Agora já sei o que precisa ser superado para que o resto possa ser mudado. Preciso abandonar a falsa imparcialidade, porque eu sempre fui uma pessoa muito bem posicionada, mudo de lado constantemente, mas sempre tenho um lado. Estou longe de ser um objeto inanimado, portanto, não faz sentido que me comporte como tal. Acho que só eu sei do que estou falando, de qualquer forma, fazia tempo que eu não usava meu blog (meu analista) para simplesmente desabafar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-8637740649676184466?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/8637740649676184466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=8637740649676184466&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8637740649676184466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8637740649676184466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/09/sobre-o-meu-problema.html' title='sobre o meu problema'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-6286351210567913684</id><published>2010-09-20T15:01:00.000-03:00</published><updated>2010-09-20T15:01:35.015-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='microconto'/><title type='text'>decisão</title><content type='html'>Partiu em silêncio.&lt;br /&gt;Não ouviu alguém lhe pedir o endereço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-6286351210567913684?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/6286351210567913684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=6286351210567913684&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6286351210567913684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6286351210567913684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/09/decisao.html' title='decisão'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2287289357683172626</id><published>2010-09-20T14:49:00.000-03:00</published><updated>2010-09-20T14:49:53.127-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='microconto'/><title type='text'>despertar</title><content type='html'>Quando acordou, os olhos ainda estavam molhados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2287289357683172626?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2287289357683172626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2287289357683172626&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2287289357683172626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2287289357683172626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/09/despertar.html' title='despertar'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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priorizasse ainda mais o trabalho em detrimento da sua companhia. E por um retorno que não seria para nenhum dos dois.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5133810425480157070?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5133810425480157070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5133810425480157070&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5133810425480157070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5133810425480157070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/09/previsao.html' title='previsão'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4152815676315851019</id><published>2010-08-19T17:17:00.003-03:00</published><updated>2010-08-19T20:32:23.808-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>O presente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TG2PCdmHugI/AAAAAAAAAbw/7akgUl0rulM/s1600/presente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TG2PCdmHugI/AAAAAAAAAbw/7akgUl0rulM/s320/presente.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lembro-me de meu pai nunca chegar da rua com algum doce, brinquedo ou qualquer outra coisa que anunciasse que pensou em nós, as filhas, enquanto esteve fora de casa. Lembro também que minha mãe cobrava isso dele e, como resposta, obtinha o argumento de que caso ele fizesse isso uma vez, teria que fazer sempre, pois criaria em nós, crianças, tal expectativa e nos desapontaria no dia em que não pudesse cumpri-la, por falta de dinheiro ou tempo, duas palavras que, aliás, sempre ocuparam o cerne de discussões, desentendimentos e justificativas. Ele nunca tinha tempo para brincar, sair, viajar ou fazer qualquer outra coisa além de trabalhar porque tinha que ganhar dinheiro, muito dinheiro. E até hoje não aceita que tenhamos tempo para essas coisas, porque acredita que temos que ganhar dinheiro, muito dinheiro. Excesso de ambição e prevenção. Medo de não o ter no momento da real necessidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Só mais tarde descobri que, carente, meu pai queria que, desde pequenas, gostássemos dele sem que tivesse que nos “comprar”. O apego ao dinheiro o fez paranoico a ponto de crer - e nos ensinar - que todas as relações são de interesse financeiro e, paradoxalmente, a ponto de não contribuir muito para a nossa independência financeira para, pasmem, continuarmos dependendo dele, pois pensa que é isso que nos mantém próximos. Mal sabe ele que não suporto seus discursos pré-mão no bolso. Graças ao meu trabalho me livrei dessa, minha irmã, ainda não.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como se não bastasse, ele não liga para presentes. Eis a razão da ausência deles por espontânea vontade quando éramos crianças e ainda hoje. Eis a razão da falta de romantismo com a minha mãe e das consequentes frustrações dela. Mulheres gostam de homens que paguem a conta e a surpreendam com presentes. Não me excluo do grupo, gosto que adivinhem o que combina comigo, que escolham criteriosamente algo que possa me agradar. O que importa mesmo não é o presente em si, mas o processo, que vai desde a sofrida escolha até o proveniente sorriso de satisfação. É saber que alguém quis lhe agradar e não apenas cumprir uma obrigação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não faz sentido escolher um presente para o meu pai, pois ele não reconhece esse processo e nada o agrada. O agradecimento é sempre o mesmo, quando se dá ao trabalho de abrir o presente, porque se não dissermos “abra”, nem isso faz..; “camisa de novo?”; “iiii, já tenho tanto perfume”; “legal, mas aonde vou usar isso?”; “pra quê gastar dinheiro? Já tenho”; “não uso” e assim por diante. Nunca acertamos. Sempre nos magoamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não compramos um presente para o outro, mas para nós. No fim das contas nós é que temos que sair satisfeitos, com a certeza de que atingimos o objetivo, de que acertamos na escolha. Uma demonstração de afeto que, sem o retorno positivo, é em vão. Queremos que o outro pense que sabemos direitinho do que ele gosta e até mesmo precisa. Que ele escancare sua satisfação, fundo de gaveta é o mesmo que desprezo, tem que usar, mostrar para amigos e familiares e dizer a todos que, nós sim, o conhecemos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acertar na escolha do presente é provar intimidade. É por essa razão que as listas de presentes são absolutamente inúteis. Quem compra não sofre e quem ganha não se surpreende. Listas são o corte do processo, da magia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda espero que as pessoas cheguem da rua com alguma coisa para mim, sou fascinada por presentes, as provas concretas de lembrança. E espero que façam isso por espontaneidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aprendi a não me magoar com meu pai por não ligar para presente. Reconheço que, afinal, esteve sempre muito preso ao passado e focado no futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4152815676315851019?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4152815676315851019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4152815676315851019&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4152815676315851019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4152815676315851019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/08/o-presente.html' title='O presente'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TG2PCdmHugI/AAAAAAAAAbw/7akgUl0rulM/s72-c/presente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4568948379934810862</id><published>2010-08-06T01:43:00.005-03:00</published><updated>2010-08-06T17:28:45.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Eu e Jenny</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TFuSY1CImpI/AAAAAAAAAbo/uQPz-pS4Qog/s1600/aneducation_03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="242" src="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TFuSY1CImpI/AAAAAAAAAbo/uQPz-pS4Qog/s400/aneducation_03.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Colegiais tolas sempre são seduzidas por homens mais velhos”. (Jenny em &lt;b&gt;Educação&lt;/b&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Meu namorado está dezenove anos a minha frente. Em cultura, experiência e necessidades. O que nos une é o sentimento e a compatibilidade de opiniões, as afinidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em &lt;b&gt;Educação&lt;/b&gt;, Jenny, que assim como eu é um tanto madura para a idade, se envolve com um homem bem mais velho que, sem muito esforço, conquista não só a garota, mas também e sobretudo, a confiança dos pais, que a largam com ele sem o conhecerem. O mesmo acontece aqui em casa, minha mãe e minha avó sempre confiaram no meu namorado sem saber nada acerca da vida dele, sem saber quem ele realmente é. Se saio com ele, não há motivo para desconfiança, controle de horário etc&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Jenny encontra em David o que até então não havia encontrado em qualquer outra pessoa, ele é alguém que tem o espírito dos seus sonhos. É o homem que vai levá-la aos lugares que deseja sem que precise implorar por isso. Quem irá arrancá-la da mesmice que é a vida de uma adolescente cuja educação não é a maior, mas a única prioridade. Trata-se de alguém que, simplesmente, pensa como ela. E posso garantir que esse é o sonho de mulheres/ meninas inteligentes. Só queremos alguém que compreenda e compartilhe nossas preferências e, por que não, alguém que possa nos ensinar, acrescentar algo. Encontrei em meu namorado esse alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seria tudo perfeitamente encantador se não fosse a crueldade da diferença de idade. Não pela diferença em si, mas pelo fato de que a experiência dos mais velhos dói em quem nunca as vivenciou, pois sobra para o inexperiente. O inexperiente não tem o direito de ganhar experiência na prática, porque o experiente o alerta sobre tudo. Meu namorado sempre sabe como as coisas vão terminar, o que, por vezes, destrói a beleza dos casais apaixonados.&amp;nbsp; David soube como seduzir Jenny sem que sequer precisasse fazer as promessas que os jovens adoram. Meu namorado, até hoje, só me prometeu uma coisa – e talvez seja por isso que eu acredite que vá cumprir – e também soube me conquistar sem muito esforço. Ambos só precisaram nos garantir que pensavam como nós. Foi preciso apenas que notássemos que tínhamos afinidades com eles – e muitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Estou lendo Dom Casmurro”, disse meu namorado antes mesmo de trocarmos o primeiro beijo, sem saber (acredito) que esse é meu romance favorito. Aos poucos, quando se sentiu seguro, foi me revelando as verdades. A cada quatro meses uma diferente e mais intensa. “pense bem, você não precisa contar isso para ninguém, pode se poupar disso”. Sei que a intenção não era me poupar, mas prevenir o fim do relacionamento. Porque as pessoas não perdoam, julgam, falam, pressionam e eu, confesso, não resistiria. Foi esperto, como qualquer pessoa experiente e centrada. E eu não fui tola, percebi o jogo e entrei nele porque quis, porque o que ambos queríamos era ficarmos juntos e evitar as regras de conduta da sociedade. E é nesse ponto que me diferencio do Jenny.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A colegial aposta tudo em David. O fato de ele ter dado um ânimo a sua vida entediante, faz com que ela acredite que ele é, também, a saída, a solução de seus problemas e a chance da realização de grandes sonhos. Não consegui perceber amor, paixão. Apenas empolgação, pois ela encontrou num homem bonito e atraente a possibilidade de inúmeras realizações, inclusive sexuais. Felizmente nunca vi no meu namorado, nem no início, a possibilidade de mudar minha vida. Por ser meio cética, embora idealista, em relação ao amor, sempre apostei na minha própria solidão, achando que conheceria as coisas, visitaria lugares e experimentaria novidades, sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sei como meu namorado me conquistou, mas sei que não foi apresentando lugares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;David soube jogar com Jenny, mas ela, em momento algum, fez o mesmo com ele. Quando ela diz que se sente madura, mas não sábia, faz com que eu chore e pense no quanto esses jogos de relacionamentos podem ser prejudiciais às pessoas. Penso que são válidos quando não brincam com a confiança e a ingenuidade do outro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que meu namorado joga comigo para me manter no relacionamento e também para evitar frustrações a ele mesmo. Caso esteja me enganando, não estará só magoando a mim, mas a minha família e as amigas de longe que sei que acreditam na sinceridade dos sentimentos dele. De qualquer forma, revelo que acredito que seja incapaz de fazer isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Abusar da confiança do outro, é o pior crime que um ser humano pode cometer. Ser enganado é saber que foi não só tido como burro, mas sido de fato. E essa ferida, tempo nenhum cicatriza. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Educação&lt;/b&gt; é tudo isso: jogo, moralismo, confiança, idealismo, traição, dor. &lt;b&gt;Educação&lt;/b&gt; é um retrato fiel do que só a vida pode nos ensinar. Coisas que não estão nos livros e nas escolas. Coisas que só aprendemos na prática. David, no fim, fez um bem a Jenny, realizou parte dos seus sonhos e ainda a preparou precocemente para a vida real.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Espero que meu namorado não se ofenda com texto, são apenas reflexões geradas por um filme somado a saudade e lembranças.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Indico o filme aos que desejam se envolver e refletir um pouco. É lindo!&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;Trailer&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;object height="385" width="640"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zChBpuID_jM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zChBpuID_jM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="640" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4568948379934810862?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4568948379934810862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4568948379934810862&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4568948379934810862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4568948379934810862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/08/eu-e-jenny.html' title='Eu e Jenny'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TFuSY1CImpI/AAAAAAAAAbo/uQPz-pS4Qog/s72-c/aneducation_03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-7856039887389463861</id><published>2010-07-31T18:06:00.002-03:00</published><updated>2010-07-31T18:07:49.850-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outras autorias'/><title type='text'>para pensar [2]</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sobre as nossas Universidades:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;“O que acontece hoje? Conseguimos formar pessoas que sabem de cor toda a bibliografia sobre um determinado período de um determinado filósofo, mas não lêem literatura, não vão a exposições de arte, não se interessam por política, não sabem o que se passa no teatro, no cinema, nas ciências.”&lt;/i&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Marcos Nobre em &lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ensinar filosofia: uma conversa sobre aprender a aprender&lt;/b&gt;, SP,Papirus,2007.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-7856039887389463861?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/7856039887389463861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=7856039887389463861&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7856039887389463861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7856039887389463861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/07/para-pensar-2.html' title='para pensar [2]'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4392569120067828662</id><published>2010-07-26T21:15:00.002-03:00</published><updated>2010-07-26T21:19:01.448-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Ciúme</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ciúme é um sentimento absurdo. Não no sentido de ser inadmissível ou incompreensível. Absurdo porque extrapola com naturalidade, envolvendo uma série de sensações e gerando, no término do processo, um vazio, uma angústia. Dói enquanto, de alguma forma, alimenta. E quem sofre não é o objeto do ciúme, é o enciumado, aquele que fica dias, horas, anos remoendo coisas que sequer chegaram a acontecer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por vezes desejei mudar o passado do meu namorado, ter surgido antes de todas as outras, tê-lo conhecido quando ainda não sabia jogar, quando ainda não tinha experiência, quando não tinha conhecido algumas dores, para que, eu pudesse ter o que elas tiveram, excesso de coragem, riscos, sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por vezes também desejei parar o presente, impedir que fosse embora e, no caminho, tivesse contato com outras pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando me acalmo, concluo que perdi tempo ao tentar esse controle que está muito além do alcance humano. Controle do passado, das sensações, dos sonhos e do pensamento. Nada disso, racionalmente, faz sentido. O problema é convencer a emoção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O interessante é que não faço o tipo de mulher que liga o tempo todo, mexe no celular, bolsos, carro etc. Não sufoco. Não sou do tipo que tenta controlar a ação. Quero controle sobre o sentimento. A ação, no fim das contas, pouco me importa. Meu ciúme não liga para isso. Isso explica o meu grave problema com as ex.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Elas podem estar impegáveis hoje, gordas, desdentadas. Isso não me consola, porque não representam perigo. Aliás, meu problema não é com o possível perigo (tipo ser trocada). Tenho ciúmes delas porque fizeram parte da vida do meu namorado, porque tiveram uma história com ele, porque essa história gerou frutos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O ciúme é absurdo por isso, porque quer exclusividade em tudo. Não acho que seja um sentimento doentio, que não deva existir nos relacionamentos. Doença é sufocar, invadir privacidade, não respeitar limites e escolhas. Doença é fazer de tudo para que o outro seja só seu, para que pertença apenas ao seu mundo. Ciúme é querer que isso aconteça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Felizmente, nunca tentei afastar meu namorado de nada, nem de ninguém. Por sofrer sozinha meu ciúme e suas consequências, é que me considero saudável. Agora mesmo, enquanto ele dorme, eu escrevo. Tenho um orgulho enorme de mim mesma por não estar mexendo em seu celular, poderia fazer isso tranquilamente, mas não quero. A única vez que o fiz, foi com permissão. Se fosse uma doente,estaria lá, anotando números suspeitos e vasculhando tudo para, como se não bastasse e se fosse cabível, exigir explicação depois. Como sou apenas uma apaixonada ciumenta, registro minhas ideias, ao som de Norah Jones, para dividi-las com meus poucos leitores no dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4392569120067828662?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4392569120067828662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4392569120067828662&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4392569120067828662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4392569120067828662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/07/ciume.html' title='Ciúme'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-3750346999107880954</id><published>2010-07-23T17:24:00.000-03:00</published><updated>2010-07-23T17:26:50.455-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Outras autorias'/><title type='text'>para pensar</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Charles Feitosa é autor do belíssimo livro “&lt;b&gt;Explicando a Filosofia com Arte&lt;/b&gt;” (2004). Só pela iniciativa da obra, já tem meu respeito. Pelo resultado, minha simpatia e admiração. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Acabo de ler um artigo dele sobre o ensino de filosofia, “&lt;b&gt;O ensino de filosofia como uma estratégia contra a tarefa da interdisciplinaridade&lt;/b&gt;” e de ficar escantada com a sua pequena conclusão. Transcrevo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;“&lt;i&gt;&lt;b&gt;pequena conclusão&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Segundo Nietzsche (“Shopenhauer Educador”) a educação é uma espécie de generosidade e tem como obstáculo diversos tipos de egoísmos. O egoísmo dos negociantes, preocupados somente com o que dá lucro e riqueza; o egoísmo do Estado, preocupado em manter o poder e formar gerações que sejam úteis às instituições vigentes; o egoísmo da aparência, daqueles que querem ocultar o tédio de suas vidas através da moda, do fausto, do “bom gosto” (Nietzsche, 2003). Mas o pior egoísmo é o da ciência e de seus seguidores: os eruditos. Os eruditos são egoístas, entre outros motivos, porque se preocupam muito mais com os problemas do conhecimento do que com os sofrimentos do homem. Além disso, os eruditos são aqueles que praticam um olhar sagaz para as coisas próximas, mas sofrem de miopia em relação ao longíquo em geral. Em suma, o erudito é um mestre na decomposição de textos e imagens em manchas fragmentadas sem coesão. Ficam satisfeitos com a estreiteza de sua visão como toupeiras ficam a vontade dentro de seus buracos. Os buracos dos eruditos são suas disciplinas. A prática transdisciplinar do ensino e da pesquisa na filosofia pode vir a ser um ato de resistência contra o egoísmo dos eruditos, uma estratégia de desarticulação dos buracos e de suas toupeiras, um espaço de liberdade para quem quer ser fecundo e ir além.&lt;/i&gt;”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;A conclusão de Feitosa é só uma parte bonita, profunda e provocante de um artigo que condiz com tudo o que penso sobre o ensino de filosofia, que mostra que não estou sozinha nas minhas críticas em relação a muitos que, após descobrirem o filósofo de sua preferência, tornam-se dogmáticos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-3750346999107880954?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/3750346999107880954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=3750346999107880954&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3750346999107880954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3750346999107880954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/07/para-pensar.html' title='para pensar'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-163534790456922647</id><published>2010-07-21T14:00:00.000-03:00</published><updated>2010-07-21T14:05:43.463-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida e Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prazer e dor'/><title type='text'>Morfina</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Confesso, sou virgem de drogas, exceto cigarro e  bebida alcoólica. Também não serei hipócrita de dizer que jamais tive a  curiosidade de experimentar a sensação de uma coisa ou outra, mas nunca necessidade.  Acho que acima de tudo está a minha velha desconfiança nas pessoas – sempre  pensei que o dia que fosse fazer isso seria em casa&amp;nbsp; sozinha - . O medo é perder o senso da realidade, cometer  “loucuras” das quais possa me arrepender depois, virar objeto nas mãos de alguéns. Sim,  estou falando de sexo, mas não só disso, me refiro também a todas aquelas  coisas prejudiciais que o ser humano é capaz de fazer para si e para o outro  quando não há um equilíbrio entre senso e sensível. No entanto, de uma substância não tenho medo e, se me oferecessem, não a recusaria: morfina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Frequentei, durante muito tempo, as aulas do  mestrado de filosofia da Universidade em que concluí a graduação, como ouvinte. Tudo  que consegui compreender sobre a psicanálise, devo a essas aulas e não às  minhas rasas leituras. Na maioria das aulas a discussão era sobre o percurso  dos conceitos de prazer e dor na história do pensamento – o tema do meu  projeto de pesquisa da época era o conceito de prazer em Condillac – e, resumindo,  com Condillac temos a centralização do prazer como motor fundamental da ação humana, o homem é movido a sensações de prazer e dor e não por amor e  ódio, como se pensava na Antiguidade e na Idade Média, e nem por desejo e  aversão, como se acredita de Hobbes a Condillac, na Modernidade. Para o filósofo  que lembra o nome do carrinho do Roberto Carlos, primeiro experimentamos uma sensação de prazer ou dor em relação ao objeto e, depois, sentimos  desejo ou aversão e, por fim, o amamos ou odiamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Freud vai dizer que o prazer em si só pode ser  sentido na morte, e é aí que entra a morfina. De acordo com o psicanalista, o que  temos, quando não estamos sentindo dor, é a ausência dela. Portanto, existe dor  ou ausência de dor. Uma vez que o corpo é colocado em movimento, não cessa.  E apenas o repouso absoluto poderia causar o prazer em si, sem nenhuma  presença de dor. Esse repouso só acontece na morte. Isso explica, pelo menos para  mim, a ideia freudiana de que você não é e nunca vai ser feliz em vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Após tantas discussões a respeito desses conceitos e pensamentos, meu professor diz que acredita que já experimentou esse  prazer, ou ao menos era algo muito parecido. Segundo ele, quando fez &amp;nbsp;uma  cirurgia (acho que era isso) , foi apresentado a morfina e, felizmente, se recorda da sensação causada por  ela. Um pouco mais que uma ausência total de dor, algo muito próximo daquilo que  Freud descreve como não ser possível de ser sentido em vida. Ele ainda  comentou que gostaria muito de sentir aquilo novamente e que jamais experimentou  qualquer coisa parecida. Pronto, me convenceu. Claro que foi questionado,  contrariado e, com razão, alguns falaram sobre a consciência que ele tinha ali e  provavelmente não se tem na morte, sobre ser só uma ausência de dor. Enfim, a  discussão foi longa e bem fundamentada, mas o que me convenceu foi a expressão física  dele ao relatar o ocorrido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desde então, toda vez que alguém afirma, com  aflição e piedade, que determinada pessoa está sofrendo por precisar de doses e  doses de morfina, eu, crendo fielmente no meu professor, concluo: “você que  pensa, fulano(a) está melhor do que todos nós!”. talvez isso também explique  nossa cultura boba de dizer que que quem morre foi dessa para a melhor, talvez  não seja uma cultura boba, mas influência do pensamento freudiano que, tido  como louco ou não, está impregnado no cotidiano das pessoas, gostem elas  disso ou não. E, além do mais, a “bobajada” que escreveu, faz sentido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É por fazer sentido que quero, antes de ir dessa  para a melhor, experimentar a morfina e descobrir se meu professor estava  falando a verdade ou apenas nos iludindo e causando um pouco de inveja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-163534790456922647?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/163534790456922647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=163534790456922647&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/163534790456922647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/163534790456922647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/07/confesso-sou-virgem-de-drogas-exceto.html' title='Morfina'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-353542706842280726</id><published>2010-07-18T17:30:00.001-03:00</published><updated>2010-07-18T17:30:40.725-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>o amor e as eventuais cobranças</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Daiton sempre diz, “no início é só amor, depois  vem a cobrança”. Sempre diz e disse. Porém, antes eu desconsiderava, achava  que as coisas não mudariam com o tempo, que eu não me entregaria tanto a uma  relação. Mas o experiente tinha razão. Agora cobramos um ao outro e, às vezes,  nos sentimos culpados por isso. Como se fosse possível ser racional no amor,  como se a experiência ou a falta dela, fizesse alguma diferença nessas horas. Provavelmente ele não se conforme por estar fazendo o que mais odeia  novamente – porque já o deve ter feito várias vezes na vida. Enquanto eu, num  mundo de dois em que quase tudo é novidade, me culpo por estar, de certa forma, estragando as coisas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A cobrança é produto do egoísmo e, portanto,  natural. Mas nem tudo que é natural é facilmente digerido e, ainda, saudável. Algumas  são inevitáveis e chegam a ser divertidas. Outras sufocam, o que,  felizmente, ainda não é nosso caso. Acho que, apesar dos pesares, somos um casal saudável.  Nunca quebrei nada na cabeça dele, fiz ameaças a lá Bruno, gritei ou o mandei  embora. Talvez a minha cobrança mais chata seja a de que ele fique completamente  careca e, a mais incômoda, a de que se arrisque a deixar de ser acomodado. As  dele se resumem em atenção e, embora negue, compreensão. Nunca exigiu muito de  mim, deve ser a experiência. De qualquer forma, somos, no fundo, duas pessoas mimadas que ao mesmo tempo que querem exclusividade, não a sabem  conceder direito, embora ele seja mais “controlado” em relação a tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que faz com que no começo seja apenas amor é o  fato de que ainda não é amor. É qualquer coisa menor, despreocupada e menos intensa.  É controle próprio, lucidez, racionalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No inicio meu objetivo era realizar meu sonho de  consumo; agora, quero que fique comigo até o meu amanhecer, que mande torpedos  todos os dias, que me acompanhe, nos lugares, nas ideias e nas palavras. Quero  que sonhe comigo e que esteja nos meus sonhos e, ainda, que sejam bons sonhos. Que  não morra enquanto estivermos juntos, que fique só comigo, que não converse  com as ex e muito menos as veja e, sequer, pense numa futura. Quero que me leve  embora, que vá comigo, que seja o pai da Beatriz etc&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No fim das contas, acho que o amor se faz de  sofrimentos, sonhos, desejos e cobranças com doses exageradas de carinho e diversão. Quando  as alegrias superam as mágoas, cobrar não é assim tão negativo e, até,  necessário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O exercício constante de estar apaixonada e viver  isso, me ensinou que por mais esforço que se faça, enquanto houver amor vai  existir cobrança, porque enquanto houver amor,não haverá satisfação e sim um  querer mais, ou um querer menos. Porque é quase impossível acertar a dose e  imagino que as pessoas enjoam uma das outras quando acertam a dose, quando estão satisfeitas. Estar satisfeito é não ter espaço para mais nada e não ter  espaço para mais nada é estar cheio. Portanto, é o fim que definitivamente não  desejo. Desejo apenas que as naturais cobranças não deixem de ser saudáveis e  nem de existir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-353542706842280726?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/353542706842280726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=353542706842280726&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/353542706842280726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/353542706842280726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/07/o-amor-e-as-eventuais-cobrancas.html' title='o amor e as eventuais cobranças'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1678595444802824145</id><published>2010-07-15T17:12:00.000-03:00</published><updated>2010-07-15T21:20:29.937-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida e Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meu silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Viagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Explicação e/ou Informação'/><title type='text'>desejo, necessidade, vontade e um pouco mais: sobre ir embora.</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sinto que se eu não for embora, vou acabar me  acostumando com o pouco que me oferecem e começarei a achar normal a vida que levo.  Perdi as contas de quantas vezes implorei por mudanças com o olhar e sonhei  com uma outra realidade, de quantas foram as vezes gritei com silêncio a minha  revolta e não obtive nenhuma resposta significativa. Não tenho paciência e não  vejo sentido em esperar. Tenho medo do tempo, acho que ele engole, pouco a  pouco, os sonhos das pessoas, porque as torna experientes e as faz acreditar que  não vale a pena arriscar alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sou tão dependente quanto inexperiente, vivo me  perdendo, não sei me localizar, sou toda estabanada com contas, orçamentos,  bancos, horários etc. não sei dirigir, falar inglês ou qualquer outra língua  além da minha, &amp;nbsp;e nem cozinhar. Também não tenho muito jogo de cintura com as pessoas e situações complicadas. Não gosto  de pedir ajuda, nem informação. Não gosto de telefone, aglomeração de  pessoas e converso muito pouco. &amp;nbsp;Esses “detalhes” e mais algumas manias, não me amedrontam, pois apesar tudo isso eu tenho  uma ânsia, grande e até inexplicável, por me arriscar, pelo novo, pelo  desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As coisas aqui não são ruins, mas desgastantes. Meu  único desafio é superar as coisas que fazem com que meu relacionamento não  seja exatamente como eu gostaria que fosse. No mais, não sou desafiada a nada  e tudo o que faço é facilmente digerido. Mas o desgaste maior vem da cobrança  de afeto, companhia, compreensão e, sobretudo, culpa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quero fugir da mesmice, dos inseguros e coitadinhos  que me rodeiam. Quero fugir do meu medo de perder e ser a perda na vida de algumas pessoas de uma maneira saudável, para que eu possa sentir saudades antes  de me enojar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Desde sempre senti que não nasci para ficar  instalada num lugar só, por mais preguiçosa e acomodada que seja, não tenho espírito  para estabilidade, talvez isso explique o fato de eu não sonhar com um  concurso público, por exemplo, embora tente de vez em quando. Meu espírito precisa tanto  de impacto que sequer consigo escrever quando não acontece nada de  diferente em minha vida. Portanto, sinto que devo ir embora para que possa aproveitar  o pouco, ou muito – nunca se sabe - , que restam dos meus dias. Morrer  aqui só seria pior se fosse atropelada por um fusca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No fundo, o que quero, é conhecer pessoas e lugares  suficientes para minhas histórias, é ter o que contar para minha futura filha, é ter  do que me lembrar, do que sentir saudade, é passar pela vida das pessoas e  deixar que elas passem pela minha sem incomodar muito. Definitivamente não quero me  acostumar com tão pouco e muito menos esperar alguma mudança repentina. Tenho  tendência a desacreditar e desistir das coisas e, para lutar contra essa tendência, é que acho  que devo ir, o quanto antes, para qualquer lugar que não seja aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1678595444802824145?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1678595444802824145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1678595444802824145&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1678595444802824145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1678595444802824145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/07/desejo-necessidade-vontade-e-um-pouco.html' title='desejo, necessidade, vontade e um pouco mais: sobre ir embora.'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-8504438193968488835</id><published>2010-07-11T02:18:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T13:49:29.432-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Às vezes é melhor "dois voando"...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SPLJKLF6QZI/AAAAAAAAAK8/IjrNkT12I9I/s1600-h/2113338588_6558a62caf.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256484891708244370" src="http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SPLJKLF6QZI/AAAAAAAAAK8/IjrNkT12I9I/s400/2113338588_6558a62caf.jpg" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois te tanto tempo sem se interessar por alguém, ela estava dividida, não por dois amores, mas por duas situações. Entre o músico e o escritor. O escritor ela conhecia há muito mais tempo, não sabia se era paixão, atração (Sabe-se lá qual é a diferença entre esses dois termos). O tal do amor ela sabia que não era. O músico não mexia com seu lado sentimental, mas com o físico sim. Tudo que não queria era optar por um deles, mas o músico foi esperto, o escritor se magoou, e a consciência dela pesou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou sobre os caminhos sem volta, sobre coisas que mereciam serem refletidas e não são. Fingiu que estava tudo bem. o escritor olhou para ela e se despediu com um sinal de “peace and love” e, naquele momento, teve a certeza do que queria. Queria o cara que sabia conversar com ela. Lembrou das vezes que sentiu ciúmes e, com certeza, ele nem sonhava com isso. Ela não sabia o que ele sentia, o que sabia, o fato era que o músico estava ali e fazia o tipo que ela gostava: tarado que não é tapado, mas também não é doente, em outras palavras, tarado que não é nojento. Ele não forçava a barra e ela adorava isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio do músico a fazia pensar nas palavras do escritor. Sentiu vontade de ir embora, já que não podia voltar no tempo. Novamente os caminhos sem volta invadiram sua mente, enquanto olhava sua mão entrelaçada com a do músico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já longe de toda aquela situação, sentou-se em frente a uma loja, não prestou atenção no nome, prestou atenção nas poucas luzes que iluminavam a cidade e questionou-se sobre a possibilidade de conseguir ler um livro naquelas condições, resolveu testar na prática, tirou da bolsa, enxergava bem as letras, gostava de ler à noite. Algum dos personagens, criado por &lt;i&gt;Rubem Fonseca&lt;/i&gt;, comentou algo sobre perversão, sadismo. Ela sabia que a filosofia de Sade consistia em levar o prazer as últimas conseqüências, e ainda, com estilo. Lembrou do músico e do escritor, fechou o livro hipotetizando que, talvez, toda aquela situação fosse apenas uma perversão da sua parte, mesmo que inconsciente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;ps: esse texto é bem antigo, deve ter mais de dois anos, segundo meus cálculos, mas estava nos rascunhos e resolvi publicar&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-8504438193968488835?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/8504438193968488835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=8504438193968488835&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8504438193968488835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8504438193968488835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2008/10/s-vezes-melhor-dois-voando.html' title='Às vezes é melhor &quot;dois voando&quot;...'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SPLJKLF6QZI/AAAAAAAAAK8/IjrNkT12I9I/s72-c/2113338588_6558a62caf.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2962398257598403520</id><published>2010-07-08T17:19:00.001-03:00</published><updated>2010-07-12T14:26:34.238-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meu silêncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>comentários dispensáveis</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Alguns comentários possuem o poder de me deixar  extremamente chateada, principalmente quando desnecessários e vindos de alguém que  gosto muito. Meu namorado é especialista nisso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há um tempo era mais recorrente. Ele dizia “sei que  você não vai gostar do que vou dizer, mas...”. Agora, ele faz menos comentários e  quando o faz não inicia com a ex habitual frase, mas só não diz, porque sabe. E  a questão é: se sabe que não vou gostar, por que faz? Fico entre devolver a “ofensa” ou reprimi-la. Acabo não fazendo nenhum dos dois e me fecho, da  mesma forma que me fecho quando percebo algum deslize, vejo o que não gostaria  de ver etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Talvez o fato de ser tão atenta ao que me dizem,  justifique, em parte, o meu falar pouco e dizer muito. Há quem goste dos poucos  comentários que faço em sala de aula ( como aluna e professora ), nas rodinhas de  conversas e também em reuniões mais sérias. Gente que diz que tenho “tiradas  legais”. E todo esse dizer a que estou me referindo, também inclui o escrever. Mas  há quem reprove, não goste, fique indiferente e até quem se ofenda, como tudo na  vida. Enfim, a consciência de que talvez uma frase boba ou até mesmo uma  palavra pode mudar o estado de espírito de alguém, principalmente para pior, faz com  que, na maioria das vezes, eu seja cuidadosa e ensaie a fala em minha cabeça  antes de pronunciá-la. Quanto aos comentários desnecessários, não faço, ou ao  menos evito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando sinto ciúmes, admito, não fico tentando  fazer com que o sentimento seja recíproco, armando situações de devolução. Se acho um  homem bonito, lindo e/ ou gostoso, não vou ser imbecil e insensível o  suficiente e dizer isso para o meu namorado. E se esse homem está na minha, aí sim é  que não falo nada. É uma questão de bom senso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por mais segura que uma pessoa seja, alguns  comentários são desnecessários não só pelo que é dito, mas por toda a situação que está  por trás dele. Por ele ter surgido, às vezes, de um momento em que você não  estava presente e não tem ideia do que aconteceu por lá. Por ele ter surgido,  às vezes, de algo que você sempre reprovou. Por ter surgido do passado que  você acha que desconhece. Por ter surgido do presente que não é lá muito  diferente do passado. Por ser sempre a mesma história, nos mesmos lugares e  horários. E, principalmente, por envolver coisas sobre as quais você não possui  controle algum, ou melhor, coisas que você não pode evitar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Refiro-me ao meu namorado porque talvez seja a  pessoa que mais me conhece e também porque é sobre quem desejo escrever no momento.  Apesar de não ser o único especialista no caso, é quem consegue o que deseja:  abalar. Pessoas que não gosto ou me são indiferentes, não conseguem tamanha  proeza, se esforçam, mas não conseguem, porque o que elas pensam, fazem ou deixam  de fazer, não me importa. Agora, o que meu namorado fala, não tem como desconsiderar, por mais bobo que seja. E o problema de tudo isso é minha memória longa – nesse caso - que faz com que a cada novo comentário eu  lembre e sinta todos os anteriores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Algumas coisas na vida realmente não podem ser  evitadas, mas outras sim. E, para as que podem, basta apenas o necessário: atitude.  Resta saber quando é que se tem coragem para ter uma, pois o silêncio é muito  amplo, possibilita diversas interpretações, inclusive a de que você é um  sujeito que se sujeita a ouvir o que não gosta e... Por que mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2962398257598403520?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2962398257598403520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2962398257598403520&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2962398257598403520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2962398257598403520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/07/comentarios-dispensaveis.html' title='comentários dispensáveis'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-7946000375525068665</id><published>2010-07-03T21:00:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T13:48:59.768-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emoção'/><title type='text'>sobre o orgulho diante da derrota</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De 2006 para cá, muita coisa mudou em minha vida,  sobretudo no emocional. Aprendi a me entregar a uma paixão e ainda estou  aprendendo a vivenciar todas as consequências de tamanha escolha. Aprendi também a  não me entregar completamente a outras paixões, como a seleção Argentina, por  exemplo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há quatro anos chorei desesperadamente a derrota da  Seleção na Copa do Mundo, comprei briga com muita gente devido a minha  escancarada preferência pelos hermanos quando ela deveria ser pelos canarinhos.  Sofri e o mesmo aconteceu na Copa América do ano seguinte, quando fui surpreendida  pela desempenho horroroso da Argentina. Depois disso, passei a me interessar menos por  futebol, na verdade nunca me interessei e continuo entendendo pouca coisa, mas  sempre gostei de ver a Argentina jogando e de fato, sempre torci com o coração e  não por pura necessidade de ir contra o sistema comercial brasileiro.  Acompanhar as eliminatórias foi o que contribuiu para que eu aprendesse a perder, não  com a razão de reconhecer a superioridade do outro time, mas com a emoção de  não tomar uma derrota como o fim do dia, de não me doer pelas piadinhas e de  não ficar tentando provar competência alheia. Antes mesmo do início do jogo  de hoje, eu estava emocionalmente preparada para a derrota e não estava acreditando na Argentina, confesso. Mas isso não fez com que eu deixasse  de acreditar que eles fariam um bom jogo, felizmente foi o que aconteceu,  conseguiram inclusive me surpreender, não caíram no desespero e apesar dos 4x0,  deram trabalho para o belíssimo Manuel Neuer. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A derrota não me causou nenhum tipo de revolta, só  não consegui controlar as lágrimas, mas fiquei orgulhosa pelo que vi e,  diferente de 2006, agora consigo, inclusive, brincar e aceitar brincadeiras sem me ofender. Aprendi a não fazer disso a coisa mais importante da minha vida  e acredito que se trata de um aprendizado necessário a todos os  brasileiros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não sei como as coisas são lá na Argentina, mas  imagino que não sejam muito diferentes daqui, afinal, não somos muito diferentes deles  e é por amor que nos odiamos. Mas sei muito bem como as coisas funcionam  aqui, grande parte da torcida comporta-se como se jogadores tivessem a  obrigação de garantir nossos dias de folga, de retribuir toda a nossa “dedicação”,  porém, nunca vi um deles pedir que parássemos de fazer o país funcionar para  assisti-los. Se o país “respira futebol”, o mínimo que podemos fazer é nos  orgulharmos por ter tido uma participação consideravelmente boa no mundial, é aprender a reconhecer qualidades e não apenas defeitos, aprender a elogiar também  na derrota, aprender a reconhecer que não é fácil administrar a  responsabilidade de definir &amp;nbsp;o estado de espírito de milhões de pessoas. Porém, o que as pessoas fazem é queimar bandeiras e procurar  alguém para depositar a culpa. @&lt;a href="http://twitter.com/bgouveia"&gt;bgouveia&lt;/a&gt;, que não conheço, escreveu no twitter:&lt;span class="status-body"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;“A gente reclama do Dunga mas escala  os mesmos pilantras pro congresso a cada quatro anos!” e, com isso, disse tudo. Por que  ninguém se culpa por sermos considerados pela ONU um país “em desenvolvimento”? por  que ninguém se envergonha disso? Será que é porque respiramos futebol e não emprego,  por exemplo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="entry-content"&gt;Confesso que desta vez  senti a saída do Brasil, porque eles demonstraram amor a camisa, o que considero mais  importante numa Copa do Mundo. Não jogaram com a mesma habilidade da Argentina,  admitam, mas talvez com a mesma vontade. E foi triste vê-los abalados emocionalmente  ainda em campo. Acho que os torcedores brasileiros deveriam deixar de ser pretensiosos e receber os jogadores como se deve, com aplausos. O mesmo  espero que aconteça na Argentina, que os portenhos não sejam ignorantes a ponto  de jogar a cruz para um coitado carregar. Pois, argentinos ou brasileiros,  antes de mais nada, são seres humanos, com direito a erros, acertos, dias bons e  ruins, azar ou sorte. E, se respiramos futebol, já deveríamos ter aprendido a  perder. Eu aprendi e desejo, sinceramente, que o mesmo aconteça com restante do  país, sejam pessoas que entendam ou não de futebol, que torçam ou não para o  Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por fim, todos voltam para casa, afinal, o amor é inimigo da distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TC_OzMFXEOI/AAAAAAAAAa4/qhNEslC5NYg/s1600/brasil-x-argentina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TC_OzMFXEOI/AAAAAAAAAa4/qhNEslC5NYg/s400/brasil-x-argentina.jpg" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-7946000375525068665?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/7946000375525068665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=7946000375525068665&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7946000375525068665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7946000375525068665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/07/sobre-o-orgulho-diante-da-derrota.html' title='sobre o orgulho diante da derrota'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/TC_OzMFXEOI/AAAAAAAAAa4/qhNEslC5NYg/s72-c/brasil-x-argentina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1439131654052018821</id><published>2010-07-01T16:22:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T13:51:30.000-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Explicação e/ou Informação'/><title type='text'>Será que é isso que eu necessito?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z8N46rqTOOM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/z8N46rqTOOM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa música, além de  ser uma das minhas favoritas dos Titãs e uma que eu gostaria que estivesse no set list dos shows, explica, de  uma certa forma, minha decisão de voltar a tornar meu blog público. Eu o  havia fechado pelo simples fato de que sou sincera e profunda demais nos meus textos e  isso faz com que eles revelem muitas intimidades e coisas que talvez possam  causar algum tipo de problema no trabalho, por exemplo. Mesmo assim, decidi  deixar com que qualquer interessado tenha acesso ao meu blog, pois foi assim que  fiz “amizades” com bons escritores desconhecidos e também penso que escrever apenas  para aqueles que são de confiança não é lá bem um desafio. Talvez eu mude de  ideia novamente, isso não seria nenhuma novidade, mas por enquanto acredito que é disso  que necessito, desafios. Desafio de correr o risco de ser questionada fora  do blog, de ofender alguém, de ganhar inimigos ou amigos, de agradar, desagradar e  até mesmo de conquistar indiferença.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1439131654052018821?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1439131654052018821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1439131654052018821&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1439131654052018821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1439131654052018821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/07/sera-que-e-disso-que-eu-necessito.html' title='Será que é isso que eu necessito?'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4670410853118279928</id><published>2010-06-18T13:03:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T13:52:01.670-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Traição</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Costumo dizer que sou uma incógnita, pois em algumas situações não ajo como o esperado por aqueles que me conhecem quase que bem. É difícil saber quando vou estourar, porque quase sempre me contenho, me calo e cuido das coisas sozinha. Mas eu também sei explodir, e é uma explosão que vai de rosto vermelho e respostas agressivas a assassinato. Calma, nunca tirei a vida de ninguém e nem me julgo incapaz disso, mas já tirei muita gente da minha vida, matando-as no sentido figurado, se é que o figurado expressa o sentido da coisa. Enfim, para que alguém seja deletado, não é necessário muito esforço, basta apenas uma traição. E o que uma palavra com tamanho peso, significa de fato?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Começo com um dos meus pensamentos que talvez seja o mais polêmico, traição não tem nada a ver com infidelidade. E você deve estar se perguntando se aceito que meu namorado saia com outras. Claro que não, não sou nenhum posso de insensibilidade, altruísmo e filantropia, mas eu aceitando ou não, se ele quiser, vai me colocar um, dois ou mais chifres. Sem problemas? se eu não souber sim.Ora, no fundo o que todo mundo quer é isso, que seja escondido, porque quando descobre você tem que provar para a sociedade um monte de preciosismos que não levam a nada, porque é natural que uma pessoa se envolva com a outra se naquele momento está disponível. Mas esse é um assunto complicado no sentido de que a infidelidade pode envolver também traição, e é aí que entra meu conceito de traição: alguém se divertir às custas e pelas costas do outro. E isso sim, quando descubro, não abre nenhuma possibilidade de perdão. E o mundo está cheio de gente traidora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ouvi várias vezes uma pessoa dizer que não conseguia pensar somente nela, se referindo ao meu egoísmo. Alguém que sempre defendeu a própria personalidade como definida e forte. Essa pessoa, na primeira imposição se entregou, demonstrando falta de personalidade e, sem nenhum esforço, provou que chega a ser mais egoísta do que eu e... custei a acreditar, mas me traiu. Abriu minha vida para alguém que nunca fez parte dela, acabando com a confiança cega que eu tinha nela, fez tudo que sempre afirmou que jamais faria e como se isso fosse pouco, mentiu. Você deve estar se perguntando se exijo que as pessoas só falem a verdade. Não sou tão pretensiosa assim, algumas mentirinhas são necessárias e até bem vindas, mas existem aquelas que provam o caráter, ou a falta dele, das pessoas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que nunca consegui me livrar do meu namorado por isso, porque apesar de todos os sofrimentos que já me causou, penso que nunca me traiu, pelo menos nunca me senti assim. Às vezes em que estivemos separados, o que senti mais falta foi dividir minhas coisas com ele, conversar, porque a confiança que tenho nele vai muito além desse negócio de querer controlar com quem e onde está. Claro que não posso imaginá-lo com outra e não sei o que faria se o visse, mas acho que confiança vai além dessas situações. Eu sei que ele não vai rir de mim numa rodinha de amigos, posso estar enganada – como já me enganei muitas vezes e com muitas pessoas-, mas por enquanto é o que sinto e talvez seja isso que faça com que o que há entre nós não acabe, talvez esta seja até uma das tantas definições de amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando sou traída, sinto-me uma incompetente por deixar isso acontecer, o que gera uma tremenda revolta que resulta na imediata exclusão do (a) traidor (a) da minha vida. Às vezes, aos olhos dos outros, pareço cruel por “jogar fora uma amizade de tantos anos” ou “tão intensa...”, mas para algumas coisas sou muito sensível e às vezes até a cabeça compreende, mas o coração não perdoa, é aquela história do explica, mas não justifica. Nada justifica, em minha opinião, brincar com a confiança de alguém. Acho que isso é coisa de gente baixa, de gente que só se encontra no discurso, mas vive se perdendo em contradições na prática. Sei que ainda serei traída muitas vezes, mas não pela mesma pessoa. Caso eu descubra, é assassinato no sentido figurado, porque aquela história de “comigo é uma vez só”, nesse caso, funciona. O lado bom de tudo isso é que não estou vacinada, não traumatizo, o que permite com que eu ainda conheça pessoas encantadoras e as deixe entrar em minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4670410853118279928?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4670410853118279928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4670410853118279928&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4670410853118279928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4670410853118279928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/06/traicao.html' title='Traição'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5171485843466815505</id><published>2010-06-10T16:34:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T13:52:39.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>sobre dois ou um</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Penso que se sabe quando uma relação chegou ao fim quando se inicia uma discussão sobre ela. Por isso nunca gostei e geralmente me recusei a discutir relação, fosse de madrugada ou quando estava chateada, feliz, por telefone, mensagem... chegar ao ponto de pedir para que o outro mude algumas atitudes é o mesmo que mandá-lo embora. Ou você se conforma com as coisas como são ou desiste. Claro que se espera que no meio disso haja uma mudança repentina, um acordar por parte do outro, que torne desnecessária a escolha entre as duas opções. Mas isso nunca acontece, e desistir dói.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dói porque o processo é agressivo, porque a sensação que fica é a de que houve enganos, principalmente próprios; porque a tentativa de esquecimento compete injustamente com a inexplicável saudade de, pelo menos, contar como foi o dia. Dói pela culpa de não ter desistido no início, quando tudo é mais fácil, e, paradoxalmente, pela sensação de que as coisas poderiam ser resolvidas de outra maneira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O conformismo é ainda pior, as situações se repetem com mais frequência e intensidade, porque alguém na história sabe que o outro não vai fazer absolutamente nada, e uns dias de ausência e silêncio dão conta de apaziguar uma suposta raiva. Depois, tudo volta ao normal, como se ao entrar num relacionamento o indivíduo tivesse que, obrigatoriamente, renunciar ao orgulho e aquilo que considera seus próprios valores, em troca de amor(?). Se se é compreensivo uma vez, a exigência aumenta a ponto de querer que se seja sempre maleável diante dos absurdos que provém de um egoísmo exacerbado. Aliás, acredito que o egoísmo deve sim ser reconhecido e preservado, mas quando se tratam de duas pessoas, não tem como cada um só pensar em si o tempo todo, se for só para pensar em si, o certo seria ficar sozinho e se divertir com alguém(s) de vez em quando, e não entrar na vida de uma pessoa para satisfazer o ego. Portanto, não vale a pena discutir, pelo menos é o que penso, e às vezes sinto necessidade de transformar isso em palavras “certas ou erradas”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5171485843466815505?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5171485843466815505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5171485843466815505&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5171485843466815505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5171485843466815505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/06/sobre-dois-ou-um.html' title='sobre dois ou um'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5105193727382364409</id><published>2010-06-04T16:23:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T13:53:26.345-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alunos (as)'/><title type='text'>sobre o que se vive na sala de aula</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fazem apenas quatro  meses que estou dando aulas para gente grande ou quase isso, mas os meus alunos já conquistaram um bom espaço  em minha vida, desde o tempo que tenho que dedicar a eles, às emoções que  vivencio com e por causa deles. A experiência curiosa tem ocorrido nas aulas de  geografia, que assumi há umas duas semanas – e morrendo de medo de não dar conta do  recado-. Primeiro, foi a diversão com a recepção masculina, eles se amontoam na  frente e me enchem de perguntas durante a aula.Depois, a abertura das meninas,  que começaram a ceder. Em seguida, a curiosa atenção com que me observam. Descobriram, antes de mim, que quando estou nervosa ( eles dizem brava),  meu rosto fica muito vermelho. Só me dei conta disso há uns dois dias, até  porque é um “problema” que adquiri recentemente, meu nervosismo nunca foi  visível. Por fim, na quarta feira viraram meus psicólogos, de repente me vi sentada,  com meninos e meninas em volta, e contando a situação do meu relacionamento,  o desespero com os alunos do Costa Viana, os comentários que gosto de  ouvir, filmes que gostaria de assistir... Saí da sala meio atordoada e achando  que não deveria ter falado tanto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Antes desse  episódio, estava no outro terceiro ano e minha menstruação resolveu descer no meio da explicação do Realismo Político  de Maquiavel, isso me causou um desespero tão grande que atropelei as  palavras e terminei a aula dez minutos antes, quando perguntei, confesso que para  matar o tempo, “alguma dúvida?”, eles disseram que não, nisso uma menina  comentou com a outra “a professora explica tão bem que não tem como não entender“. Não  pude conter meu sorriso e ela ficou sem graça quando percebeu que ouvi, mas  aquilo me fez tão bem... afinal, me considero uma professora muito limitada,  não acho que tenha muito a ensinar e ouvir isso me deixou um pouco mais segura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar de querer o  feriado para descansar e colocar minhas coisas em dia, lamento estar longe deles esses dias, inclusive da  capetada, pois me deixando com raiva, lisonjeada, nervosa, encantada, não importa o  que causam, o que interessa é que fazem com que eu me sinta viva, além de  ocuparem minha cabeça. Talvez um dia eu me canse deles, não ache mais engraçadas  suas atitudes, não me estresse mais com quem não faz nada, mas espero,  sinceramente, que esse dia demore. Eu quis trabalhar em editora, mas nenhuma me achou competente para tal, quis ser professora e fui bem recebida, muito bem recebida, desde quando comecei a trabalhar com os pequenos. Alguns  alunos chegam a ver inclusive uma competência que não acredito ter, ao  contrário das editoras... fico me perguntando se eu me sentiria viva todos os dias  fazendo a mesma coisa e sei que a resposta é não. Tenho que ter do que reclamar,  com o que me espantar e com o que me encantar, professor tem o privilégio de  viver tudo isso várias vezes e de maneiras diversificadíssimas. Acho que  filósofos não conseguem fazer outra coisa da vida além de escrever e ensinar,  porque o nosso negócio é com o mundo, admitam isso ou não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5105193727382364409?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5105193727382364409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5105193727382364409&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5105193727382364409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5105193727382364409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/06/sobre-o-que-se-vive-na-sala-de-aula.html' title='sobre o que se vive na sala de aula'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-7066288331605761515</id><published>2010-04-17T10:31:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T14:06:53.739-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão pelas palavras'/><title type='text'>palavras soltas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouve-se muito dizer que o que motiva os escritores a exercerem seu ofício é a inquietação, o que envolve surpresas, decepções, ódio, dores e tantos outros sentimentos que, por mais que &amp;nbsp;não sejam incomuns, de certa forma, abalam a normalidade emocional. &amp;nbsp;Dizem também que transformar sentimentos em palavras é para quem tem talento. Para os linguistas,escrita é trabalho, trabalho de reescrita. Concordo, acredito que todos podem se expressar bem escrevendo, a diferença está na habilidade que uns adquirem com mais facilidade e outros não. Há sim talento, também, e inspiração no que diz respeito a criação. Mas palavras soltas não precisam de talento, habilidade, reescrita. Precisam de sentido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há alguns dias, ganhei da minha irmã uma agenda apaixonante, da Livrarias Curitiba, linda. Sem saber como usá-la, como aproveitar sua beleza, guardei. Primeiramente tive a ideia de preenchê-la com fragmentos filosóficos e literários que significam algo para mim. Não abandonei a pretensão inicial, mas há dois dias não pensei duas vezes ao usá-la para registrar palavras soltas que no momento em que escrevi significavam algo forte para mim. A razão disso está, evidentemente, atrelada à emoção e a memória. Diário, blog, romance, poesia, tudo isso tenho e uso como e com a frequência que posso e sinto necessidade. Mas nunca tive o hábito de registrar palavras isoladas. Sei que ao olhá-las, em alguns anos, vou saber porque as escrevi. São uma espécie de chave para a gaveta da memória que ninguém além de mim terá acesso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O mais interessante de tudo isso é a diferença da intensidade de sentimentos de um dia para o outro. No primeiro fui motivada por amor, felicidade e emoções positivas. No segundo, decepção e mágoa causada s pelos mesmos motivos e pela mesma pessoa que no dia anterior me fez tão bem, contraditório? Não. Afinal, quando no primeiro dia escrevi TEMO, inspirada no significado do bilhete no filme “O segredo de seus olhos” e no impacto que isso me causou, eu sabia, muito bem, do que se tratava, talvez até tenha previsto o lado ruim, embora tenha me surpreendido, infelizmente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, fica a dica para quem tem paixão por palavras e problemas com a memória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-7066288331605761515?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/7066288331605761515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=7066288331605761515&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7066288331605761515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7066288331605761515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/04/palavras-soltas.html' title='palavras soltas'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4895447536164751076</id><published>2010-04-01T12:37:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T13:57:07.026-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Progresso emocional</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Até pouco tempo,  acreditei que mágoas tinham força suficiente para ficarem marcadas no coração e na memória durante a vida inteira, por mais que houvesse arrependimento e perdão. Foi preciso  vivenciar uma situação em que a mágoa foi se esvaecendo, para compreender que o  rancor é também uma questão de superação, mas não apenas intelectual, como muito  se pensa, mas também e principalmente sentimental. No meu caso foi preciso  também disposição, só a superação das dores causadas por um acúmulo de cegueira  de uma parte e silêncio de outra, pouco resolveria. Foi preciso que eu me  dispusesse a aceitar de fato determinada situação ao invés de aguardar a mudança, que  não viria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1363106460"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Disposição e  superação são duas atitudes que se dão num processo de várias outras. Comecei pelo exame psicológico, a famosa  balança em que se pesa prós e contras. Feito isso, parti para a primeira mudança,  os horários. O dia da semana em que eu mais sofria é agora um dos que mais  me divirto, simplesmente defini que este seria um dia em que eu não ficaria  em casa, principalmente à noite, e é o que faço desde o momento da decisão.  Por fim, procuro não só reduzir expectativas, como e principalmente, não  criá-las, pois assim evito futuras decepções. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1363106460"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não foi preciso  tempo para esquecer os dias ruins, bastou que, por um lado, houvesse o que citei e, por outro, o que não cabia a  mim fosse feito- evitar a repetição do erro. Não sei se os dias bons serão duradouros, o fato é que a experiência tem sido enriquecedora. Aos 21  anos de idade, eu jamais havia superado tão bem uma mágoa e nesse caso não se  tratava de uma, mas várias, chega a ser triste ler as últimas páginas do meu  diário, confesso que ainda não consigo lê-las com uma normalidade que me permita concluir, já passou, pois é tudo muito recente e isso faz com que eu  fique naquela de, pode voltar a acontecer...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/goog_1363106460"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De qualquer forma,  trata-se de um aprendizado que fez com que eu conhecesse, acima de tudo,&amp;nbsp; a mim mesma. Enquanto noto isso e vejo tantas pessoas próximas regredindo, me  orgulho do que considero um progresso. Não é deus, sonhos e pessoas que me  motivam a viver, é saber que eu mesma sou capaz de me surpreender. O conhecimento e  a experiência me enlouquecem, no sentido mais positivo que essas duas  palavras podem ter.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4895447536164751076?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4895447536164751076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4895447536164751076&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4895447536164751076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4895447536164751076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/04/progresso-emocional.html' title='Progresso emocional'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4850255014840268934</id><published>2010-03-29T15:49:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T13:58:10.257-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alunos (as)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observações'/><title type='text'>Olhos apagados diante dos acesos</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Há  menos de um mês comecei a trabalhar com uma das coisas que almejava, professora de filosofia de  ensino médio. É claro que com essas aulas, vieram também algumas de sociologia,  geografia e ensino religioso, pacote que deixa bem clara a organização e preocupação  do Estado com o ensino público. Enfim, atingindo um de meus objetivos, é  lógico que fiquei feliz, saí dos dias amargurados que vinha vivendo e entrei  nos de ansiedade, nervosismo, euforia, surpresa, diversão, decepção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Comecei  a me interessar por filosofia da ciência, o que não ocorreu na graduação, concluí de uma vez  por todas que autoridade é mesmo algo que não tenho, as aulas de sociologia  têm sido incríveis, e eu que nunca gostei disso, ainda não acredito. Mas  acima desses e mais alguns outros aspectos relacionados a conteúdo e  metodologia, estão os principais, os alunos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Gosto  de observar as pessoas, seus surpreendentes comportamentos. Alunos são meus atuais alvos, pois  como uma delas afirmou,tenho olhos acesos (claro que ela se referiu ao tamanho) e  talvez ela não saiba, mas atentos também. E é exatamente uma aula, de ensino religioso, com uma turma de 6ª série que mereceu, nas últimas semanas,  minha reflexão e, agora, espaço no blog.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Para  início de conversa, como a maioria já sabe, sou contra essa disciplina na escola e apenas aceitei  ministrá-la por pura necessidade. Assim que cheguei no colégio, fui informada de que  se tratava de uma turma de repetentes, odiada por todos os professores por  ser a pior de todas. A pedagoga disse que era bom que eu trabalhasse motivação  com eles, concordei com a certeza de que jamais faria isso, alguém já  imaginou eu fazendo discurso de bola murcha e bola cheia? Enfim, entrei na sala de  aula pronta para desistir, mas me deparei com um silêncio ensurdecedor, não  entendi a contradição entre fato e informação. Aos poucos passei a sentir pena  deles.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;Entro  na sala e me deparo com olhares tristes e cansados. Numa atividade em que perguntei como se  imaginavam em dez anos – sim, porque faço tudo na aula, menos falar de religião-,  descobri que alguns têm sérios problemas em casa, outros estão no lugar errado e a maioria não possui objetivo nenhum de vida, inclusive, vários não  conseguiram responder a questão. É angustiante entrar nessa turma, o que eu falo não  os atinge de forma alguma, e não é porque eles só querem “brincar”, é  porque não querem nada, estão cansados e derrotados. Eis a turma que mais me  desafia, pois sinto necessidade de ajudá-los de alguma forma, e professor tem poder  pra isso, provavelmente os professores tenham influenciado diretamente no que eles  são hoje, mas não sei como.não quero livrá-los do sofrimento, seria  hipocrisia, mas gostaria de mostrar a eles que não são os piores seres do mundo e que  têm o direito e o dever de sonhar, mas isso não basta ser dito, tem que ser  sentido e ainda não descobri como mexer com os sentimentos da odiada 6ªA, mas é o  que desejo, porque aquelas expressões cortam meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4850255014840268934?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4850255014840268934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4850255014840268934&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4850255014840268934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4850255014840268934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/03/olhos-apagados-diante-dos-acesos.html' title='Olhos apagados diante dos acesos'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1550868984003003312</id><published>2010-03-15T13:02:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T14:00:32.021-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Observações'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Impressões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um tempo, não muito, comentei aqui sobre a minha sutileza de percepção humana, considerando isso uma qualidade que não trocaria por nenhum outro conhecimento adquirido. Às vezes, essa sutileza é prejudicial, abala o espírito, porque simplesmente me nego a acreditar nela, pois me espanto com tudo o que me é revelado, embora concorde plenamente com a teoria de Hobbes de que a natureza humana é sim má e se não fosse o Estado, viveríamos em guerra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por mais que esteja sempre preparada para o pior, as pessoas continuam me surpreendendo e também confundindo, o que contribui para que eu me torne ainda mais desconfiada em relação às pessoas que estão a minha volta. Às vezes penso que se eu falasse tudo o que percebo, afastaria o mundo de mim, como gente feia sem maquiagem. Infelizmente as coisas precisam, algumas vezes, ficarem mascaradas para que as relações durem, para que as coisas boas sejam superiores às ruins. É assim que me sinto agora, fazendo parte do universo mascarado que é o ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1550868984003003312?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1550868984003003312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1550868984003003312&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1550868984003003312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1550868984003003312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/03/impressoes.html' title='Impressões'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4011977106687065002</id><published>2010-02-12T19:38:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:02:01.340-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Titãs'/><title type='text'>9, 8, 7, 6, 5, e agora 4.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S3XJKr0zNBI/AAAAAAAAAaQ/BQK856Bf-g8/s1600-h/P1010124.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S3XJKr0zNBI/AAAAAAAAAaQ/BQK856Bf-g8/s400/P1010124.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Titãs eram nove e logo se tornaram oito. De repente, Arnaldo Antunes sai da banda por estar mais envolvido com outros projetos. Depois Marcelo Frommer deixa a banda e a vida contra a própria vontade. Em seguida, Nando Reis opta por desfrutar sozinho do sucesso. E, depois disso, tive sempre a certeza de que os cinco que continuaram eram fortes -pelo que suportaram- determinados e unidos. Nenhum dos integrantes foi substituído, a banda não teve cara nova. Acreditei fielmente que seriam os cinco até o fim, ou até que a morte os separasse. Mas, infelizmente para a tristeza dos fãs, Charles Gavin cansou e hoje a notícia que todos já sabiam é, finalmente, oficializada, o que faz com que toda a esperança de que se tratasse apenas de uma brincadeira, acabe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após quase trinta anos de estrada, o baterista Charles Gavin sai dos Titãs. Motivo? Cansou da vida da estrada que sabemos que para eles é bem complicada. Mas, por mais que reconheçamos que se trata de um ser humano que assim como qualquer outra pessoa, tem o direito de se cansar ou mudar o rumo da vida, ainda que seja depois dos quarenta – por que não? - , a notícia é difícil de engolir. Fica pior ainda quando penso que além da perda musical que a banda está sofrendo, nós, fãs, perdemos uma pessoa queridíssima que sempre foi atenciosa e preocupada com o bem estar de seus “seguidores”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando vou para shows em cidades pequenas, fico me perguntando o tamanho da frustração que eles devem sentir lá no palco, não pelo tamanho da cidade, mas por estarem diante de pessoas que sequer sabem seus nomes. Como deve ser ter se deparado com milhares de pessoas cantando todas as suas músicas e agora fazer um show num lugar em que cantam metade de &lt;i&gt;Epitáfio&lt;/i&gt; e, às vezes, imploram por &lt;i&gt;Família&lt;/i&gt; ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entendo o Charles, imagino que há também – se não for principalmente – um cansaço emocional e é esse sentimento que temo que tome conta dos outros Titãs, que sempre afirmaram que não deixariam de tocar enquanto sentissem prazer nisso. Esses dias comentei com um conhecido o preço do ingresso do show de Titãs e Paralamas em Curitiba, ele me respondeu “pra quê? Estão velhos”, com o maior desprezo. As pessoas desconsideram com muita facilidade a história da banda – Titãs -, que não se compara a nenhuma outra brasileira, e todos os trabalhos que eles vêm fazendo. Não deve ser fácil conviver com isso. Vivemos numa sociedade cruel, que descarta tudo com muita facilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respeito a opinião das pessoas que acham que os Titãs já foram melhores, das que não gostam e nunca gostaram do som deles e até das que não os conhecem, mas não admito, ou melhor, fico muito chateada com o desprezo e a falta de respeito que percebo de algumas outras. Isso não acontece só em cidades pequenas, está em todos os lugares e os Titãs não são as únicas vítimas, e também não são só os “velhos”, muita gente competente de agora, sofre o mesmo, a diferença é que não experimentaram o outro lado e, provavelmente, a dor seja menor. Mas não quero entrar nessa questão agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A saída do titã que não era o meu preferido, mas um dos Titãs e, portanto, sem dúvida um ídolo, além de me abalar, fez com que eu pensasse não só nas consequências como também nas causas absolutamente compreensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, mais do que nunca, admiro os outros Titãs e estou torcendo para que a opção por continuar não seja passageira e os torne ainda mais fortes, o que faz com que sejam meu orgulho. Quanto ao Charles, restam-nos as lembranças, a parte boa de tudo e, claro, muita saudade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4011977106687065002?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4011977106687065002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4011977106687065002&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4011977106687065002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4011977106687065002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/9-8-7-6-5-e-agora-4.html' title='9, 8, 7, 6, 5, e agora 4.'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S3XJKr0zNBI/AAAAAAAAAaQ/BQK856Bf-g8/s72-c/P1010124.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-6665334196907032158</id><published>2010-02-05T19:00:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:02:54.337-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preguiça de pessoas'/><title type='text'>Preguiça de... Pessoas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Luiz, meu amigo, disse que tenho preguiça de pessoas. Boa percepção a dele. De fato, tenho preguiça mesmo, não me esforço muito para manter relações com a maioria das que fazem ou fizeram parte de minha vida. Basta uma palavra que não me agrade, uma atitude que eu reprove, para que, imediatamente, eu me distancie, às vezes até criando barreiras que impossibilitem uma possível aproximação. Não acho isso ruim, pelo contrário, isso significa que as poucas pessoas com as quais “perco meu tempo” são realmente importantes, pelo menos as considero assim. Essa característica me mantém longe dos grandes grupos e me rende pouquíssimos convites, que inclusive chego a recusar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas pessoas são insuportáveis. Essas quando não desprezo, respondo (muito) mal. E, pior, sequer percebem. É o cúmulo da chatice. Um ser irritante me disse esses dias que SÓ terminei meu relacionamento porque tinha outro em vista. Isso realmente me irritou e, como tenho preguiça de pessoas, sobretudo das inconvenientes, simplesmente disse que não e ponto. Ora, quem foi que disse que para se envolver com uma pessoa você precisa se livrar da outra? E, se a afirmação tem outro sentido, me irrita mais ainda, pois, quem foi que disse que estou tão desesperada a ponto de não “largar” de um sem ter outro garantido?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas pessoas, feias em todos os sentidos possíveis, possuem uma visão muito limitada das coisas, acham que sabem tudo, até mesmo sobre o que desconhecem. Eu deveria ter pena, mas não tenho, não me importo com o futuro de quem não tem futuro. E não digo tudo isso só pela afirmação ridícula que citei, mas porque por trás dela há uma concepção de relacionamentos, pessoas e situações, equivocada. A mesma pessoa insistiu que fidelidade e sinceridade são a mesma coisa ou que – depois de perder nos argumentos – pelo menos devem caminhar juntas num relacionamento. Querer que as duas andem juntas num relacionamento é querer demais, não que não seja possível, mas acho bem difícil. Ou é sincero, ou é fiel. Apesar dos pesares, fico com a sinceridade. É mais fácil ser sincero do que fiel, para os dois lados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltando à preguiça, é tão natural que quase não percebo. E, pra falar a verdade, acho que não causo sofrimento a ninguém por causa disso, por eu ser assim, “meio nem aí”, dificilmente alguém cria alguma expectativa a meu respeito e, confesso, me acho a tal por isso, por não ficar falando besteiras com o intuito de impressionar alguém, por não rir mais alto quando perto de outro interesse, por não discursar teorias sobre isto ou aquilo com frequência, enfim, essas coisinhas que muita gente faz para atrair olhares e pessoas. Isso não significa que eu não seja exibida, pelo contrário. Mas me esforço para não ser ridícula, essa é uma das razões que explicam o meu silêncio nas salas de aula em que todo mundo levanta o maldito dedo, nos lugares públicos etc. Não é só timidez. Aliás, como sou tímida. Me deixar sem graça é tão fácil quanto fazer com que eu não ache graça numa piada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-6665334196907032158?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/6665334196907032158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=6665334196907032158&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6665334196907032158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6665334196907032158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/preguica-de-pessoas.html' title='Preguiça de... Pessoas'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4125969695226703072</id><published>2010-02-03T15:58:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:07:27.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão pelas palavras'/><title type='text'>Eu e o Romance.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a realização do concurso, artigo e outros trabalhos acadêmicos, voltei a me dedicar ao meu romance, que já virou lenda. É aí que se encontra minha terapia e também uma espécie de conflito. Terapia porque estou me dedicando à escrita, minha paixão que faz com que eu transforme minha dor, às vezes raiva, saudade, ansiedade, enfim, faz com que eu transforme todos esses sentimentos em palavras e, no caso do romance, histórias. Emprestei à minha personagem central, a Verônica, muitas características minhas. Ela não é, claro, eu com outro nome, de forma alguma. Mas nos assemelhamos em linguagens, posso afirmar. E o romance é também uma espécie de conflito porque, embora eu tenha a estória pronta, ainda não decidi quem deve contá-la, eu, Beatriz ou Verônica?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tenho acesso a tudo, inclusive aos pensamentos dos personagens, sei coisas que eles não sabem, dou detalhes físicos e espirituais, mas isso não basta, pelo menos até o momento acredito que não. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Beatriz é, como já comentei aqui anteriormente, mimada, explosiva. A estória contada por ela ganha mais agilidade, emoção e violência. Ela vê tudo com lente de aumento. O enredo nos “lábios” dela é constituído de atitudes, quase não há espaço para os pensamentos, pois ela diz o que pensa, age sem pensar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Verônica, protagonista, concede ao romance a característica dramática. É a vida dela que está em “nossas” mãos. Quando ela nos relata os acontecimentos, o romance se torna um pouco mais arrastado, pois a Verônica pensa muito e age pouco, interioriza muita coisa. Mas há também um humor sutil, quando ela revela suas impressões sobre as outras pessoas e mostra o quando pode ser cruel e também o quanto pode ser alegre, mesmo desmerecendo a vida que leva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, construo tudo na voz da personagem central, mas ainda não tenho certeza se ela é melhor do que eu ou a Beatriz para dar ao romance a cara que quero. Até quando isso vai durar, não sei. O fato é que, no momento, a terapia se sobrepõe ao conflito, pois me dedicar ao romance tem sido não só uma maneira de trabalhar sentimentos, mas também de ocupar o meu tempo, que agora é extenso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4125969695226703072?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4125969695226703072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4125969695226703072&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4125969695226703072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4125969695226703072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/eu-e-o-romance_03.html' title='Eu e o Romance.'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-6906252381446734369</id><published>2010-02-03T15:54:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:08:06.290-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>Livros - 31/12/2009</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Os livros que li em 2009 foram, a maioria, significativamente marcantes. Mas foram pouquíssimos, o que considero uma grande vergonha. Isso é a prova de que quando o corpo está cansado, realmente o resto quase não funciona. Enfrentando momentos não muito agradáveis e extremamente exaustos, acabei deixando a leitura de lado por meses, mesmo havendo um incentivo por parte do mesmo homem que me indicou ótimos filmes, sempre me emprestando um livro ou outro, e também certa pressão por causa da pós, nada disso fez com que eu lesse quando não me sentia física e espiritualmente bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Foram nada mais, nada menos do que doze obras que, assim como com os filmes, classifiquei com risadinhas. Porém, o universo da literatura e da filosofia é o que me sinto mais a vontade para transitar, digamos que piso firme e sem medo. Porque, é visível, entendo mais de livros do que de filmes. Por isso fiz uma análise de alguns deles e acabei publicando aqui, gostaria de ter feito de todos, mas talvez por preguiça, isso não ocorreu. Segue, portanto, minha classificação com os comentários daqueles que nada publiquei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;A Grande Arte – Rubem Fonseca. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Esse é um livro cuja classificação foi injusta, confesso. Razão disso é que eu o li enquanto lia outras obras, aos fragmentos, e também acabei deixando-o de lado por um longo período, isso fez com que eu perdesse a emoção e chegasse ao fim da obra me sentindo confusa e não muito animada. Merece que eu a releia e reclassifique.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;A Moreninha – Joaquim Manoel de Macedo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;a href="http://minhasconchas.blogspot.com/2009/04/moreninha.html"&gt;Comentário aqui.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;À espera dos bárbaros – J.M. Coetzee&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Esse foi o primeiro que li do Coetzee, até então não havia lido um autor tão objetivo e que praticamente não recorre às famosas metáforas. Uma escrita fantástica que torna a leitura impossível de ser abandonada no meio do caminho, exige que se leia com atenção e pressa. Coetzee tem o dom de provocar no leitor a fome, quese insaciável, de suas palavras. O contato com o autor&amp;nbsp;e sua obra é um aprendizado riquíssimo e, acima de tudo (como deve ser na literatura), um enorme prazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Barão Vermelho, por que a gente é assim – Ezequiel Neves, Guto Goffi, Rodrigo Pinto.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A biografia da banda que admiro – agora ainda mais - , é muito bem escrita e desprovida de devaneios. Apontando qualidades e defeitos, altos e baixos, e utilizando uma linguagem acessível e que, em muitos momentos, remete às da época em que o Barão surgiu (gírias, por exemplo), os autores envolvem o leitor rápida e racionalmente. Traduzem às emoções vividas pela banda a ponto de causar arrepios. Porém, embora seja um registro riquíssimo e com fotografias incríveis, peca, um pouco, na diagramação. O texto é interrompido com páginas e páginas de textos aleatórios e fotos, as fotos não seriam tão prejudiciais à concentração do leitor, mas outros textos foi, em minha opinião, um erro. Poderiam, perfeitamente, estar no final de cada capítulo. Com exceção deste ponto, o livro é, sem dúvida, muito bom e um registro recomendado não apenas aos fãs, mas a todos aqueles que se interessam pelo bom rock brasileiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Cândido – Voltaire&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;a href="http://minhasconchas.blogspot.com/2009/02/ha-alguns-dias-estive-navegando-pela.html"&gt;Comentário aqui.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Desonra – J.M. Coetzee&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Melhor que “À espera dos bárbaros”, “Desonra” é um exagero positivo de sensações, envolvente. Talentosamente, Coetzee vai criando uma série de esperanças no leitor e, num golpe, acaba com todas elas, surpreendendo-nos, num desfecho inesperado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Um doce aroma de morte – Guillermo Arriaga&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Conhecendo apenas seus ótimos roteiros na esfera do cinema, mas nada de literatura, mergulhei nessa leitura dividida entre curiosidade e expectativa. Com uma criatividade e estilo de escrita surpreendentes, Arriaga consegue, sem nenhuma dificuldade, seduzir o leitor e produzir (muitos) sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Contos do terror – Edgar Allan Poe&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Uma reunião de contos capazes de produzir um terror interno difícil de definir, denominar. Em alguns momentos, o horror parece surgir diante dos olhos. Não causa medo, em nenhum momento, apenas um terror e, vale dizer, posterior. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Os dados estão lançados – Jean Paul Sartre&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;a href="http://minhasconchas.blogspot.com/2009/06/doses-de-sartre.html"&gt;Comentário aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;A prostituta respeitosa – Jean Paul Sartre&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;a href="http://minhasconchas.blogspot.com/2009/06/doses-de-sartre.html"&gt;Comentário aqui.&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;Ostra feliz não faz pérola – Rubem Alves&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Aqui o Rubem Alves apresenta, com a mesma naturalidade de uma conversa, seus pontos de vista, alguns com certa agressividade, outros emocionantes e, nenhum, ausente de sua visível sensibilidade. Para alguns, outra maneira de pensar, para outros ( e é aí que me incluo), comunicação de pensamentos que, na maioria das vezes, não se diferenciam dos seus. Apesar de contar a mesma história por duas ou três vezes, ele as utiliza como diferentes argumentos, o que torna a estratégia válida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red; font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;O diabo e outras histórias – Tolstói&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Classificação: =) =) =) =) =)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Uma seleção de contos críticos, comoventes, reflexivos e profundos. Um deles, extremamente profundo, os outros, interessantes e, também, apaixonantes. A obra é muito bonita e, sem dúvida, uma riqueza literária.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: large;"&gt;Um ano de muita leitura de mundo, palcos, filmes e livros para todos(as) !&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-6906252381446734369?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/6906252381446734369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=6906252381446734369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6906252381446734369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6906252381446734369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/livros-31122009.html' title='Livros - 31/12/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-8747416323496808429</id><published>2010-02-03T15:53:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:08:30.205-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filmes'/><title type='text'>Cinema - 31/12/2009</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzzN4WI1zvI/AAAAAAAAAFM/ZIqrXEQxrHY/s1600/0,,16586240-FMM,00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421434419346263794" src="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzzN4WI1zvI/AAAAAAAAAFM/ZIqrXEQxrHY/s400/0,,16586240-FMM,00.jpg" style="display: block; margin-top: 0px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de não ter assistido muitos filmes durante o ano, foi um período de descobertas, em termos de qualidade, extremamente significativo. Devo grande parte disso, é claro, às indicações de alguém que gosto muito. A outra parte fica por conta da minha curiosidade mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao todo, foram quarenta e cinco filmes que classifiquei com&amp;nbsp;=) (risadinha), símbolo que criei (imagino que sim) e cuja conotação é a mesma das estrelinhas do &lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/default.aspx"&gt;Cinema em Cena&lt;/a&gt;, dos G´s do &lt;a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/cadernog/"&gt;Caderno G&lt;/a&gt; e assim por diante. Ganha mais&amp;nbsp;=) o filme que, em minha opinião, merecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;Vou começar pelos dispensáveis, aqueles que ganharam apenas uma risadinha por consideração, evidentemente porque não gostei do filme, não sou nenhuma crítica de cinema e, portanto, acabo sempre não sendo muito racional. Entre os filmes ruins do ano, o primeiro que assisti foi &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Sete Vidas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, um drama bem forçado, dirigido por Gabriele Muccino e com o simpático Will Smith de protagonista. O segundo foi &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Queime Depois de Ler&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, comédia dos Irmãos Coen consagrada pela crítica, mas que não me agradou nem um pouco. O terceiro foi &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Duplicidade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, um policial vergonhosamente ruim dirigido por Tony Gilroy e que não merece, sequer, uma risadinha. O quarto, &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;As Confissões de Schmidt&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, um drama dirigido por Alexander Payne que nem o magnífico Jack Nicholson conseguiu me causar alguma sensação que valesse, ao menos, duas risadinhas. O quinto filme é uma animação chata dirigida por Phil Lord e Chris Miller que fez com que eu saísse do cinema louca por um Mac Cheddar, &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Tá Chovendo Hamburguer&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Por fim, o sexto dispensável do ano que, assim como &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Duplicidade&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, ganhou uma risadinha por consideração, &lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Código de Conduta&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;, uma porcaria dirigida por F. Gary Gray. Por sorte, de quarenta e&amp;nbsp;cinco filmes, apenas seis foram muito ruins.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;Há também os ruins que me agradaram um pouco mais do que os citados acima e, por isso, mereceram&amp;nbsp;=) =)&amp;nbsp;(duas risadinhas). São eles: &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Click&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, que apesar do insuportável Adam Sandler, até tem uma proposta legal, mas não deixa de ser uma comédia normal e forçada. Em seguida, &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Sinais&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, suspense dirigido por M. Night Shyamalan que prendeu minha atenção, mas não passou disso. Por fim, &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O Bom Pastor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, dirigido por Robert De Niro e também consagrado pela crítica, mas que não faz o meu estilo, e &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Obsessão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, um drama de Kevin Bacon que não considero um bom filme, apesar de a ideia ser interessante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421434981212402674" src="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzzOZDQKs_I/AAAAAAAAAFU/C1xPpVpxXcQ/s400/vickycristinabarcelona_03.jpg" style="border: medium none; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/div&gt;Os filmes classificados com três risadinhas são os bons (muito bons) e, por isso, exigem que eu explique o porquê de não quatro ou cinco risadinhas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Crash, no limite&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Paul Haggis, o longa, curiosíssimo, muito bem conduzido e com personagens marcantes, prende a atenção e faz o que, em minha opinião, um filme deve fazer, abre espaço para interpretação, questionamentos, reflexão. Porém, por alguma razão subjetiva, eu não o veria novamente. E se essa vontade não me é produzida, significa que algo deixou a desejar, acredito que o universo em que os personagens transitam, em cinema, não me agrada (muito), embora eu tenha fixação por conflitos relacionados à personalidade, à natureza humana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O silêncio dos inocentes&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Jonathan Demme. Não me atrevo a apontar falhas num clássico como esse, limito-me a afirmar que minha expectativa era outra, mas eu gostei do filme, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Babel&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Alejandro González é, comparado ao excelente 21 gramas, fraco, mas não deixa de ser interessante e reflexivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O Som do coração&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Kirsten Sheridan, o musical é romântico e idealizado demais, talvez não merecesse, sequer, as três consideráveis risadinhas, comparado aos bons filmes que fazem parte dessa lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Na natureza selvagem&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção e roteiro do lindíssimo, talentoso e tudo de bom, Sean Penn, é bonito,extremamente interessante. Talvez um dos poucos filmes cuja frase ficou em minha memória e ficará certamente por muito tempo, “a felicidade só existe quando é compartilhada”, algo assim e que me soou muito profundo. Porém é um filme bom e não ótimo ou excelente, mas vale à pena, lógico, assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Vicky Cristina Barcelona&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Direção e roteiro do&amp;nbsp;renomado Woody Allen é incrível, porém, razões muito pessoais fizeram com que eu me identificasse aqui e ali e ficasse um pouco angustiada, triste, após ver o filme. Por isso, somente por isso, as três risadinhas. Esse foi o último longa que assisti em 2009 que pertence à lista das =) =) =) (bom).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzzQvXa5_dI/AAAAAAAAAFc/PwQxpy0ri2M/s1600-h/thereader_02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzzQvXa5_dI/AAAAAAAAAFc/PwQxpy0ri2M/s400/thereader_02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;Aqueles que foram dignos de quatro risadinhas, são os considerados ótimos. Para não tornar o post cansativo e me estender muito, a partir de agora, limito-me a apenas apresentá-los com breves ou nenhum comentário. Segue a lista. (Recomendo todos)&lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Revolver&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Guy Ritchie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Volver&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. De Almodóvar, com a linda e excelente Penélope Cruz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Um Sonho de Liberdade&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. De Frank Darabont, emocionante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Onde os fracos não têm vez&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dos Irmãos Coen, exatamente o tipo de violência que me atrai no cinema e que admiro, a não gratuita.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;O Leitor&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Stephen Daldry, com o mesmo estilo “arrastado ao extremo” de As Horas, mas com a incrível Kate Winslet arrasando na pele de sua personagem, profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Estômago&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção e roteiro de Marcos Jorge. A prova de que o cinema nacional tem sim qualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Outono em Nova York&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Joan Chen. É lindo, de chorar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Gia: Fama e destruição&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Michael Cristofer, o filme tem três elementos que adoro, Angelina Jolie numa excelente interpretação, é uma cinebiografia e, é claro, drama.&lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;O Jardineiro Fiel&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Do Meirelles. Ótimo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzzRCPm3vdI/AAAAAAAAAFk/_k4WUX8kSoI/s1600-h/antichrist_08.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzzRCPm3vdI/AAAAAAAAAFk/_k4WUX8kSoI/s400/antichrist_08.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os merecedores das cinco risadinhas e, portanto, excelentes :&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Tapete Vermelho&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção e roteiro de Luís Alberto Pereira. Engraçadíssimo e também emocionante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;O curioso caso de Benjamin Button&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;. Um drama de David Fincher, lindíssimo, que conta com a atuação perfeita do casal Brad Pitt e Cate Blanchett, uma das minhas favoritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;A Troca&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Clint Eastwood, com Angelina Jolie (minha paixão assumida) impactando-nos, é emocionante. Embora a crítica aponte falhas aqui e ali, considero o filme excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Fargo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Mais um de Ethan e Joel Coen, é fantástico, interessantíssimo. Vale à pena mergulhar nesse conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Pequena Miss Sunshine&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;.Dirigido por Jonathan Dayton e Valerie Faris. Incrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Meu tio matou um cara&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. De Jorge Furtado. Divertido e sem demais pretensões, mas um excelente entretenimento, sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Closer&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Mike Nichols, é muito profundo e carente de defeitos, aposta nos diálogos e comportamento humanos mais crus e, consequentemente, agressivos de que somos capazes quando sinceros. Lindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Sobre meninos e lobos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Um drama que acaba provocando a sensação de suspense, de Clint Eastwood. Apreensivo do início ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Divã&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Uma comédia dramática dirigida por José Alvarenga Jr. e com a atuação sempre brilhante de Lília Cabral, comove provocando risos e lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Dúvida&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção de John Patrick Shanley. Maravilhoso em todos os sentidos possíveis da palavra. A última cena, com a gloriosa Meryl Streep, é perfeita e fecha o longa com extrema qualidade, permitindo interpretações diversas e também uma análise, sobretudo, a respeito dos julgamentos que fazemos com&amp;nbsp; frequência e, na maioria das vezes, sem nenhuma certeza de nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Corra Lola Corra&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção de Tom Tykwer. Simples e muito agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Entre os Muros da Escola&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Laurent Cantet, foge de tudo aquilo que estamos acostumados a ver nos filmes que contam com a figura de um professor. Com os dois pés na realidade, o filme impressiona mais do que o esperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;A era do gelo 3&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Dirigido por Carlos Saldanha. Divertidíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;A vida de David Gale&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção de Alan Parker.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Matadores de Velhinha&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção e roteiro dos Irmãos Coen e com a minha outra paixão, Tom Hanks. Perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Mar Adentro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. De Alejandro Amenábar . É, talvez, o mais profundo que já vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Beleza Americana&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção de Sam Mendes. Um encanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Apocalypse Now&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção de Francis Coppola. Trilha sonora, fotografia e elenco de arrepiar. Excelente, porém, não é o meu estilo favorito de filme, mas isso, de maneira nenhuma, me dá o direito de lhe arrancar sequer uma risadinha, merece, com toda certeza, as cinco que ganhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: medium none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Anticristo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção e roteiro de Lars Von Trier. Extremamente difícil de classificar e, principalmente, de comentar. É angustiante do início ao fim e isso basta. Além do mais, vale dizer, a incrível Charlotte Gainsbourg, não deixa a desejar, aliás, surpreende. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="border: medium none;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Amores Brutos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;. Direção de Alejandro González. Com o lindíssimo Gael Garcia é, sem dúvida, um drama introspectivo e realista que foge (também) do comum. Exatamente o que eu gosto e um excelente filme para encerrar o ano.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-8747416323496808429?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/8747416323496808429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=8747416323496808429&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8747416323496808429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8747416323496808429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/cinema-31122009.html' title='Cinema - 31/12/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzzN4WI1zvI/AAAAAAAAAFM/ZIqrXEQxrHY/s72-c/0,,16586240-FMM,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-45042708995281202</id><published>2010-02-03T15:51:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:09:20.627-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Titãs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shows'/><title type='text'>Shows - 28/12/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzjvlddoLrI/AAAAAAAAAE8/GF4cxWPG6Ek/s1600-h/Shows+RS+04+a+07+de+setembro+174.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420345578383486642" src="http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzjvlddoLrI/AAAAAAAAAE8/GF4cxWPG6Ek/s400/Shows+RS+04+a+07+de+setembro+174.jpg" style="display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas coisas merecerem ser lembradas em época de retrospectiva. Elas estarão presentes nos meus últimos textos publicados aqui nesse ano. Optei por escrever sobre os shows, filmes e livros que tive acesso e tentar, de alguma forma, classificá-los por ordem de preferência e/ou qualidade. Como sei que não irei a mais nenhum show agora em dezembro, é sobre eles que comento inicialmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foram quatorze shows, dez dos Titãs e os outros quatro do Ney Matogrosso, Arnaldo Antunes, Nando Reis e Palavra Cantada. Titãs, para quem ainda não sabe, é minha banda do coração e a oportunidade de estar presente em duas turnês diferentes, a antiga e a do lançamento, é especialíssima. Os dez shows se apresentam em minha memória de maneiras diferentes, as emoções variam, embora a expectativa seja sempre a mesma. Em alguns fotografamos mais do que pulamos, em outros rimos e também chegamos a chorar, houve shows em que gritamos e dançamos muito, alguns vimos de perto e outros de longe, o que nos deixou entristecidas (estou me referindo a mim e minhas amigas de estrada), mas a tristeza foi, felizmente, substituída pela euforia da música logo nos primeiros segundos desses shows. Sem dúvidas, os dos Titãs foram os mais marcantes, por envolverem além da música a amizade que se fez através dela e tudo o que passamos quando viajamos para estes shows, vale lembrar, falta de passagem para a cidade desejada, mala caindo na cabeça dentro do táxi, medo de estar indo para o lugar errado e de não conseguir entrar, frio (muito frio), fotos, vídeos, van escolar, vaias do público, ameaça de cadeiradas, segurança implicante, passageira do ônibus mandando as meninas calarem a boca, mala quebrada, hotel sem elevador, banho de cerveja, empurra empurra, conversas longas e intensas, piadas internas, abraços, despedida etc. Tudo valeu muito a pena. Mas as emoções não param por aí. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Ney Matogrosso é, em minha opinião, o melhor interprete vivo de música brasileira, qualquer música, na voz dele, fica perfeita e atinge o espírito de um ser humano que tenha alguma sensibilidade. Ir a um show dele, ouvir aquela voz que não se define e sim sente, ver sua performance, era um sonho que consegui realizar em abril deste ano. O show “Inclassificáveis” atingiu minhas expectativas. Além de todos os talentos do Ney, contava também com um cenário lindíssimo. Senti, apenas, por não ter conseguido ficar mais próxima do surpreendente Ney.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de muito aguardar a vinda do Arnaldo Antunes na cidade, ele veio com o show “Iê Iê Iê”, perfeito. Tudo muito bem pensado, dosado e, como tudo o que vem do Arnaldo, incrivelmente belo e intenso. O respeito e o carinho que ele tem com o público é visível justamente pelo cuidado que teve com o show, a escolha do repertório casando com as músicas do novo álbum (nada que nos fizesse acreditar que estávamos em algum outro show antigo), ensaiando inúmeras vezes, escolhendo músicos qualificados e, ao mesmo tempo, simples. O Arnaldo é uma raridade, não sabe fazer coisas ruins e sua criatividade é ilimitada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Após todos os privilégios citados, fui ao lamentável show do Nando Reis “Drês”, que não me agradou por fazer com que eu me sentisse, ainda, no esgotado “Luau MTV”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por fim, um show infantil, Palavra Cantada "15 Anos". Me lembrou a qualidade do show do Arnaldo, muito bem pensado e extremamente emocionante, lindo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, Zélia Duncan esteve em Curitiba e eu não fui ao show que, certamente, deveria estar tão bom quanto seu último CD, "Pelo Sabor do Gesto". Eis aí um sonho que pretendo realizar em breve, a Zélia é mais uma das minhas paixões e nunca fui a um show dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue abaixo minha classificação dos shows que frequentei, por ordem de qualidade e preferência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1º Arnaldo Antunes – &lt;i&gt;Iê Iê Iê&lt;/i&gt; e Titãs – &lt;i&gt;Sacos Plásticos&lt;/i&gt; ( tá ótimo)&lt;br /&gt;2º Palavra Cantada –&lt;i&gt; 15 anos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;3º Ney Matogrosso – &lt;i&gt;Inclassificáveis&lt;/i&gt;4º Nando Reis – &lt;i&gt;Drês &lt;/i&gt;( a lá Luau) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Espero que em 2010 eu possa não só repetir a lista, mas aumentá-la. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-45042708995281202?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/45042708995281202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=45042708995281202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/45042708995281202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/45042708995281202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/shows-28122009.html' title='Shows - 28/12/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SzjvlddoLrI/AAAAAAAAAE8/GF4cxWPG6Ek/s72-c/Shows+RS+04+a+07+de+setembro+174.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2761422954758558702</id><published>2010-02-03T15:50:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:10:02.850-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Acesso (11/11/2009)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SvqvjkYG4EI/AAAAAAAAAEU/2G5TkaHHI1g/s1600-h/pensando.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402823728579403842" src="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SvqvjkYG4EI/AAAAAAAAAEU/2G5TkaHHI1g/s400/pensando.jpg" style="display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 362px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A influência, direta e avassaladora, que ele exercia sobre seu espírito, não raro, fazia com que procurasse respostas que explicassem tamanha fragilidade. Sentia-se frágil diante dele e, para que isso se confirmasse, bastava um olhar, uma ausência de resposta ou um comentário qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por que tenho sempre a sensação de saber o que ele está pensando? &lt;/i&gt;Perguntava-se. Sabia que ter acesso ao pensamento do outro é sempre um risco. Quanto mais tentava certificar-se de que estava enganada, a prova do contrário lhe invadia. Conhecia suas estratégias, temia ser alvo delas, sabendo que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria que ele não lhe desse tempo para pensar no relacionamento, cômodo para ele e com agravantes que faziam com que ela desejasse, às vezes, sumir, para esquecer suas dores, tão escondidas quanto perceptíveis. Quando estavam juntos, desistia da ideia, mas esse tempo era sempre muito curto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não conseguir frear sua imaginação e os pensamentos, chorava. Na rádio, a música colaborava tanto quanto o silêncio da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir embora, assim que suas condições financeiras permitissem era, talvez, seu único “plano” de vida, só não sabia se era fuga ou medo de, ao invés de dizer, ter de ouvir &lt;i&gt;tchau&lt;/i&gt;. Paradoxalmente, em seus pensamentos, ele sempre a acompanhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se acalmar, e para isso bastava um olhar, uma resposta ou um comentário qualquer, dormia e, ao acordar, pensava nele, voltando a sonhar com o futuro que não se concretizaria.. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2761422954758558702?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2761422954758558702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2761422954758558702&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2761422954758558702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2761422954758558702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/acesso-11112009.html' title='Acesso (11/11/2009)'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SvqvjkYG4EI/AAAAAAAAAEU/2G5TkaHHI1g/s72-c/pensando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4783053735029544691</id><published>2010-02-03T15:49:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:11:11.516-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O tempo'/><title type='text'>Quanto tempo faz? (12/08/2009)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando comprei o lançamento dos Titãs – Sacos Plásticos-, logo elegi a música “Deixa eu entrar” como a melhor, minha favorita do CD. Mas ultimamente tenho não só ouvido, mas me envolvido muito, extremamente, com “Quanto Tempo”, um reggae do Tony Bellotto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, ao ouvir a música e lembrar as fotos que andei revendo nos últimos dias, cheguei à conclusão de que mais interessante e, eu diria, impactante que a velocidade do tempo é a ferocidade das mudanças que ocorrem com ele no cerne de cada um e ao redor do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu fico recordando o preço do gás quando eu tinha cerca de doze anos, o meu desprezo pelo cinema até, mais ou menos, meus dezessete. As músicas que ouvia e os preconceitos que tinha em relação a todo o resto que não me agradasse. Escândalos em ônibus ao voltar do colégio, discursos sobre fidelidade. “O tempo passa tão depressa” que sequer sei dizer quando que transformei minha aversão ao cigarro em desejo e, depois, respeito. Também não sei quando diminuí meu moralismo e parei de julgar as pessoas, quando passei a considerar normal tudo que eu afirmava ser anormal. O que eu lembro, perfeitamente, é que eu não gostava da voz do Arnaldo Antunes e ao ouvir pessoalmente mudei meu conceito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tempo e transformação. Duas coisas que não se tem controle, quando você vê, já foram e você mal acompanhou o processo. Eu não sei dizer quando começam minhas crises e muito menos quando elas acabam, o mesmo posso dizer das paixões, das vontades mais do que passageiras. Não sei o que me fez parar quando achei que estava correndo demais, como e quando parei de escrever poemas, quando e como passei a considerar as pessoas com quem convivia insuportáveis e, igualmente, imbecis. Não sei quando parei de querer salvar o mundo, quando parei de rezar, pedir e agradecer as coisas a Deus. Chega a ser engraçado pensar que, por exemplo, as roupas que todo mundo usava, inclusive eu, passaram a ser criticadas e repugnadas por mim e, depois, respeitadas. Não sei quando comecei a respeitar as diferenças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não paro para pensar só no que aconteceu comigo, mas no mundo, no momento em que uma bomba cai, no instante em que Michael para de respirar, que alguém salta da janela, que alguém é jogado através dela, que torres caem por terra, que alguém surpreende, que uma nova banda surge, que o que falta de um lado sobra de outro, no momento em que um lar é inundado, seja por água, rancor ou felicidade. E tudo passa, pára, escapa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olhar para trás, para frente, para o agora... Tanto faz, o tempo continua passando, rasgando, colando, criando, mudando. E nessa brincadeira, você constrói uma história recheada de comédia e drama e nem percebe, porque é tudo tão rápido e imperceptível. Mas o legal de tudo isso é não olhar pelo lado ruim, se é que ele existe nesse caso, e saber que no fim tudo vira saudade, seja ela de amar, odiar ou de permanecer na indiferença. O melhor, ainda, é querer voltar no tempo e fazer tudo de novo. É aí que está o encanto do desencanto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para ver e ouvir: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jHLCwc-4l3U"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=jHLCwc-4l3U&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4783053735029544691?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4783053735029544691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4783053735029544691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4783053735029544691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4783053735029544691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/quanto-tempo-faz-12082009.html' title='Quanto tempo faz? (12/08/2009)'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5947810293502894804</id><published>2010-02-03T15:47:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:13:53.918-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Retrospectiva'/><title type='text'>Quase aos 21 - (24/12/2009)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Natal, teoricamente, deveria ser uma data marcada por momentos de reflexão ou qualquer outra coisa que se refira à paz de espírito, mas não é o que acontece, sabemos. No meu caso, há tempo e espaço para pensar na vida todos os anos, talvez por ser a data do meu nascimento, rejeitada por mim durante muitos anos e, mais tarde, aceitada ( algumas vezes até esperada). Desta vez a vida me obrigou a refletir mais e devo tornar parte do meu pensamento acessível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este foi um ano extremamente paradoxo, de um lado (o profissional) foi uma catástrofe, vivi a triste situação pós faculdade em que você sai acreditando num sonho que não se realiza, vai procurar emprego e nota que quem não se matou de estudar como você possui um salário que não se compara ao seu atual, sente-se incompetente, injustiçado(a) e desanima com tudo, cheguei a acreditar que quanto mais eu estudasse, pior seria, enfim, profissionalmente não cheguei a lugar nenhum. Por outro lado (o afetivo), posso afirmar que vivi boas e intensas emoções, talvez as melhores de minha vida. Devo meus bons momentos ao meu namorado, às minhas amigas de estrada, aos meus alunos e alunas e à minha irmã. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Iniciei meu ano conseguindo, depois de certa insistência, fazer com que o Daiton cedesse aos meus encantos (modesta) e, com isso, descobri um sentimento que acreditava ser incapaz de sentir. Cresci, aprendi a esperar, ouvi boas músicas e li bons livros. Encontrei nele uma série de características que não procurava em outra pessoa, pois acreditava que só poderiam existir em minha imaginação ilimitada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A minha paixão pelos Titãs fez com que eu conhecesse, na estrada, pessoas incríveis. Elas, minhas amigas de estrada, tiveram uma importância especial em minha vida neste ano, algumas porque tive a oportunidade de conhecer melhor, outras porque representam novas amizades e todas, por dividirem comigo a emoção de viajar atrás da música, de chorar por alguém, de dividir alguma dor e muitas alegrias. Cada uma com um brilho particular, com sua maneira de ver o mundo. Todas muito determinas, algumas mais explosivas, outras mais reservadas. Quase não posso acreditar que há, entre algumas de nós, a distância física, porque elas estiveram presentes em todos os dias do meu ano, prontas para qualquer desabafo, qualquer novidade e, até mesmo, conselhos. Uma amizade natural e, por isso, linda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quanto às crianças, no início do ano assumi a turma tida como “a pior da escola”, crianças com um pouco mais ou menos que três anos de idade. Foram meses em que me diverti muito, uma turma linda, engraçada, mas que só queria saber de brincar. Logo no início do segundo bimestre, troquei de turma, fui para a dos maiores, vale lembrar que era a que eu queria desde o início do ano. Crianças entre quatro e seis anos que deveriam ser alfabetizadas. Não há palavras que descrevam o que senti quando vi meu aluno lendo e, em seguida, as meninas. Meus alunos e alunas foram, sem dúvidas, responsáveis por não só manterem, mas despertarem minha sensibilidade e, pasmem, num ambiente de trabalho constituído por pessoas que nunca tiveram nada a ver comigo. Eu entrava na sala de aula, fechava a porta e esquecia da arrogância e ignorância que estava lá fora. Meus alunos eram meu chão e, também, meu céu. Chorei por eles e com eles. Brinquei, baguncei, briguei e gritei. Poderia ter feito tudo de qualquer jeito, a escola mal se importaria, mas pensei sempre neles e fui muito bem recompensada com isso. Com eles, não havia carência, sempre preencheram tudo. E, como se não bastasse, houve o agradecimento dos pais que, visivelmente, sentiram a informação de que no próximo ano não estarei mais lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Minha irmã, saiu de casa, caiu meu chão, voltou e ganhei segurança e amparo. Apesar de ter uma personalidade totalmente diferente da minha, é um encanto de pessoa que sempre fez tudo por mim, briga, enche o saco, mas não admite que me façam mal e eu também não posso imaginá-la sofrendo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos esses amores dividiram, cada um a sua maneira, o peso que carreguei nesse ano em relação à decepção profissional e aos problemas de saúde que, por vezes, escondi. Eu nunca revelei tudo a ninguém, aliás, sempre disse muito pouco. Essas pessoas não sabem de todos os meus problemas e aqueles que elas conhecem, conhecem superficialmente. Mas, sem a compreensão do Daiton, a alegria das minhas amigas de estrada, a inocência das crianças e o carinho da Aline, eu não teria aguentado. Hoje, quase aos 21 anos, de coração, obrigada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5947810293502894804?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5947810293502894804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5947810293502894804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5947810293502894804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5947810293502894804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/quase-aos-21-24122009.html' title='Quase aos 21 - (24/12/2009)'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1998170485784106665</id><published>2010-02-03T15:45:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:15:00.505-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><title type='text'>Confissão - 23/11/09</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SwsS3nFXvKI/AAAAAAAAAEs/lBGGLaDt5CM/s1600/corrente.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407436524182027426" src="http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SwsS3nFXvKI/AAAAAAAAAEs/lBGGLaDt5CM/s400/corrente.jpg" style="display: block; height: 240px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas coisas já nascem com a gente. Acredito que este é o caso da minha aversão à Igreja e, leia-se, religiões em geral. Nunca gostei dos padres, dos pastores e de qualquer outro tipo de gente que fique “pregando a palavra de Deus”, isso já nasceu comigo. Das missas, a única parte boa era – e ainda é- o momento da comunhão, eu adoro a hóstia, sobretudo quando mergulhada no vinho. Certa vez fui visitar o seminário de uns colegas de turma e enquanto vasculhava o local, encontrei uma taça cheia de hóstias, gentilmente, perguntei se poderia comer algumas e, com permissão, o fiz. Um pecado e tanto aos olhos dos religiosos. As missas sempre foram insuportáveis, o tempo não passa, causam sono,inquietação e, se você perde tempo de ouvir o padre, causam também repulsa. Nunca fui a uma por vontade própria, sempre estava sendo arrastada por alguém. O mesmo horror ocorreu quando fui a um culto, fiquei na dúvida se Jesus era surdo ou louco. Quando me aventurei a conhecer a doutrina espírita, de início até achei legal, algo mais aberto, mas no fim descobri que é o mesmo egoísmo disfarçado das outras. Garantia de céu, paraíso, não sofrimento, tranquilidade após a morte. E você faz tudo esperando algo em troca, só que, ao contrário dos não-religiosos, não admite o que faz parte de sua natureza, o egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sempre fui cobrada por ser assim, errada na concepção de minha avó, negativa na de minha irmã. Meus alunos têm entre quatro e seis anos e estão proibidos de falar de Deus e religião na sala de aula, todos têm consciência disso. Não que eu não permita a crença e também a cegueira, mas como se tratam de crianças e escola, faço questão de deixar bem claro que aquele não é o melhor lugar para o assunto, até porque, como sou a referência deles, qualquer que seja a discussão, pedem minha opinião e, se eu falar o que penso, corro o risco de ser linchada pelos pais no dia seguinte, portanto, não deixo a conversa fluir. Porém, a escola não tem nada a ver comigo. A direção espalha cartazes com mensagens de Deus por todos os lados, por sorte, é uma escola de educação infantil e apenas minha turma está lendo, mas não os vejo parando para lerem aquilo, eles preferem escrever cartinhas para mim. Mas a direção extrapola, enche meu planejamento de dizeres e às vezes se atreve a colar coisas em minha sala que imediatamente são arrancadas, gostem ou não. Infelizmente, sou a única lá dentro que penso assim e certamente faço parte da minoria que, dentro da educação, não permite religião. É mais fácil para as professoras dizer às crianças que um ser cujo poder é assustador, as observa e pune, até porque elas também acreditam nisso, embora, contraditoriamente, façam muito pouco pelos alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um mês estarei saindo dessa esfera, por motivos financeiros e também ideológicos. A religião faz parte dos muitos detalhes preocupantes que impedem a evolução da educação. Há também o preconceito, a submissão das escolas particulares às futilidades dos pais, e o descaso da escola pública porque o salário, independente do resultado do ensino, é garantido; e, sobretudo, a falta de consciência dos educadores sobre sua importância na vida dos alunos, sejam eles grandes ou pequenos. Embora pareça, não desisti, desejo apenas um lugar em que eu não me sinta tão estranha e que minha fala, raramente pronunciada, seja ouvida. E, sonhando um pouco mais alto, um lugar em que eu consiga, dentro da educação, fazer com que a religião seja, ao menos, questionada, pois acredito que seria um grande passo para que pudéssemos, de fato, evoluir. A religião é que barra diversos avanços, tecnológicos e intelectuais, fermenta preconceitos e, além de tudo, rouba tanto quanto nossas vossas excelências. E, vale lembrar, já nasci querendo distância dessa coisa que nos limita.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1998170485784106665?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1998170485784106665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1998170485784106665&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1998170485784106665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1998170485784106665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/confissao-231109.html' title='Confissão - 23/11/09'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SwsS3nFXvKI/AAAAAAAAAEs/lBGGLaDt5CM/s72-c/corrente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5929662088238636741</id><published>2010-02-03T15:44:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:15:33.585-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Emoção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shows'/><title type='text'>Palavra (en) Cantada. (16/11/09)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SwFP77yEIMI/AAAAAAAAAEk/4CQXIL58o1E/s1600/P1000403.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404688918899859650" src="http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SwFP77yEIMI/AAAAAAAAAEk/4CQXIL58o1E/s400/P1000403.JPG" style="display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SwFO2Fn57PI/AAAAAAAAAEc/EH0yukcLZ24/s1600/P1000409.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eram 15h e alguns minutos quando quatro ou cinco crianças conseguiram desviar a minha atenção do Tolstoi e a da minha irmã do Rubem Alves. Eufóricas, corriam pela Santos Andrade na tentativa de pegar qualquer um daqueles tantos pombos. Para nós (eu e minha irmã), foi uma diversão e tanto, ficamos encantadas com o espírito infantil que pairava no local e logo deduzimos que nós e as crianças estávamos ali pela mesma razão, o show do &lt;i&gt;Palavra Cantada&lt;/i&gt;. Passados mais alguns minutos, outras crianças – de idades variadas- começaram a se aglomerar em frente ao Teatro Guaíra, acompanhadas de adultos aparentemente ansiosos – também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já foi a um show em que, ao invés de os artistas serem chamados pelo nome, foram chamados com aplausos? Eu não, até ontem. Eram 16h quando se começou a ouvir palmas, muitas palmas, de crianças e adultos que simplesmente lotaram o Teatro. O nome do grupo não foi pronunciado, e nem o clássico “começa”, apenas aplausos calorosos. Não demorou muito para que o Palavra Cantada invadisse o palco e os corações da platéia, causando-me um descompasso emocional raríssimo, ao som de &lt;i&gt;Peixe Vivo&lt;/i&gt; e, em seguida uma das minhas tantas favoritas, a excelente &lt;i&gt;Pé com Pé&lt;/i&gt;. Eu estava com lágrimas nos olhos e um choro engasgado por, simplesmente, estar diante do trabalho mais lindo e inteligente, que conheço, voltado para crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrocinado por um colégio e duas editoras, o show veio à Curitiba com uma produção incrível, figurinos belíssimos, músicos animados e harmoniosos. O &lt;i&gt;Palavra Cantada&lt;/i&gt; me arrancou várias lágrimas durante, praticamente, o show inteiro. Mas não foram só eles que me emocionaram, eram as crianças que sabiam cantar tudo, que fizeram a maior festa em &lt;i&gt;Fome Come&lt;/i&gt;, que correram e se agarraram no palco, encantadas com o que estavam vendo. Foi também uma menininha que me deixou pasma. Ela deveria ter uns quatro anos- sou ruim para chutar idades- e era completamente fã da Sandra Peres, gritava para que ela a visse, corria em sua direção e quando conseguiu tocar um fio dos cachos ruivos da Sandra, enlouqueceu, era de fato, uma fã. Fiquei feliz quando, no término do show, ela conseguiu subir no palco e abraçá-la. Só quem tem um ídolo pode entender a importância disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os clássicos, cantaram também uma música nova, lindíssima, cuja única parte da letra que me recordo é : &lt;i&gt;“se eu não viver, ninguém vai viver por mim”[...] "Se eu não chorar, alguém vai chorar por mim..."&lt;/i&gt;. Fica aí a dica de um show para crianças feito por adultos conscientes da importância da música na formação humana, emocionante, sensível, alegre e com uma qualidade absurda. É muita beleza, impossível não compartilhar. Segue um vídeo de &lt;i&gt;Fome Come&lt;/i&gt;, eu gostaria de ter gravado &lt;i&gt;Pé de Nabo&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Criança Não Trabalha&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Pé com Pé&lt;/i&gt;, mas a emoção não permitiu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OmQ81W9-SH8&amp;amp;hl=pt&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/OmQ81W9-SH8&amp;hl=pt&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5929662088238636741?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5929662088238636741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5929662088238636741&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5929662088238636741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5929662088238636741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/palavra-en-cantada-161109.html' title='Palavra (en) Cantada. (16/11/09)'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SwFP77yEIMI/AAAAAAAAAEk/4CQXIL58o1E/s72-c/P1000403.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2683475108509040116</id><published>2010-02-03T15:43:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:20:10.997-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida e Morte'/><title type='text'>Reflexões - 20/10/09</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/St-B1eKpF7I/AAAAAAAAAEM/DtGjegV716c/s1600-h/183_g.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395173634243893170" src="http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/St-B1eKpF7I/AAAAAAAAAEM/DtGjegV716c/s400/183_g.jpg" style="display: block; height: 344px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;(Perder - 2002 - Arnaldo Antunes)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Volto para casa após uma viagem maravilhosa. Não sei se desejei essa volta, mas senti saudades de algumas pessoas. Em nenhum momento pensei nos problemas que havia deixado para trás e nos que iriam surgir... Após dias seguidos e intensos de êxtase e cansaço é impossível pensar no outro lado da vida. Mal cheguei aqui e o outro lado se apresentou, desta vez, ao invés de chorar, descontar fúria e dor nos outros, escrevi em meu diário e comecei a relembrar a semana da bienal de Curitiba que, como já escrevi aqui, mexeu bastante comigo. O que ainda não revelei foi o que Rubem Alves me causou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de duas horas antes de sua fala ter início, guardei meu lugar na segunda fileira. É bom ressaltar que só havia lido alguns artigos dele, nenhum livro e não era sua fã. Extremamente sensível e temperado com uma inteligência incrível, Rubem Alves remetia suas palavras direto para o meu coração, arrancou risadas e, acreditem, lágrimas, não só minhas, notei que outras pessoas choraram quando ele chegou ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Miguel Sanches Neto me concedeu uma luz no âmbito profissional, Rubem Alves fez com que eu acordasse para a vida, por meio de suas palavras, sorrisos e até mesmo seu silêncio. O interessante que é não foi uma coisa momentânea, com nenhum dos dois. Percebi a importância de ter ouvido o Rubem quando me vi diante de uma viagem quase que louca, porque eu estava desempregada, e ele só me ajudou a decidir que valia a pena (na verdade foi um apoio porque eu já estava decidida). E depois, num outro momento, lembrei da frase dele que talvez tenha sido a que mais senti, embora não seja algo muito diferente do que estamos acostumados a ouvir, acredito que foi o tom que ele deu as suas palavras.... “a morte nos torna sábios porque ela nos faz pensar naquilo que é essencial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar diante da morte, física ou não, e peneirar a vida, é um exercício não tão doloroso quanto seu resultado. E, talvez por esse ser meu pensamento quase que constante, eu sinta muita dor e tenha tanta pressa. Pressa em ver as pessoas que amo, e aqui me refiro ao olhar mesmo, telefone, e-mail, nada disso resolve meu “problema”, o meu grande problema de não saber esperar por temer que a espera seja eterna. Esta atitude de ser humano mimado, faz com que se exclua exatamente o essencial. Ações guiadas pelo medo não são saudáveis, prejudicam os dois lados, e é aí que mora – e se justifica- parte de minha agressividade. Lembrar das palavras de Rubem Alves faz com que eu tenha mais cautela com o outro lado da vida, que citei no início. Algumas pessoais, idéias ou até mesmo coisas, possuem um peso inimaginável em nossas vidas, por revolucionarem, de alguma forma, o nosso interior... &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2683475108509040116?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2683475108509040116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2683475108509040116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2683475108509040116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2683475108509040116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/reflexoes-201009.html' title='Reflexões - 20/10/09'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/St-B1eKpF7I/AAAAAAAAAEM/DtGjegV716c/s72-c/183_g.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2735422078780375688</id><published>2010-02-03T15:40:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:20:55.780-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Nós e o que agrada nossos ouvidos (14/10/2009)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/Stak2mR3MoI/AAAAAAAAAD8/xFDuPOByEYI/s1600-h/mu.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392678861718106754" src="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/Stak2mR3MoI/AAAAAAAAAD8/xFDuPOByEYI/s400/mu.bmp" style="display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 341px;" /&gt;&lt;/a&gt;Ouvi dizer e, por experiência, concordo, que as músicas que gostamos dizem muito sobre nossa personalidade. O mesmo acontece com livros, filmes, lugares que optamos por freqüentar, etc. Não poderia ser diferente, trata-se de uma informação óbvia quando o que temos é uma ótica mais ampla e sem muitos aprofundamentos. E quando resolvemos nos ater a algumas coisas é que percebemos que conhecer o outro é, de fato, um desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o sujeito e a música que ele escuta, existe o discurso que ele profere e as atitudes que adota. Tudo isso pode se somar e definir com perfeição uma personalidade, quando não há contradição. Mas o ser humano é uma contradição constante e, nesse caso, as preferências acabam por dizer muito pouco. Exemplo disso é o meu posicionamento, as músicas que escuto e meu discurso sobre o casamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é novidade para ninguém que sou absolutamente contra o casamento, vejo nesse contrato o fim do que realmente faz sentido na vida daqueles que sentem alguma coisa. O fim da saudade, da surpresa, do silêncio, do sentimento. Em todas as estórias que escrevo, de alguma forma, deixo transparecer uma das minhas opiniões mais consistentes, essa. Por outro lado, contradizendo tudo isso, notei que algumas das minhas músicas favoritas acabam com meu discurso. &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/sergio-britto/cama-mesa-e-banho.html"&gt;“Cama, mesa e banho”&lt;/a&gt;, Sérgio Britto; &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/nando-reis/hoje-eu-te-pedi-em-casamento.html"&gt;“Hoje eu te pedi em casamento”&lt;/a&gt;, lançamento do Nando Reis; &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/arnaldo-antunes/pedido-de-casamento.html"&gt;“Pedido de Casamento”&lt;/a&gt;, Arnaldo Antunes; &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/legiao-urbana/o-descobrimento-do-brasil.html"&gt;“O descobrimento do Brasil”&lt;/a&gt;, Legião Urbana. Gosto absurdamente de todas elas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há quem diga que, no fundo, quero me casar. Eu prefiro a hipótese de que o que faz com que eu goste tanto das músicas listadas é a beleza que encontro nelas, convenhamos, todas possuem ótimas letras e melodias. Sendo assim, o que me prende não é um ideal, mas a estética. Mas aí eu me pergunto, por que o mesmo não acontece com as músicas cujo foco é a religião? Como é de conhecimento de todos, tenho aversão a todas elas e, diferentemente do caso que acabo de citar, as músicas que escuto a respeito só sustentam meu posicionamento. Exemplo disso é uma das minhas favoritas dos Titãs, &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/titas/igreja.html"&gt;Igreja&lt;/a&gt;. Em nenhum momento a música me contradiz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diante de tamanha ambigüidade, porque também faz parte da minha lista de favoritas &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/arnaldo-antunes/essa-mulher.html"&gt;“Essa Mulher”&lt;/a&gt; do Arnaldo Antunes; &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/marisa-monte/satisfeito.html"&gt;“Satisfeito”&lt;/a&gt; de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte; &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/cazuza/o-nosso-amor-a-gente-inventa-estoria-romantica.html"&gt;“O nosso amor a gente inventa”&lt;/a&gt;, Cazuza e &lt;a href="http://vagalume.uol.com.br/titas/isso%28sem-cifras%29.html"&gt;“Isso”&lt;/a&gt; dos Titãs, não consigo chegar a nenhuma conclusão a respeito da minha curiosa personalidade. Talvez essas músicas me agradem tanto por falarem, também, de amor e sensibilidade, no que eu realmente acredito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto ao que formulamos a partir das preferências alheias, mantenho minha velha opinião de que, as definições apressadas tendem a nos levar a um tremendo engano, o que, por vezes, quando dito, pode causar conflito. Portanto, observar e ficar na dúvida é bem mais prazeroso e produtivo do que a certeza que, na maioria das vezes, está equivocada ou dói. Mas, e as músicas? Elas dizem, sim, muito sobre nós, mas elas também encobrem, calam, e cabe ao outro, conforme o interesse, descobrir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2735422078780375688?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2735422078780375688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2735422078780375688&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2735422078780375688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2735422078780375688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/nos-e-o-que-agrada-nossos-ouvidos.html' title='Nós e o que agrada nossos ouvidos (14/10/2009)'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/Stak2mR3MoI/AAAAAAAAAD8/xFDuPOByEYI/s72-c/mu.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-3278409337786957142</id><published>2010-02-03T15:38:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:22:16.627-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alunos (as)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crianças'/><title type='text'>Comoção - 09/10/2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho uma aluna que é um marco do universo maduro infantil. Será possível isso? Sim, descobri tal possibilidade a medida que fui explorando a profundidade da Julia. Quando assumi a turma, ela me encarou com seus olhos claros e raros e disse “não gosto de você”. Com o tempo, fomos nos aproximando e a conquistei no momento em que a deixei me conhecer, nada forçado ou premeditado. Antes de saber quem era aquela menina, eu já tinha as minhas alunas favoritas, com as quais tinha mais contato e sentia mais carinho, etc. Porém, não sei dizer quando, mas talvez saiba como, a Julia “roubou” o lugar delas. Por fora, maldosa, prepotente. Por dentro, a criança mais sensível que já conheci. E é por isso que não me canso de dizer que é linda. Uma pessoa linda não é aquela que reúne os atributos físicos necessários para tal, mas alguém que os renova, que transmite beleza. Uma pessoa linda é alguém que tem sempre o tempo a seu favor, encanta, ensina, renova. Uma pessoa linda é um mistério. É isso que minha aluna é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando resolvi sair da escola, não pensei nela e em nenhuma outra criança, atendi ao meu desejo de sair dali porque as crianças eram só o que me agradava naquele ambiente, só me sentia bem fechada com meus alunos na sala de aula. Não parei para pensar que essa era justamente a razão pela qual eu não deveria sair, eu tinha o principal, um bom relacionamento com meus alunos Enfim, saí e voltei. Quando retornei tive uma recepção maravilhosa da maioria, mas a Julia, me implorando para que nunca mais faltasse, argumentando que gostava de mim, foi o que mais marcou e emocionou. Desde então parecemos hora amigas, hora mãe e filha, irmãs, mas nunca professora e aluna, estamos sempre muito próximas e íntimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu a peguei chorando. E ela é uma criança que não chora, não briga por brinquedos, se impõe, é determinada, autêntica. Ela me disse que não queria ter vindo para a aula. Sem saber a razão de sua vontade, tentei consolá-la dizendo que logo iria brincar com ela. Aí ela se aproximou e disse : “não é isso. É que meu vô ta doente e eu queria ter ficado com ele” e desandou a chorar. Eu a abracei e disse que ele iria melhorar. “Ele tosse muito”, disse, chorando ainda mais. Isso é sensibilidade, não o choro dessa criança, mas a dor de não ter podido fazer companhia ao avô, que ama. Sinto calafrios só de pensar no coração dessa menina quando lhe arrancarem, para sempre, o seu avô. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-3278409337786957142?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/3278409337786957142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=3278409337786957142&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3278409337786957142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3278409337786957142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/comocao-09102009.html' title='Comoção - 09/10/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-3532320981091424422</id><published>2010-02-03T15:37:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:27:35.129-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prazer e dor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meu silêncio'/><title type='text'>Sobre as dores - 19/09/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SrWgteI34dI/AAAAAAAAADQ/dYF6Km4N2FE/s1600-h/florrrr.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383385632636133842" src="http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SrWgteI34dI/AAAAAAAAADQ/dYF6Km4N2FE/s400/florrrr.jpg" style="display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 226px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há dois dias venho enfrentando, pela terceira vez, uma infecção urinária (deve ser esse o nome, nenhuma das vezes consultei um médico). A primeira já começou num estágio bem avançado, não teve aviso prévio. Minha mãe, diante de meu choro quase que gritado, me ofereceu um de seus remédios que felizmente fez com que no dia seguinte eu já me considerasse bem melhor. A segunda vez foi apenas uma ameaça, talvez um sinal de que futuramente as coisas se complicariam. A terceira e atual é a que vem sendo mais longa, por sorte, nunca sofri muito tempo com isso, costumo me livrar rapidamente da tortura. Não diferente das outras vezes, o banheiro passa a significar para o mim o mesmo que a cadeirinha do pensamento significa para crianças na escola, castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As histórias de loira do banheiro, possibilidades de pegar doenças ou engravidar em sanitários públicos nunca me atormentaram, mas aos vinte anos temo saciar minha sede por saber que ela resultará em dor. E não é qualquer dor, é a pior que já conheci. Certamente devem existir outras que se superam, mas não me apresentaram e agradeço a natureza ou a qualquer outra coisa por isso. Imagine facas afiadíssimas saindo de dentro de você, lenta e constantemente. É isso, e o resultado você já pode imaginar, contração, desespero, fraqueza e finalmente o choro. Geralmente dor acaba em choro e isso me faz pensar em consolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consolo para dor, seja ela física ou não, é prazer. É por isso que por mais que você se “descadere” na espera cansativa por um show, quando ele começa você esquece toda e qualquer dor, ela é consolada, substituída. As palavras quando não conseguem cessá-la, de nada valem, o mesmo acontece com todas as outras manifestações que estamos acostumados a fazer e receber. A dor da saudade, por exemplo, é curada com “estou com saudades”, fotografias, cartas, lembranças ou “queria estar com você”? Pelo contrário, só atenua o sentimento e, inclusive, gera outros que pioram a situação, tristeza, angústia, revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem dores impossíveis de serem detidas, uma delas acredito que é a da perda. Não existe prazer que supra isso, a não ser que se recupere o que perdeu. Caso contrário, o que resta é nos acostumarmos com uma dor que vai estar sempre presente e envolvendo tantas outras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nós entendemos isso, perfeitamente. Nada do que estou afirmando é novidade, porém, na prática usamos todos aqueles velhos artifícios descartáveis. Por situações como as que imagino agora, que envolvam tudo o que me referi, sou completamente a favor do silêncio, porque ele é sentido e sincero. Lembro-me de quando me vi numa situação bem complicada com uma pessoa que gosto absurdamente. Eu poderia ter armado um barraco, jogado mil palavras ofensivas, carregadas de mágoa ou de ódio em cima dele. Poderia – por que não? – bater ou sair do carro correndo, como nas novelas, em que se bate a porta e corre para o quarto chorar, com a esperança de receber flores que consertem tudo no dia seguinte. Mas o que fiz foi ficar quieta, absolutamente calada e ali. Ele queria que eu falasse ou fizesse alguma coisa, qualquer coisa, mas eu continuava em silêncio, uma porque eu precisava daquilo, “silêncio enquanto penso, barulho enquanto durmo”, já grita Ana Cañas e concordo. Outra porque eu realmente não sabia o que falar e quando comecei a sentir que meu silêncio estava ferindo tanto quanto eu me sentia ferida... Sim, eu o estendi o máximo que pude, mas eu não conseguiria se tivesse que forçá-lo. Por sorte, sou de poucas palavras, apesar de adorar contar histórias e falar da vida dos outros. Mas isso não diminuiu a dor que eu sentia no momento. Somente quando percebi que o prazer de tê-lo em minha vida era maior do que toda e qualquer coisa, senti e notei que estava bem, curada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, sentimentalismos resolvidos. Mas e as tais vias urinárias, o que faço com elas? Os remédios representam um processo lento e o são de fato, e meu corpo continua trabalhando. Ele bem que poderia descansar e me livrar do “xixi” por esses dias, mas não, continua seguindo sua rotina. O mais interessante é que também enfrento uma rotina, a de ser vigiada no banheiro com um olhar de piedade que, como se não falasse por si só, vem acompanhado das palavras “coitadinha”, “mãezinha”, “que dó...” que saem da boca de minha mãe que fica o tempo todo observando- raramente lembro-me de fechar a porta- o processo. Devo fazer umas caras interessantes, afinal, qual é a razão de se ficar olhando uma pessoa com infecção urinando? Eu nunca tive essa tara. &lt;i&gt;Coitadinha&lt;/i&gt; da minha mãe, deve estar querendo me consolar de alguma forma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-3532320981091424422?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/3532320981091424422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=3532320981091424422&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3532320981091424422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3532320981091424422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/sobre-as-dores-19092009.html' title='Sobre as dores - 19/09/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SrWgteI34dI/AAAAAAAAADQ/dYF6Km4N2FE/s72-c/florrrr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2943836389830495258</id><published>2010-02-03T15:35:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:28:57.072-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alunos (as)'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crianças'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, ao voltar para o trabalho que eu havia abandonado, fui recebida pelas minhas colegas e amigas com sorrisos e declarações de saudades, mas o que me fascina são as crianças. Ainda no portão, ouvi gritos de dentro da escola anunciando que eu estava ali, logo surgiram carinhas na janela e corpinhos correndo em minha direção, mal pisei dentro da escola e já tinha minhas pernas tomadas por crianças que não queriam me soltar, como se eu fosse fugir dali. Nos olhos daqueles pequenos que em grande parte era da minha turma, notei alegria, euforia e um sentimento de carinho por mim extremamente verdadeiro, comportavam-se como se tivessem ganhado doces e brinquedos e, num determinado momento, minha aluna mais fria e dona de um ar superior, disse: “tia Laís eu não quero mais que você falte, você não vai mais faltar né?”, perguntei “por quê?” e ela complementou “Porque eu gosto de você e não quero que você falte”. Só Deus sabe o quanto isso me tocou, pesou e significou, não me refiro só as palavras dela, mas às atitudes da maioria das crianças.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mais engraçado é que quando assumi a turma, um ou dois gostaram da idéia, o resto declarou que não, e foram justamente os que não me aceitaram de início que perguntaram por mim, fizeram festa quando voltei e pediram para que eu não faltasse mais. Sinto-me honrada por ter um espaço no coração deles, por ter conseguido passar algo para suas cabeças, por ter sido de fato uma professora e não somente uma atendente infantil. Não me lembro de ter sido tão bem acolhida em algum outro momento de minha vida, não com tamanha simplicidade e sinceridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando decidi “abandoná-los” fui tão egoísta que não parei para pensar no quanto dói uma perda, sobretudo quando trata-se de uma referência. Mas a culpa não é só minha e isso faz com que minha consciência não pese. A administração da Escola é talvez a única responsável por tamanho alvoroço, pois como em diversos e múltiplos lugares, não valorização moral e muito menos financeira, sem contar a impossibilidade de evolução. Tudo que aprendi, desde que comecei a trabalhar com educação infantil, foi com as crianças, elas me devolveram a sensibilidade que a filosofia havia arrancado, me concederam uma responsabilidade gigante, souberam me encantar e me enlouquecer, fizeram com que eu me sentisse mãe e desejasse ser de fato, tornaram minhas palavras significativas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crianças são sim uma caixinha de surpresas e a educação é muito injusta com elas. A escola é especialista em matar artistas, sonhos, críticos e modelar todos num padrão cujo nível é vergonhoso e lamentável. Se todos nós mantivéssemos nosso espírito de criança- e não infantil- acredito que seríamos bem mais realizados, porque é preciso gritar e bater quando algo não lhe agrada, chorar quando se sente dor, declarar um amor e perguntar quando não se sabe, não se entende. É preciso pedir explicação, correr, rir e, principalmente, não se conformar com as coisas. Mas não somos crianças, por mais que tenhamos atitudes infantis. Infelizmente passamos pela escola, nos acomodamos com a televisão e nos conformamos com o mundo que nos ofereceram, freqüentando igreja nos finais de semana, julgando tudo e todos e desprezando o diferente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando estou com crianças, esqueço meus problemas e só consigo pensar no essencial da vida. Eles me oferecem um mundo, uma realidade que talvez não se encontre nem em livros. Não deveria tê-los abandonado, preciso deles muito mais do que eles de mim. E os pequenos nem sonham com isso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(10/09/09)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2943836389830495258?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2943836389830495258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2943836389830495258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2943836389830495258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2943836389830495258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/hoje-ao-voltar-para-o-trabalho-que-eu.html' title=''/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2275256209080828854</id><published>2010-02-03T15:34:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:30:08.759-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão pelas palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escritores'/><title type='text'>Encantos e Descobertas - 01/09/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SrY3zUO4KVI/AAAAAAAAADY/UM3J8j84DAc/s1600-h/leitura%255B1%255D%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383551759311972690" src="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SrY3zUO4KVI/AAAAAAAAADY/UM3J8j84DAc/s400/leitura%255B1%255D%5B1%5D.jpg" style="display: block; height: 294px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem tive uma experiência enriquecedora, percebi e senti que uma das melhores opções que fiz nesse ano foi ir até a I Bienal do Livro de Curitiba, sem nenhuma outra pretensão que não fosse prestigiar pessoas que admiro, no caso, Regina Ziberman e Miguel Sanches Neto, ele pouco li e pouco conheço, mas tinha a curiosidade de vê-lo e ouvi-lo, já a Regina me encanta com seus textos. Eu a conheci na pós e me apaixonei tanto pela forma como pelo conteúdo de todo o seu trabalho. Ela não me surpreendeu, apenas atendeu as minhas expectativas que não eram poucas nem pequenas. Quem me causou um verdadeiro impacto mesmo não foi a autora e professora que tenho como referência, mas o Miguel Sanches. Agora, faltam-me palavras para defini-lo e expressar o que, a partir de ontem, a figura dele passou a representar para mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o que esse cara fez? Falou das próprias experiências e aquilo me encantou pelo fato de ter feito com que eu me encontrasse. Não gosto de admitir isso, mas sou uma pessoa que embora tenha sido precisa na hora de decidir meu curso, ainda não tinha- até ontem- me achado, ainda estava meio perdida, sem saber o que queria de minha vida no sentido profissional. E com as palavras não só do Miguel, embora ele tenha sido mais impactante, mas também da Regina, me dei conta que em três anos de filosofia nunca me entreguei tanto a um congresso ou curso, como o fiz ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri que embora eu não me arrependa nem um pouco por ter cursado filosofia, pelo contrário, e também seja apaixonada por psicanálise, o meu terreno, o lugar onde eu tenho que pisar e transitar é a literatura, é disso que eu gosto. Na tarde anterior, tive a sensação de estar em casa e isso fez com que eu sentisse vontade de não sair mais dali. Talvez eu esteja me precipitando ao afirmar isso, mas acredito que esse sempre foi o meu foco e, pode-se dizer, o meu talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tarde decidi o tema da minha monografia da especialização e meus próximos passos. Contra toda essa minha vontade, possuo elementos bastante prejudiciais, mas que podem ser superados, desde que eu tenha paciência e dedicação. Estes elementos dizem respeito a minha formação literária. Conto com uma bagagem absolutamente fragmentada, vaga e limitada, o que se trata de um processo que não pode ser resolvido da noite para o dia, não posso me atualizar num ano, por exemplo. A literatura entrou muito tarde em minha vida, sempre houve uma falta de estímulos externos, isso inclui escola e casa. Criei o hábito de ler por iniciativa própria, embora já escrevesse há muito tempo. Mas a leitura entrou muito tarde em minha vida, faltava interesse, outras coisas eram mais importantes. Porém, como eu tinha essa inclinação, escondida em algum lugar, acredito que se tivesse sido “estimulada” teria hoje uma bagagem bem mais significante do que a que tenho. E foi basicamente sobre esse “estímulo” que os palestrantes discutiram e,talvez, o ponto em que mais me identifiquei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil transmitir esse meu contentamento para quem está de fora e por mais que conheça meus conflitos, não conviva com eles. O que posso afirmar é que graças a Bienal resolvi pelo menos uma parte dos meus problemas, por influência direta desses dois participantes que citei. Não somente me identifiquei com eles, em diferentes aspectos, mas aprendi muito e me descobri.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Recomendo o evento para todos aqueles que gostam ou simplesmente possuem algum tipo de curiosidade em relação à literatura. É barato, longe, mas muito, muito enriquecedor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Informações:&lt;a href="http://www.bienaldolivrocuritiba.com.br/"&gt;http://www.bienaldolivrocuritiba.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2275256209080828854?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2275256209080828854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2275256209080828854&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2275256209080828854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2275256209080828854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/encantos-e-descobertas-01092009.html' title='Encantos e Descobertas - 01/09/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SrY3zUO4KVI/AAAAAAAAADY/UM3J8j84DAc/s72-c/leitura%255B1%255D%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-835431279682593732</id><published>2010-02-03T15:33:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:31:46.598-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Titãs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Se eles soubessem... (23/07/2009)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/Smj42B9fPHI/AAAAAAAAADA/IXzRL6Bqqzg/s1600-h/OgAAAH0c3-fMcekey1BoZplr9WMQe3HHNcLL-jW8OvoWZWLuAsOgXlZwWj2UHUeV4El6Fi5JNT6qTOZpnltHfaDbqJIAm1T1UJJqUFYzKJe6nv-dZXy0l4yagXRP.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361808963507534962" src="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/Smj42B9fPHI/AAAAAAAAADA/IXzRL6Bqqzg/s400/OgAAAH0c3-fMcekey1BoZplr9WMQe3HHNcLL-jW8OvoWZWLuAsOgXlZwWj2UHUeV4El6Fi5JNT6qTOZpnltHfaDbqJIAm1T1UJJqUFYzKJe6nv-dZXy0l4yagXRP.jpg" style="display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela história de que homem é como vinho, na prática, é não só real, como tentadora. Neste exato momento, troco e-mails com minhas amigas de alguns cantos do país, num nível que, se alguém que não nos conhece inventasse de ler, certamente ficaria com um pé atrás frente as nossas brincadeiras, achando que, de fato, aí tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tudo isso, fiquei tentando encontrar coisas que temos em comum, além do evidente, pois nossas piadas e perversões só têm graça e sentido entre nós (a tentativa de passá-las adiante é frustrante). Há alguns dias, mais uma louca foi incluída nos e-mails. Eu não a conheço pessoalmente, nunca tinha trocado uma palavra com ela e, logo de cara, gostei da Ana, isso não é normal, não comigo que sou toda chata e anti- social. Aí vem a pergunta que não cala: o que temos em comum além do evidente? Modestamente, acredito que começamos a nos identificar por termos uma cabeça um pouco menos alienada do que o restante do mundo, gostamos de música de qualidade, cinema, literatura e, pasmem, temos uma doutora no grupo que tem apenas 25 anos de idade. Antes que coloquem palavras em minha boca ou em meu blog, não pensem que avalio a cabeça de um ser humano pelos títulos que ele carrega. Porém, nossa doutora é sim incrível. Como se não bastasse, somos todas meio míopes, o que não significa que o que consideramos bonito seja feio, afinal, temos óculos, lentes de contato e excelentes colírios – que estão há muito tempo no mercado – a nossa disposição. Além de tudo isso, cheguei a conclusão que o que nos liga, além do evidente – repito-, é nossa personalidade em si, que reúne diversos atributos que sequer percebemos, mas que são a causa de transformar uma reunião de fãs numa amizade de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eles (nossos ídolos) soubessem o quanto, além de bons no que fazem – imagino que em tudo-, são influentes em nossas vidas, a ponto de fazer com que pessoas de diferentes lugares se reúnam, a princípio só por causa deles e, assim, construam uma amizade capaz de compartilhar, ainda que a distância, dores, alegrias e aquelas coisinhas do dia a dia que as pessoas que estão próximas de nós não querem nem saber... Ah se eles soubessem... Não sei como se sentiriam, mas certamente nem sonham com o número de vezes que são citados em nossas conversas diárias. Mal sabem eles que temos uma imaginação mais do que fértil- outro ponto em comum- que fez com que um deles comprasse um parque aqui em Curitiba, com que outro tivesse a causa de sua felicidade disputada, com que gravassem um cd cujas músicas são todas relacionadas diretamente a nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, quando paro para pensar na relação que tenho com essas meninas, acho que estou sonhando, simplesmente porque a vida longe do bom humor, do bom gosto e do coração delas, segue muito sem graça, salvo alguns amigos (as) que tenho por aqui e, diga-se de passagem, também são importantes o suficiente para compartilharem piadas e emoções internas. Voltando as fãs, encerro com uma frase da Gaúcha: “Bah, que Setembro chegue logo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Elas não sabem, mas têm sido a salvação dos meus dias ruins. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-835431279682593732?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/835431279682593732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=835431279682593732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/835431279682593732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/835431279682593732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/se-eles-soubessem-23072009.html' title='Se eles soubessem... (23/07/2009)'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/Smj42B9fPHI/AAAAAAAAADA/IXzRL6Bqqzg/s72-c/OgAAAH0c3-fMcekey1BoZplr9WMQe3HHNcLL-jW8OvoWZWLuAsOgXlZwWj2UHUeV4El6Fi5JNT6qTOZpnltHfaDbqJIAm1T1UJJqUFYzKJe6nv-dZXy0l4yagXRP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-7674430798041230211</id><published>2010-02-03T15:32:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:32:47.360-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paixão pelas palavras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Livros'/><title type='text'>O direito de ler - 12/07/2009</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357639017456115218" src="http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SlooTOY-nhI/AAAAAAAAAC4/6BjjflDMqhQ/s400/TheReaderFragonard.jpg" style="display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 319px;" /&gt;(&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Pintura: A leitora- Fragonard&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei se isso de deve ao fato de eu ser uma pessoa desligada, ou talvez, ligada demais ao que acontece ao meu redor, ou por simplesmente ser do sexo feminino, ocorre é que tenho uma dificuldade de concentração incrível. Às vezes me pego “lendo” e pensando na foto que não tirei com o Charles Gavin, ou seja, só estou cansando meus olhos e não assimilando nada. Ok, isso é um problema meu, o resto do mundo não tem culpa, muito menos o Gavin. Quando isso acontece e, vale dizer, quando me dou conta de tal, paro a leitura e vou fazer qualquer outra coisa. Mas eu gosto de ler e gosto mesmo, tenho certeza disso porque, como afirmei em meu outro blog, gostar dói. E ler, hoje em dia, exige muita vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estou dormindo, e nisso pareço um bebê devido ao sono necessário e, ao mesmo tempo, fragmentado. Enfim, enquanto durmo, todos me respeitam, não me passam ligações, diminuem o volume do som, fecham as janelas sem que eu ao menos peça, se aparece alguém no portão atrás de mim fazem o favor de mandar embora, exceto quando vieram me intimar para trabalhar nas eleições, suponho que minha mãe tenha ficado com medo, por isso me tirou da cama numa tarde ensolarada. Ou seja, meu direito de dormir é extremamente e desnecessariamente respeitado, só não o é pelo meu pai que, nesse sentido, por sorte, não mora comigo. Já o meu direito de ler...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estou lendo, tenho a impressão de que, aos olhos das pessoas que moram comigo, estou vendo novela. Sim, porque posso me trancar no quarto que alguém entra pela janela ou pelo vão da porta para me desconcentrar. É música alta e ruim- diga-se de passagem-, gente cantando no meu ouvido, me fazendo perguntas irrelevantes, puxando conversa, como é que alguém consegue ser tão inconveniente a ponto de querer conversar com o outro que está no meio de uma leitura?. Como se isso não bastasse, as pessoas me chamam para fazer as coisas, desde lavar a louça a baixar uma música no computador. O foco muda, um pouco, quando digo que estou estudando. Mas agora, nas férias, a mentira não se aplica. Ler por puro e simples prazer deve ser crime, bom seria se esse fosse um problema apenas meu, uma situação que só existe em meu doce lar, mas não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, ao longo de sua história, reservou um lugar muito pequeno para nós, leitores e escritores. Na verdade, acho que não reservou nada, nós roubamos nosso pequeno espaço. No fundo, somos ladrões silenciosos, aos poucos, nós, escritores, vamos roubando umas características daqui, situações dali e, em cima disso, inventamos, criamos e recriamos. E nós, leitores, roubamos sensações. Nossa corrupção é tão sadia quanto invisível e só causamos impacto entre e por nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas me respeitam quando durmo, porque elas também dormem. Não me respeitam quando leio, porque elas não lêem. Ler, aos seus olhos, precisa ter uma finalidade, ajudar a superar um problema (auto-ajuda), entrar em contato com Deus, passar num concurso ou vestibular, ir bem na prova. Pouco lhes interessa se quero saber como foram avaliados pelos críticos determinados filmes e livros, se gosto de algumas colunas dos jornais e, principalmente, se me realizo ao ler Dostoievski. Sim, atualmente, estou redescobrindo minha paixão pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me assusta, decepciona, não sei ao certo que sensação isso me provoca, é que isso aqui só vai ser lido por quem gosta e, consequentemente, respeita a leitura. Quem deveria ler, vai assistir a dança dos famosos. Afinal, eu continuo sendo uma chata mal humorada que, apesar disso, pode ajudar a irmã com a depilação usando o velho discurso de que não dói, a mãe a colocar fotos no Orkut e a avó a preencher a tele-sena. E meu pai? Ele não respeita meu direito de dormir, de fato, mas o de ler... Ele me admira por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler, hoje em dia, é sinônimo de força de vontade. Não faço exercícios físicos, mas leio e escrevo. Ajuda?&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-7674430798041230211?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/7674430798041230211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=7674430798041230211&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7674430798041230211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7674430798041230211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/o-direito-de-ler-12072009.html' title='O direito de ler - 12/07/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SlooTOY-nhI/AAAAAAAAAC4/6BjjflDMqhQ/s72-c/TheReaderFragonard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-3747857750200797170</id><published>2010-02-03T15:31:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:36:46.049-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Michael Jackson'/><title type='text'>É, as pessoas morrem. (26/06/2009)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SkTu-kpYEXI/AAAAAAAAACo/nf4YJyigRyo/s1600-h/michael.bmp"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351665015979512178" src="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SkTu-kpYEXI/AAAAAAAAACo/nf4YJyigRyo/s400/michael.bmp" style="display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 298px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Michael Jackson está morto. Certamente nesta manhã o número de downloads de suas músicas e acesso a vídeos, fotos, etc. triplicou. Agora, ele é o Rei do pop, agora reconhecem que ele inventou uma dança única, agora ele tem valor. Estou exagerando? Talvez, sempre fui defensora assumida e, conseqüentemente, criticada, do Jackson. Quando me diziam “ele não gosta de ser negro”, eu perguntava porque não criticavam as branquelas que viviam de bronzeamentos artificiais. “Ele pendurou o filho na janela”, eu dizia “Ele só foi mostrar a criança aos fãs” e eu acreditei fielmente nisso. Agora, quanto aos abusos sexuais, eu só dizia “não sei, gosto do artista, não vi ele fazendo nada e não posso dizer que não fez, não sei, continuo gostando dele” e as pessoas achavam um absurdo, assim como não se conformam com o fato de eu torcer para o Messi e não para o Robinho, apesar de considerar ele bem simpático.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ontem, quando vi a notícia de que ele havia sido levado ao hospital, a morte ainda não era manchete, depois, o Jornal Nacional confirmou “A seguir: Michael Jackson está morto!” disse o Bonner, foi aí que saltei da cama, já em lágrimas – eu tinha uma esperança, bem tênue, admito, de que ele poderia estar vivo-. Não cheguei a chorar desesperadamente, até hoje só uma morte me fez chorar e perder noites de sono e sonhos. Apenas derramei algumas lágrimas e me senti não chocada, mas abalada, talvez por ser algo que eu não esperava, talvez por estar “empolgada” com a turnê que ele faria pela Inglaterra, talvez por gostar mesmo dele. Um cara que, aos meus olhos, se perdeu na fama, não soube o que fazer com tantos holofotes e dinheiro. Um artista, que como tantos outros, tiveram sua privacidade invadida. Uma pessoa triste, pelo menos é a imagem que, infelizmente, guardo dele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Certa vez, acompanhei uma entrevista extremamente longa de Jackson no SBT, que realmente me emocionou, notei o quanto ele era amargurado. Nunca mais encontrei a entrevista. E, agora, também não adianta ficar me prendendo a esse tipo de coisa. Eu não era fã dele e não vou me tornar agora só porque morreu, mas eu gostava dele- e muito-, reconhecia seu talento e o defendia das boquinhas malvadas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É, todo mundo morre, até o polêmico Michael Jackson, não me sinto triste nem feliz, é a nossa natureza, só imagino que agora, ele vai virar um ícone cujas críticas negativas jamais superarão as positivas, porque não só no Brasil, mas no mundo, as coisas são assim. Por fim, devemos agradecê-lo por ter morrido agora, pelo menos salvou nossos olhos e mentes, pelo menos um pouco, da festa e parafernália do Sarney, do silêncio de Obama, dos choques do Irã e da surpresa do Beto Richa! Ao menos, agora, a notícia está relacionada a cultura! Ele merece, sim, que o mundo pare para respeitá-lo, ao menos agora!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351664834338343330" src="http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SkTuz_-vyaI/AAAAAAAAACg/sBC3o5I_9mE/s400/0,,13637460-EX,00.jpg" style="display: block; height: 250px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-3747857750200797170?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/3747857750200797170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=3747857750200797170&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3747857750200797170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3747857750200797170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/e-as-pessoas-morrem-26062009.html' title='É, as pessoas morrem. (26/06/2009)'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SkTu-kpYEXI/AAAAAAAAACo/nf4YJyigRyo/s72-c/michael.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-659622417952547418</id><published>2010-02-03T15:29:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:37:45.260-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Titãs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Titãs, "Antes de você" e a ladainha do povo (13/05/2009)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SgrXgQhIG9I/AAAAAAAAAB4/dr2YT3XZRUs/s1600-h/S7306372.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335313657763470290" src="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SgrXgQhIG9I/AAAAAAAAAB4/dr2YT3XZRUs/s400/S7306372.JPG" style="display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como não tenho sangue de barata e sou fã assumida em carne, osso e alma dos Titãs, &lt;a href="http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2009/05/08/titas-e-rick-bonadio-lixo.htm"&gt;após ler uma “crítica”- se é que podemos denominar assim um esparramo de palavras chulas-&lt;/a&gt;, resolvi sair em defesa da minha banda do coração, publicamente, porque se eu escrevesse no outro blog, digamos que apenas as pessoas de confiança leriam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A crítica em questão já começa lamentavelmente equivocada, logo de início o “fulano” se refere ao Acústico MTV como deprimente, por favor, o que o Acústico tem de deprimente? Alguém pode me dizer ou mostrar? Como se não bastasse, o indivíduo se limita a isso, rebaixar a banda, sem nenhuma lógica, pois começa se referindo ao produtor e termina não fundamentando nada do que propôs. Quando ele afirma “e aí está a chave do problema”, espera-se que, ao menos, ele gire essa chave, o que não acontece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Toda essa revolta – que não é nenhuma novidade tratando-se “ex-fãs” (se é que assim podemos denominar) de Titãs – consiste no fato de a banda ter lançado &lt;b&gt;“Antes de Você”,&lt;/b&gt; a música que todos se referem como “a da novela”, mas confesso que nunca assisti a novela e por isso não ouvi a música em outro lugar que não fosse em meu computador.Bom, a música está aí e já está rendendo comentários, alguns, como o em questão, carecem de coerência. Pois bem, eu não gostei da música, não mesmo, porém, não acredito que isso signifique que é hora de parar, pelo contrário. Se eles forem tudo o que espero deles, essa música vende e o restante do cd surpreende, ensina. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acredito que um dos lados tem que ceder, a mídia jamais fará isso, então, cabe a banda saber ou não lidar com a situação atual do nosso país. O que eu quero dizer com isso é que, se os mesmos Titãs que criaram clássicos como &lt;b&gt;“Diversão”,&lt;/b&gt; têm capacidade de fazer música grudenta para vender, ótimo, é o que eles devem fazer sim. Eu já fiz trabalhos escritos para os outros e ganhei dinheiro com isso, sem nenhuma culpa por vender talento e conhecimento. E essa minha atitude, assim como &lt;b&gt;“Antes de você”,&lt;/b&gt; rende muitas críticas. Eu pergunto, se você estivesse no lugar deles, o que faria? O que faria se tivesse tal oportunidade?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu não admito que desrespeitem os Titãs, gostando deles ou não, concordado com as atuais atitudes deles ou não, são sim uma banda que merece respeito, pela história que construíram e pelo simples fato de estarem ha tanto tempo juntos. Tudo bem fazer uma crítica a música, ninguém é obrigado a gostar, de fato ela é bem pobrezinha, mas não consigo digerir coisas como `“&lt;b&gt;A música é uma merda, mas eu estou nessa desde o começo, sou um titã, esse é o meu trabalho, não posso largar isso agora&lt;/b&gt;”. ´. No mínimo poderia ter criado uma frase melhor para jogar na boca deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, não vejo mal nenhum na tentativa da banda em renovar o público. Como professora, posso afirmar que primeiro a gente conquista e depois transforma. Não se pode levar para sala de aula que temos hoje em dia, para os adolescentes de hoje em dia, filmes que não sejam hollywoodianos, a maioria dos alunos, cujo acesso a cultura é limitado demais, não vai gostar, vai achar que a professora tem um péssimo gosto e jamais vai ouvir, assistir ou ler o que ela indica, mas se se escolher um filme hollywoodiano que passe alguma crítica, mesmo que disfarçada, tudo fica mais fácil, e aí, com o passar do tempo, você pode indicar tranquilamente um Almodóvar, por exemplo. Eu entendo minha banda do coração e, por isso mesmo, continuo os admirando e respeitando, e isso só vai mudar no dia em que eu for a um show deles e sentir que eles não estão nem aí para os fãs, tipo essas duplinhas sertanejas, o que duvido muito que possa acontecer. Caso contrário, eles ainda moram em meu coração e eu confio no trabalho que está vindo aí. É, eu os amo, mas não é um amor cego, acreditem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335314268556303730" src="http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SgrYDz5fHXI/AAAAAAAAACA/ht4ucV2omTE/s400/sacos+plasticos.jpg" style="display: block; height: 349px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 350px;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ps: Achei o máximo a capa do cd!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-659622417952547418?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/659622417952547418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=659622417952547418&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/659622417952547418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/659622417952547418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/titas-antes-de-voce-e-ladainha-do-povo.html' title='Titãs, &quot;Antes de você&quot; e a ladainha do povo (13/05/2009)'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/SgrXgQhIG9I/AAAAAAAAAB4/dr2YT3XZRUs/s72-c/S7306372.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-3693039024726965282</id><published>2010-02-03T15:27:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:38:36.795-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minhas personagens'/><title type='text'>Palavras de Sofia - 05/05/2009</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Eu costumo dizer que sou uma profissional da culpa, porque acredito que, no fim das contas, ela é, senão a única, a principal “coisa” que leva um ser humano ao divã. Se não fosse esse sentimento, do qual infelizmente ninguém está livre, seríamos o que almejamos ser desde crianças: felizes! Mas nós não somos felizes, porque somos sempre culpados, se não nos culpamos, alguém nos culpa, e eu ganho dinheiro à custa dos que não sabem reconhecer isso, dos que não conseguem aceitar e muito menos conviver com o vazio, com a falta de alguma coisa. Às vezes isso me incomoda tanto que acabo convidando meus pacientes para afogar as mágoas com uns goles de cerveja ou até mesmo umas carreirinhas. Viajar não faz mal a ninguém, acredite, às vezes é a solução, embora a mídia pregue o contrário e os médicos também. As drogas que dou aos meus pacientes, são prazerosas, ao contrário das que têm receita, mas só faço isso com alguns, existem pessoas muito fracas, elas se agarram a qualquer coisa. Com essas não me arrisco a brincar. Sabe, cheguei a pensar que não nasci para isso, que ser psicanalista foi uma opção frustrada, mas falam tão bem do meu trabalho, e eu, frequentemente, me vejo satisfeita com ele. Acho que não erro quando quebro a parede que deve existir entre mim e o paciente, mas todos dizem que é um erro, eu não sei. O mais engraçado é que carrego comigo o gosto amargo da culpa, me culpo por não conseguir curar as pessoas, mesmo sabendo que esse não é o meu trabalho. Quando me deparo com a vida de algumas pessoas, sinto uma necessidade imensa de dar-lhes uma nova chance, mudar as coisas, e não posso fazer nada. Sinto-me pequena, inútil e, ainda por cima, cobrando por essa façanha. No fundo, eu não consigo ser uma psicanalista de verdade, não consigo ser tudo isso que dizem de mim por aí, simplesmente porque sinto-me amarrada a força da culpa, eu poderia ter mudado as coisas e não mudei. Não posso voltar atrás e isso me corrói e como se não bastasse, carrego dentro de mim a certeza de que sou uma assassina, carrego dentro de mim o filho que não sinto, que não quero ter, que rejeito, carrego a sobra disso tudo, a sombra.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Sofia é uma psicanalista independente que possui um temperamento frio, embora ela insista em posar de mulherzinha sonhadora e, até mesmo, ingênua. É uma das minhas personagens mais perigosas.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-3693039024726965282?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/3693039024726965282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=3693039024726965282&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3693039024726965282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3693039024726965282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/palavras-de-sofia-05052009.html' title='Palavras de Sofia - 05/05/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-8606178796160417287</id><published>2010-02-03T15:26:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:39:31.696-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Letra feia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Ao bom uso das más letras - 12/04/2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como qualquer pessoa normal, costumo não só defender minhas opiniões, mas formá-las e fundamentá-las de acordo com minhas características. Nada modesta, mudaria pouquíssimas coisas em minha personalidade e nada no físico.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há algumas semanas li uma reportagem na &lt;a href="http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vestibular/conteudo.phtml?tl=1&amp;amp;id=869437&amp;amp;tit=Letra-bonita-pode-fazer-a-diferenca"&gt;Gazeta Online&lt;/a&gt; sobre o peso das letras bonitas em redações de vestibulares, embora elas não interfiram diretamente na avaliação, facilitam muito quando compreensíveis. Eis a questão, o que fazer com a grafia incompreensível?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De acordo com meu ponto de vista, existem as ditas relaxadas que necessitam apenas de uma dose de capricho somada a boa vontade de quem escreve para que a escrita se torne compreensível. Porém, por outro lado, existem as más letras, e é exatamente aí que me encaixo, há uma força maior sobre minha mão que faz com que eu jogue os acentos lá na puta que pariu,como por exemplo o do meu próprio nome (Laís), que sempre aparenta estar em cima do “S”; que faz com que meu “R” seja idêntico a um “I”, com q o “T” pareça carente de corte, assim como as vogais “O” e “A” não se diferenciem em nada, e por aí vai. Cheguei a anotar endereços e depois não entender minha própria letra. Ela não chega a ser tão feia, só é emendada, estranha, impossível de explicar. Às vezes ela é bem compreensível, tudo depende do dia e não de minha boa vontade. O pior (?) de tudo é que gosto do aspecto que minha grafia adquiriu com o passar dos anos e não faço questão nenhuma de mudá-la, embora já tenha tentado isso em provas, porque acredito que é uma das coisas mais intimas que uma pessoa pode ter, é característica de personalidade. Você consegue decifrar todos os olhares e comportamentos das pessoas? E por que é necessário que todas as letras sejam claríssimas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mundo caminha numa velocidade quase impossível de se acompanhar, a tecnologia cresce absurdamente, então o que leva nossos digníssimos a não fazerem uso desta nos vestibulares? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vestibular já é uma coisa arcaica, mas infelizmente a educação no Brasil ainda depende disso, e já que depende acredito que ao menos deve fazer algo para diminuir a aflição do candidato na hora de escrever um texto, considerando que só o fato de ter de encadear idéias já é motivo de desespero para grande parte dos brasileiros, que infelizmente não são preparados para tal, agora imaginem o peso disso somado a um reconhecimento de uma grafia irreconhecível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nós que temos más letras sabemos o quanto isso, querendo ou não, nos atrapalha, desde a um simples recado ou endereço que anotamos até uma redação de vestibular, concurso e afins.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diante de tantos pensamentos que me invadem, fico tentando imaginar o número de idéias criativas que são descartadas por não serem decifradas. Quantos escritores perdemos nessas provas em que se exige não só pintar a bolinha certa, mas fazer-se entender no quesito letra redondamente bonita?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como uma boa professora recém formada, reconheço a dificuldade de ler uma má letra (má porque nem todas são feias, o que é o caso da minha), mas diferentemente da maioria, apoio seu bom uso, primeiramente por respeito, em seguida por medo de perder os prazeres que a escrita e leitura nos proporcionam e, por fim, porque o “perfeito” não tem charme nenhum e a vida não teria graça se tudo fosse facilmente compreendido e levemente parecido!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-8606178796160417287?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/8606178796160417287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=8606178796160417287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8606178796160417287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8606178796160417287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/ao-bom-uso-das-mas-letras-12042009.html' title='Ao bom uso das más letras - 12/04/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-7259945362255001441</id><published>2010-02-03T15:25:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:40:22.857-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>Músicas que dizem alguma coisa - 19/03/2009</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/ScLC3CVWskI/AAAAAAAAABw/3Goye9bj4U4/s1600-h/071114-01a.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315024761025638978" src="http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/ScLC3CVWskI/AAAAAAAAABw/3Goye9bj4U4/s400/071114-01a.jpg" style="display: block; height: 302px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 350px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/ScJ20PEhq9I/AAAAAAAAABg/Sy1rFeq8Q-M/s1600-h/071114-01a.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem não só comentários, mas estudos acerca das histórias infantis, do que está por trás delas. São estudos psicanalíticos interessantíssimos e que pouco agradam aos professores de educação infantil e língua portuguesa, o que não é meu caso que, frequentemente, me espanto com o que dizem aqueles contos que as crianças veneram. Mas infelizmente ainda não li nada a respeito para formar uma opinião.&lt;br /&gt;Assim como as histórias, algumas músicas infantis exaltam justamente o lado do ser humano que a sociedade reprime e que as crianças, que ainda obedecem aos seus instintos, adoram. Bem ou mal, essas músicas existem e são ensinadas na escola, a mesma escola que diz que não pode bater no coleguinha, manda atirar o pau no gato. Não sou a primeira a questionar isso, a música até já foi mudada, mas ainda existe. Sinceramente não sou a favor de reprimir nada, embora concorde que seja necessário. Assim como minha opinião, a educação em si é contraditória, é como se a escola ensinasse uma coisa e a vida outra.&lt;br /&gt;Nunca gostei da Xuxa, nem quando era criança e, por isso, evito ouvi-la com as crianças, mas admito que o último cd dela possui algumas músicas pedagógicas e, embora a voz dela seja irritantemente chata, as músicas são até legais.&lt;br /&gt;Quando comecei a trabalhar com educação infantil (ano passado), fui em busca de músicas e, felizmente, descobri o grupo &lt;a href="http://www.palavracantada.com.br/final/index.aspx"&gt;Palavra Cantada &lt;/a&gt;, que na verdade é uma dupla, cuja bagagem de músicas além de agradarem aos nossos ouvidos, dizem alguma coisa. São músicas inteligentes, lindas e, muitas vezes emocionantes. Duas delas me deixaram, sinceramente, sem reação. Fiquei chocada – positivamente – quando as ouvi, impressionada.&lt;br /&gt;A primeira delas é “Gramática”, a música é linda e extremamente profunda, prestem atenção na letra e, se possível, baixem a música, a melodia é uma delícia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O substantivo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o substituto &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do conteúdo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O adjetivo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a nossa impressão&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre quase tudo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O diminutivo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o que aperta o mundo &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E deixa miúdo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O imperativo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o que aperta os outros&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E deixa mudo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um homem de letras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizendo idéias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre se inflama&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um homem de idéias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem usa letras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz ideograma &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se altera as letras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E esconde o nome&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz anagrama &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas se mostro o nome&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com poucas letras&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um telegrama &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nosso verbo ser&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É uma identidade&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sem projeto &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E se temos verbo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com objeto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É bem mais direto &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No entanto falta&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ter um sujeito &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra ter afeto &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas se é um sujeito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que se sujeita&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda é objeto &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Todo barbarismo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o português&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que se repeliu &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O neologismo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É uma palavra&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que não se ouviu &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Já o idiotismo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É tudo que a língua&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não traduziu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas tem idiotismo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Também na fala&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De um imbecil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música é perfeita, primeiro porque não se trata de uma coisa bobinha do tipo borboletinha fazendo chocolate para a madrinha e, em seguida, porque exige mais da criança, não exalta seu lado agressivo, por exemplo, mas ao mesmo tempo não o coloca fora de cena, não o admite como algo não-natural. As músicas do Palavra Cantada não dizem que a vida é perfeita, prova disso é a música “Pé de Nabo”: “brincadeira, choradeira, pra quem vive uma vida inteira. Mentirinha, falsidade, pra quem vive só pela metade”.&lt;br /&gt;A segunda música que me impressionou foi “Pindorama”, segue a letra com sua respectiva inteligência e profundidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pindorama, Pindorama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É o Brasil antes de Cabral&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pindorama, Pindorama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É tão longe de Portugal &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fica além, muito além&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do encontro do mar com o céu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fica além, muito além&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dos domínios de Dom Manuel &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vera Cruz, Vera Cruz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem achou foi Portugal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vera Cruz, Vera Cruz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atrás do Monte Pascoal &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem ali, Cabral viu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dia 22 de abril&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não só viu, descobriu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Toda terra do Brasil &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pindorama, Pindorama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas os índios já estavam aqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pindorama, Pindorama&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já falavam tudo em tupi&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só depois vêem vocês&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que falavam tudo em português&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só depois, com vocês&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nossa vida mudou de uma vez&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pero Vaz, Pero Vaz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Disse numa carta ao rei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que no altar, sob a cruz&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Rezou missa o nosso frei&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas depois, seu Cabral&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi saindo devagar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do país tropical&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para as Índias encontrar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para as Índias, para as Índias&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas as índias já estavam aqui&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Avisamos, olha as índias!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas Cabral não entende tupi&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se mandou para o mar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ver as índias em outro lugar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deu chabu, deu azar&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muitas naus não puderam voltar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas enfim, desconfio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não foi nada ocasional&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que Cabral, num desvio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Viu a terra e disse: uau!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não foi não, foi um plano imperial&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pra aportar seu navio num país monumental &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Álvares Cabral&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A El-rei Dom Manuel&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao índio do Brasil&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ainda a quem me ouviu &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou dizer, descobri&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Brasil ta inteirinho na voz&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem quiser vem ouvir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pindorama ta dentro de nós &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A Álvares Cabral&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A El-rei Dom Manuel&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao índio do Brasil&lt;br /&gt;E ainda a quem me ouviu &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vou dizer, vem ouvir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É um país muito sutil&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quem quiser descobrir&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só depois do ano dois mil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo trabalha com um vocabulário rico e é exatamente isso que acredito que falta nas escolas. Nós simplificamos tudo ao invés de fazer com que as crianças se esforcem para compreender o complicado. Mas educação não se muda da noite para o dia, assim como não é uma responsabilidade somente dos professores. No entanto, acredito que podemos começar sabendo selecionar as músicas que vamos ensinar aos pequenos. Palavra Cantada é uma ótima, vale a pena conhecer e usufruir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314941512662011698" src="http://4.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/ScJ3JWAyTzI/AAAAAAAAABo/wofnyMXi9uI/s400/Palavra_cantada-thumb.jpg" style="display: block; height: 266px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 380px;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-7259945362255001441?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/7259945362255001441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=7259945362255001441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7259945362255001441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7259945362255001441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/musicas-que-dizem-alguma-coisa-19032009.html' title='Músicas que dizem alguma coisa - 19/03/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7rpWasjiaxY/ScLC3CVWskI/AAAAAAAAABw/3Goye9bj4U4/s72-c/071114-01a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2008561393313003462</id><published>2010-02-03T15:23:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:41:09.605-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trotes Universitários'/><title type='text'>"Seria engraçado se não fosse triste" - 18/02/2009</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando ingressei no curso de Filosofia pela PUC-PR, em 2006, logo nas primeiras semanas minha turma foi convidada para um churrasco de “acolhida aos calouros”, antes disso, fomos muito bem recebidos e eles nos prometeram que não haveria trotes. Desconfiança não foi sempre o meu forte, mas na época já era. Declarei a minha mais nova amiga que não iria, pois tinha medo do trote, que em minha mente era certo que ocorreria, argumentando que além de tudo eu era contra, tinha repugnância a esse tipo de coisa. Ela concordou, não foi à toa que nossa amizade se fortaleceu em tão pouco tempo. Inventamos umas desculpas e não explicamos o real motivo, eles poderiam nos pegar ali mesmo, então preferimos posar de seguras. Uma turma de sessenta alunos, ou mais, onde as mulheres somavam menos de dez, é claro que insistiram por nossa presença, tentaram nos arrastar pelo braço, me convencer a terminar com meu namorado, penduraram minha bolsa na árvore, fizeram o que puderam, mas não fomos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na semana seguinte, a notícia: perdemos um dos melhores churrascos do curso, com direito a bebida e diversão ilimitadas. Não ocorreu nenhum tipo de trote, como o prometido, pois uma das regras do curso, criada há anos pelos membros do Centro Acadêmico, era não realizar, em hipótese alguma, qualquer tipo de trote aos calouros, e sim, oferecer-lhes um churrasco de boas – vindas. Não queiram saber o que eu e Ana sentimos, não vem ao caso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2007, assumimos o Centro Acadêmico e mantivemos a política “anti-trotes”. Porém hoje, infelizmente, esta regra já foi violada, embora não se tratem de atitudes violentas ou grotescas, embora seja algo mais leve, é trote e imagino que, em breve, os filósofos estarão entre os membros das ciências exatas, jurídicas e biológicas, expondo-se ao ridículo, deixando marcas físicas e morais nos outros. Confesso, eu sentia orgulho dos estudantes do meu curso, mas que me desculpem os que vieram depois, minha turma foi a última que prestou naquele lugar, salvo algumas mentes perturbadas que ainda fazem a diferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em relação aos trotes, acabo de ler a coluna de Ronaldo Correia de Brito- &lt;a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3581494-EI6788,00.html"&gt;Trote nunca mais&lt;/a&gt; -. Ao contrário de Brito, não fui vítima da ignorância do ser humano, não caí nas mãos de cérebros de ervilha, o que é ótimo, pois do jeito que sou ressentida, agressiva e vingativa, teria arrumado inimigos para o resto da vida, e inimigos num curso de filosofia é um perigo, porque infelizmente há uma guerra de “saberes” vergonhosa e tão viva quanto a dor e o prazer de milhares de universitários. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, convenhamos, existem os calouros que fazem questão de fazer parte da putaria, esperam ansiosos por ela porque além de gostarem e acharem tudo lindo, é a melhor forma de se inserir no grupo dos populares que estudam 24h para entrar numa Universidade, depois, como recompensa, ganham um carro e, por fim, desfilam por aí menosprezando Professores, Funcionários, Alunos e qualquer ser que possa ser considerado diferente. Não sei dizer se as coisas melhorarão algum dia, acredito que só tendem a piorar, até porque, tratando-se de Educação, somos vergonhosamente baixos e fracos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2008561393313003462?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2008561393313003462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2008561393313003462&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2008561393313003462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2008561393313003462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/seria-engracado-se-nao-fosse-triste.html' title='&quot;Seria engraçado se não fosse triste&quot; - 18/02/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-8098458461476439271</id><published>2010-02-03T15:14:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:41:43.552-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minhas personagens'/><title type='text'>O que se (re) constroi - 16/02/2009</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Beatriz acomodou-se diante da janela de seu quarto, sentia sua cabeça pulsando, o desespero deixou de tomar conta de seu corpo apático, oferecendo espaço para a angústia. Levou as mãos aos bolsos à procura de um cigarro. Encontrou o canivete, ainda restavam machas de sangue. Durante alguns segundos observou o objeto, manejando-o, não sabia o que estava sentindo. Talvez precisasse de um banho, de terminar o que começou, ou apenas, acender seu cigarro. Com dificuldade, abriu a janela, posicionou-se na beira da sacada e jogou o canivete. Era inútil, foi inútil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos, inquietos, como de costume, visitavam registros de sua memória enquanto se difundiam em lágrimas. Ela, que jamais foi de poupar alguém, sentia extrema necessidade de ouvir uma mentira que a preservasse daquilo tudo. Lembrou-se das vezes que se divertiu iludindo os homens, destruindo namoros e casamentos. Agora, nada disso lhe era permitido, suas condições físicas faziam com que não passasse de uma jornalista inteligente com um rosto bonito, isso se não pensassem como Sofia, que a considerava de uma beleza tão comum quanto cega, uma mulher fisicamente indiferente. Riu. Sofia não passava de uma invejosa cuja face só chamava atenção devido ao exagero naturalmente sedutor. A opinião de uma Psicanalista mal resolvida não tinha relevância, ela que continuasse a considerando indiferente, não era o que o espelho gritava todos os dias, pelo menos não em relação ao seu rosto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O vento passou de aconchegante para violento, jogando seus cabelos diante dos lábios e dos olhos, impedindo-a de ver o que se passava na rua, se é que em algum momento ela havia se preocupado com isso, se é que havia notado algum acontecimento nos últimos minutos. Olhou para o céu, decidiu esperar pela chuva, mas antes precisava fumar, há dias não fumava na sacada num fim de tarde. Retirou de um dos bolsos a carteira amassada, ainda restava um mísero cigarro acompanhado de seu adorável zippo, perguntou-se sobre o que levava uma mulher a idolatrar um isqueiro, não obteve resposta, sequer a desejou. Tentou voltar ao dia – ou noite- em que começou a fumar, não conseguiu lembrar de nada, que diferença faria? No fundo, recordava muitas coisas e, ao mesmo tempo, procurava trazer outras a memória, mas tudo o que desejava era esquecer as cenas que se repetiam diante de seus olhos, vivas, cruéis, cruas. Abertos ou fechados, eles enxergavam as mesmas coisas e pessoas: Um carro rolando na rua, uma mulher enforcada nua, um homem com um mísero corte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;ps: O texto acima é trecho do romance que estou escrevendo no momento, talvez uma futura sinopse, ou apenas algo que será jogado fora quando tudo estiver pronto!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-8098458461476439271?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/8098458461476439271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=8098458461476439271&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8098458461476439271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/8098458461476439271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/02/o-que-se-re-constroi.html' title='O que se (re) constroi - 16/02/2009'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-3440645122553993456</id><published>2010-01-08T12:48:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:43:47.042-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Loucura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>Um 2010 de delírios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas primeiras horas do ano que se inicia, ao arrumar minha cama, notei a ausência de um sapo de pelúcia, o menor que eu tinha, o único que falava e ainda com sotaque argentino, por isso, era também o único batizado, Crespo era seu nome, em homenagem ao meu ídolo do futebol argentino. Corri para o antigo quarto, ele não estava lá. E, pior, percebi que ele tinha sumido há muito tempo e me culpei por não ter percebido antes. A última lembrança que tenho dele, confesso, é boa, o Daiton brincando com o Crespo quando ainda estava com a perna engessada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paralelamente à perda do sapo, abri mão do meu relacionamento e aí entrei numa crise de tosse, estilo alérgica, incessante, que tirou meu sono, algumas vezes a fome e também dificultou um pouco a respiração. Comecei então a tomar um xarope, criteriosamente de quatro em quatro horas. Não foi difícil, como já disse, quase não dormia – e não durmo -. Mas o remédio acabou e a tosse continuou. Estaria tudo sobre controle se a família não colocasse na cabeça que o meu problema era vermes, bichas, sei lá.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não fiquei com vontade de nada!” eu disse, com a certeza de que meu problema não era esse, afinal, como uma boa mimada, nunca fui de passar vontades. Minha irmã, inconformada, “essa menina só pode ter uma lombriga, come, come e não engorda. Isso não é normal”. Eu, “como não engordo? Olha o tamanho da minha barriga” disse apontando para a minha barriga que nunca foi pequena. “Você está grávida” disse minha irmã e minha mãe confirmou com a cabeça. Pronto, era só o que me faltava. “mãe, leve ela no médico, o neném vai nascer deficiente por causa do anticoncepcional”, insistia minha irmã já se perdendo entre o discurso da gravidez e o da tal lombriga. Eu estava achando tudo muito engraçado, me divertindo horrores com a situação. Mas quando começava a tossir, todos esqueciam o bebê e arregalavam os olhos. Acabei demonstrando minha tristeza por causa do sapo. Minha mãe concluiu, “é sistema nervoso”, atribuindo a afirmação não só ao sapo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Disposta a encontrar o Crespo, apelei. Fiz minha mãe perguntar a catadora de papel se ela não tinha dado por engano e prometer outra coisa em troca, nada. Então, apelei mais ainda, fui a uma cartomante, com esperança de que ela me dissesse aonde estava, é claro que não disse, falou apenas que a pessoa que levou o sapo, levou também outras coisas. “Mas eu quero meu sapo”, lamentei, “Antes que vá o sapo do que você”. Bem coisa desse tipo de gente mesmo, mas a mulher é boazinha, não vou falar mal dela, aliás, fui lá porque quis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tosse continuou e meu pai entrou na história, ele sempre entra com estilo. Ontem, enquanto eu escrevia meu romance ao som de “Estado Violência” dos Titãs, meu pai entrou no quarto, segurando um copo com um líquido com cor de vinho branco, sei lá, e disse: “tome, mas não cheire”. Menina mimada não entende não, a primeira coisa que fiz foi aproximar meu nariz do copo, gritei “ pai, você ta me dando QUEROSENE? Eu não vou tomar querosene”. “Eu disse pra não cheirar”, respondeu rindo e argumentou “tome, vai parar a tosse”, “não vou tomar”, “só tem umas gotinhas”, “isso aqui é querosene puro pai”, “pare de ser boba, quando você era pequena você tomou”, “ah, então ta explicado, por isso que sou meio louca”, “que louca o que...”. Da sala, minha mãe gritou, “só três gotinhas Luis, não pode por mais” e ele correu para a cozinha. Fui para sala e perguntei para minha mãe o que significava aquilo. “é uma simpatia, se você tiver com bichas, passa”. Pensei, vão foder com meu estômago de vez e se bobear com a cabeça também. Meu pai voltou e com o maldito copo na mão. “Tome, num gole só”. Pensei, não tenho muito a perder e engoli o querosene, num gole só. Não senti direito o gosto, sempre gostei do cheiro, mas nunca tive interesse nenhum em relação ao sabor. Enfim, meu pai conseguiu o que queria, eu o deixei satisfeito, mas a tosse não cessou. Como se não bastasse, mais tarde, minha mãe relatou a história de um cara que ficou bobo porque tomou querosene e eu me perguntei, será que consigo ser mais lesada do que já sou?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À noite, quando o Daiton me disse, com toda delicadeza do mundo, que o sapo não estava com ele (era minha última esperança), tive outro ataque de tosse e minha mãe me fez cheirar vinagre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou um ícone nessa família, se não se divertem com as minhas filosofadas, é com o meu mau humor ou, ainda, com meu nervosismo e com a saúde. Insistem para que eu vá ao médico, não vou, não é nada sério, tomo querosene, cheiro vinagre e vou à cartomante, mas médico nem pensar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu ano começou, sem dúvida, com provas concretas de que minha loucura não é culpa da filosofia, como dizem aqui em casa, mas genética. Enquanto isso, aguardo um sapo argentino, porque ele tem que aparecer, caso contrário, imagino que minha coceira na garganta continuará, para o incômodo de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Pai, estou combinando de ir escalar com um amigo meu"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Tá louca? Com esse joelhinho aí. Se sai do lugar vai fazer o que?"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"Esticar a perna"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-3440645122553993456?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/3440645122553993456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=3440645122553993456&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3440645122553993456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3440645122553993456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/01/um-2010-de-delirios.html' title='Um 2010 de delírios'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-9124914471866734258</id><published>2010-01-02T23:12:00.001-02:00</published><updated>2010-07-12T14:44:33.674-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava até tranquila, variando entre risadas por causa das provocações e mágoas por causa dos reais motivos que me levaram a romper o que ainda existia entre nós, quando, à noite, abri um excelente livro de filosofia que tinha comprado há um bom tempo e nunca lido, a primeira página me fascinou e, automaticamente, peguei o celular, queria contar a ele minha saborosa experiência, esqueci de todo o resto. Mas logo coloquei os pés no chão novamente e aí sim eu senti. Os livros, sempre os livros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-9124914471866734258?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/9124914471866734258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=9124914471866734258&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/9124914471866734258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/9124914471866734258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2010/01/eu-estava-ate-tranquila-variando-entre.html' title=''/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-340343384216189983</id><published>2009-12-26T16:04:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:45:38.363-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crianças'/><title type='text'>"Porque eu sei que é amor"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SzZMKQtUEmI/AAAAAAAAAY8/DR5Cdna0RhM/s1600-h/S7308320.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SzZMKQtUEmI/AAAAAAAAAY8/DR5Cdna0RhM/s400/S7308320.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Assim como o &lt;a href="http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2008/09/uma-dor-mais-que-profunda.html"&gt;Kevin&lt;/a&gt;, a Julia tem um lugar especial em meu coração, ela é um encanto e imagino que não preciso dizer mais nada, nossos olhos e sorrisos explicam tudo. Há, aí, um brilho profundo e raro que talvez poucos percebam. E ainda há quem acredite que eu seria capaz de fazer mal&amp;nbsp;a alguma criança.&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lamentável.&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-340343384216189983?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/340343384216189983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=340343384216189983&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/340343384216189983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/340343384216189983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/12/porque-eu-sei-que-e-amor.html' title='&quot;Porque eu sei que é amor&quot;'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SzZMKQtUEmI/AAAAAAAAAY8/DR5Cdna0RhM/s72-c/S7308320.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1081201467885716583</id><published>2009-11-09T11:37:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T14:47:09.647-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Coisas curiosas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minhas personagens'/><title type='text'>Beatriz, Luciana e Laís</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lembro-me que uma vez, numa festa de aniversário, meu amigo Luiz comentou algo sobre ideias compartilhadas, não bem isso, mas o que ele me contou era que existia uma teoria (não lembro de quem, Jung, acho. Ou seria Campbell?) sobre a possibilidade de outra pessoa estar pensando o mesmo que você, daí a existência de semelhanças curiosíssimas que nem sempre podem ser consideradas plágios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, não foram nem uma nem duas vezes que me vi escrevendo, por exemplo, algo que já existia em algum lugar e, é claro, fiquei frustrada. Mas a última situação é digna de um relato. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para quem não acompanha a novela Viver a Vida – eu comecei a acompanhar sábado-, ela conta com uma personagem, Luciana, interpretada brilhantemente por Alinne Moraes, que é extremamente mimada, mas nem por isso uma pessoa má. É, talvez, muito sensível. Modelo. A personagem sofre um acidente e fica tetraplégica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muito antes do surgimento da novela, em 2007, comecei a escrever meu romance. Lá, havia uma personagem absolutamente chata, mimada, escandalosa e cujas emoções sempre estavam predominando a razão. Beatriz era bailarina e, assim como a modelo Luciana ( da novela), tinha paixão pelo que fazia. Em meados do terceiro capítulo do romance ela sofre um acidente e fica paraplégica. Explorar a convivência dela com sua “nova vida” era um dos meus principais objetivos, mostrando o seu crescimento enquanto ser humano na estória, sem fazer com que mudasse sua personalidade, ou seja, ela jamais se tornaria um doce, o que eu queria era o desespero diante da perda do que se ama. Achando que havia exagerado na dose e dado ao romance um ar religioso ( castigo por ser como era) e, sem saber como mudar isso, pois já estava escrevendo um último capítulo (7º), resolvi abandonar tudo e começar outra estória que também explorasse a existência, o que gosto muito, mas com outro enredo, embora as personagens fossem as mesmas. É o que estou fazendo, mas a Beatriz continua sendo a Beatriz, extremamente semelhante a Luciana. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diante disso, tenho a possibilidade de continuar materializando o que estava em minha cabeça, acreditando que em dois anos ninguém se lembrará da novela e que, mesmo assim, o publico pode não ser o mesmo; ou posso mudar tudo de novo na esperança de estar fazendo algo novo e não correr o risco de ser considerada uma “sem criatividade”. Mas, será que em algum lugar não tem alguém pensando o mesmo que eu? Confesso, a sensação de ter sua ideia roubada não é nem um pouco agradável, mesmo sabendo que, na verdade, ela não foi roubada. Talvez aí se explique o fato de eu gostar tanto das novelas do Manoel Carlos, temos uma visão de mundo bem parecida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois de tudo isso, fica a dica da novela (já que um romance foi abandonado e o outro está no início), a Alinne já conseguiu me arrancar lágrimas com sua interpretação. Espero, sinceramente, que não abusem nos clichês. Quanto a mim, prometo não “copiar” nada.&lt;br /&gt;&lt;object height="392" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;param name="quality" value="high"&gt;&lt;param name="FlashVars" value="midiaId=1155457&amp;amp;autoStart=false&amp;amp;width=480&amp;amp;height=392"&gt;&lt;embed width="480" height="392" flashvars="midiaId=1155457&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" type="application/x-shockwave-flash" quality="high" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-1081201467885716583?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/1081201467885716583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=1081201467885716583&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1081201467885716583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/1081201467885716583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/11/beatriz-luciana-e-lais.html' title='Beatriz, Luciana e Laís'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-3755652388154831439</id><published>2009-10-27T21:39:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T20:32:00.940-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desgaste'/><title type='text'>O meu atual tormento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há quase dois meses estou enfrentando dias longos, cansativos e extremamente estressantes. O trabalho tem me consumido o suficiente para fazer com que, fora dele, eu simplesmente não viva, considerando que viver não significa apenas respirar. Jamais me imaginei deixando o tempo passar por causa de trabalho, ainda mais o meu que, salvo as crianças, não acrescenta nada intelectual e, muito menos (mesmo), financeiramente. Se não fosse o aprendizado incrível que tenho com as crianças, consideraria todo o tempo em que atuei como professora de educação infantil, naquele lugar, perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar, ler, escrever e me dedicar a outras atividades é raro. Tão raro quanto sair de casa nos finais de semana e estar de bom humor. A culpa é, evidentemente, minha. Eu já tinha desistido dessa vida e me encontrava em outra bem agradável, embora desempregada, quando me deixei ser convencida de que valeria a pena voltar. Pois voltei, em poucos dias a direção me chamou a atenção por um riso que esbocei numa reunião absolutamente inútil. Alguns dias se passaram e o boato de que eu havia batido em uma aluna – que nem minha é- surgiu. A direção resolveu acertar pendências financeiras comigo e chamou testemunhas. Há alguns dias atrás a Escola foi roubada e mensagens de Deus insinuantes foram espalhadas pela Escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras coisas vêm acontecendo e não sou a única descontente. Estar num lugar que não tem nada a ver comigo, tem me condicionado diretamente para uma crise. Já não consigo ser tão paciente, carinhosa e dedicada com meus alunos, em casa só consigo dormir e no resto não me concentro Nunca gostei de “voltar atrás” (expressão redundante, mas necessária), isso nunca deu certo comigo. Gosto de decidir, arcar com as conseqüências e continuar caminhando para frente. Infelizmente não é o que tenho feito, tenho inclusive pedido desculpas e cometido atitudes que repugno. Estou absolutamente perdida e ferida. Quero ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;                                                                                                                                      Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-3755652388154831439?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/3755652388154831439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=3755652388154831439&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3755652388154831439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3755652388154831439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/10/o-meu-atual-tormento.html' title='O meu atual tormento'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-7482379813726956084</id><published>2009-10-18T18:11:00.000-02:00</published><updated>2010-07-12T20:32:58.767-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shows'/><title type='text'>Expectativas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/Stt2zu3yqYI/AAAAAAAAAYw/97DdWDUFF7E/s1600-h/P1000158.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394035609833744770" src="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/Stt2zu3yqYI/AAAAAAAAAYw/97DdWDUFF7E/s400/P1000158.JPG" style="display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 300px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns dias estava conversando com minha paixão a respeito da quebra de expectativas, na verdade quem discursava era ele, eu só ouvia e concordava. O que fez com que eu realmente parasse para pensar no assunto foi a materialização da conversa, ontem, no show do Nando Reis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Saí de casa com uma expectativa. Quando ele lançou o cd em São Paulo, a Folha de São Paulo publicou uma crítica a respeito do show e não era muito positiva, isso fez com que eu desejasse ainda mais ir ao show, pois o que a folha apontava como negativo era o que eu almejava, quase todas as músicas novas. Tudo bem, das oito que o jornal anunciou, seis ele tocou ontem, não são poucas, mas não gostei do show, não era o que eu esperava. Começou bem, se não me engano com “Drês”, no cenário – perfeito- um coração pulsava conforme a batida da música. Não demorou muito para que ele tocasse a excelente “Mil Galáxias”, e também “Hi Dri”, “Ainda não passou”, “Livre como um Deus” e, bem mais tarde, a belíssima “Só pra So”. Mas logo me senti num show do “Luau MTV” novamente. “Relicário”, “A Letra A”, “N”, “Luz dos olhos”, “Por onde andei”, “Sua Impossível Chance”... Tudo de novo. Com exceção de “N”, eu gosto destas músicas, mas não aguento mais ouvi-las. Em minha opinião, das que citei, duas poderiam entrar no repertório sem fazer com que o show “Drês” parecesse “Luau MTV”, “Luz dos olhos” e “Sua impossível chance”. E, confesso, eu tinha certeza de que a minha favorita do CD,“Hoje eu te pedi em casamento”, estava no set list. Esta foi, sem dúvida, minha maior decepção, até porque a música está tocando nas rádios. Por que malditos diabos infernais ela ficou de fora?. Fiquei o show inteiro esperando por essa música e fui recompensada com um bis de “Whisky a go go” e “Do seu lado” que já deu o que tinha que dar. Sem contar o detalhe da desafinação de instrumentos, Nando errando e esquecendo letras, normal, embora o primeiro detalhe seja, aos meus olhos, inaceitável diante do tamanho da produção que ele possui. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas o show não foi péssimo, eu apenas não gostei, o Nando &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=5brMgPubdx4"&gt;homenageou o Michael Jackson &lt;/a&gt;e eu gostei disso. Ele também estava simpático e divertido como de costume e eu, bocejando. Como se não bastasse, o show começou às 2h. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Imagino que toda essa minha exigência se deva ao fato de, há duas semanas, eu ter ido ao show do Arnaldo Antunes, incomparável em todos os aspectos. E, vale dizer, um show cuja pretensão não era agradar a massa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Toda essa minha revolta não ocorreria se eu não tivesse tido minhas expectativas desmoronadas, por que malditos diabos infernais insistimos em criá-las? Se eu tivesse ido ao show sem esperar por nada, teria aproveitado e me divertido muito mais, mas fiquei lá, a espera da sensação de estar em um show novo ou do fim de uma vez. E não acreditei quando ouvi, em “O mundo é bão Sebastião”- “somos todos outros &lt;b&gt;TITÃS&lt;/b&gt;”(?). Sequer sei que reação tive a isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse exato momento estou ouvindo “Drês” e posso afirmar, com toda certeza, que meu problema foi com o show e não com o Nando, que apesar de já ter feito coisas melhores, continua sendo um excelente poeta e compositor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-7482379813726956084?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/7482379813726956084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=7482379813726956084&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7482379813726956084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/7482379813726956084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/10/ha-alguns-dias-estava-conversando-com.html' title='Expectativas'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/Stt2zu3yqYI/AAAAAAAAAYw/97DdWDUFF7E/s72-c/P1000158.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-3637784863104481592</id><published>2009-10-05T00:34:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T20:33:53.846-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Explicação e/ou Informação'/><title type='text'>Comunicado aos interessados...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei se foi ontem à noite, hoje pela manhã ou há alguns meses atrás que decidi não terminar meu romance. O fato é que só agora me dei conta de que não o quero mais. Isso não é nenhuma novidade tratando-se de mim, uma pessoa que enjoa de tudo muito rápido. Mas, nesse caso, não se trata de um simples enjoar. O fato é que a minha idéia se esgotou, não no sentido de eu não saber o que fazer com o que havia começado e, vale dizer, quase terminado, mas no sentido mais absoluto da palavra, todas as situações começaram a me parecer banais, assim como cenário e enredo, salvo apenas algumas personagens. De repente eu não me vi mais naquilo tudo, não tinha como continuar. Criei algo com uma intenção, mas acabei transmitindo outra coisa. Confesso, vi muito moralismo e religiosidade ali. Novamente, não era mais eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de estar me desfazendo de praticamente dois anos de dedicação, não vejo essa atitude como algo prejudicial, pelo contrário. Decidi que vou manter o que ainda gosto naquela estória, três personagens: Verônica, a dócil; Beatriz, a perigosa e Sofia, a corajosa. Três mulheres que criei e que não merecem morrer junto com o enredo de que fizeram parte. Elas foram, sem dúvida, minha melhor produção no romance. Foi para isso que ele serviu, para defini-las. Agora já tenho as personagens e um novo lugar para elas em mente, só falta escrever. Espero que desta vez dê certo, independente do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-3637784863104481592?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/3637784863104481592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=3637784863104481592&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3637784863104481592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/3637784863104481592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/10/comunicado-aos-interessados.html' title='Comunicado aos interessados...'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-2982787873959898469</id><published>2009-09-14T23:49:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T20:35:19.149-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perdas'/><title type='text'>O que se perde na ausência?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/Sq8C-ZrfUsI/AAAAAAAAAYo/wDS6eHAxpqk/s1600-h/alegria-guri.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381523350799471298" src="http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/Sq8C-ZrfUsI/AAAAAAAAAYo/wDS6eHAxpqk/s400/alegria-guri.jpg" style="display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, após ouvir um sincero “que bom que você voltou” de uma mãe que comentou sobre a falta que fiz ao seu filho, lisonjeada, imediatamente pensei na recepção calorosa que tive de minhas crianças quando retornei ao trabalho que havia abandonado, lembrei dos sorrisos, dos abraços, dos brilhos nos olhos e das palavras de cada um deles. Agora noto que, ao se despedirem, me abraçam como se não tivessem certeza da minha presença no dia seguinte, agora eles convivem com o medo da perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao viver uma situação parecida, não temendo a perda, mas a ausência – e talvez o medo deles seja mesmo esse, eu fora por uns dias e outra no meu lugar, mesmo sabendo que voltarei-, paro para pensar no que isso significa de fato na vida das pessoas, sobretudo na minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós estamos sempre perdendo. Perdemos oportunidades, de calar, falar, parar, continuar. Perdemos pessoas, importantes ou não. Perdemos peso, cabelo, pele... E convivemos constantemente com a ausência, porque a presença de um geralmente torna o outro ausente, não conseguimos, por exemplo, sermos eufóricos e tranquilos ao mesmo tempo, nossa natureza não permite isso. Mas quando o assunto é perda e ou ausência de algo ou principalmente alguém importante, o impacto é bem maior, porque não é apenas isso que nos tiram. Neste exato momento estou tentando me acostumar com a idéia de que provavelmente terei que enfrentar a ausência de meu namorado em algumas noites de minha vida e, com ela, todo o bem – e às vezes o mal- que ele me causa e causou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone não será tão eficiente a ponto de praticamente curar minha insônia, sequer possibilita troca de olhares, quem dirá o resto. Não vê-lo não significa apenas não vê-lo, mas não poder melhorar o seu e o meu dia, porque existe em nós uma complicação que não se resolve por nenhum outro meio que não seja pessoalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico me perguntando, o que vou fazer com as coisas que nunca precisaram ser ditas? Falar? Sinto-me tão limitada quanto ele, talvez até mais, porque minha limitação não é física. Nessas horas meu instinto materno se exalta fazendo surgir inevitáveis preocupações e um desejo incontrolável de tê-lo “embaixo da minha asa” para, pelo menos, tentar aliviar sua angústia, já que no resto pouco ajudaria. Isso também me permitiria não sofrer a dor da ausência que tanto temo, apesar de conhecer muito bem. Egoísmo puro, porém, saudável –acredito-.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz com que minhas crianças se agarrem às minhas pernas, não é somente o medo de eu ir embora, mas de levar comigo toda a rotina que lhes proporciono, o que inclui ensinamentos e aprendizados, carinho, briga, diversão e as histórias que rendemos juntos. Sinto que faço o mesmo bem a eles que o Daiton faz a mim, mas foi preciso um afastamento para que tanto eu quanto eles sentíssemos isso. Aquela velha história de valorizar quando se perde. Com o Daiton é diferente, sempre acho que vou perdê-lo em breve, seja para a vida, alguém ou uma situação qualquer. Portanto, o medo da perda e da ausência- sempre presente- faz com que eu fique, inclusive, meio possessiva. Não me agarro nas pernas dele, mas faço de tudo para que não vá embora. Entre eu e minhas crianças só há uma diferença, a idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele voltar, minha mãe vai dizer “que bom que você voltou” e então, será sua vez de sentir-se lisonjeado.Fazer a diferença na vida de alguém é um dos melhores remédios que se pode oferecer a seres como eu e ele, sensivelmente surpreendentes. E eu escrevi tudo isso porque não paro de pensar no quanto sua alma deve estar pesando nesse momento. E o fato de não saber como fazer com que ele se sinta menos mal, me tortura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-2982787873959898469?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/2982787873959898469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=2982787873959898469&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2982787873959898469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/2982787873959898469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/09/hoje-apos-ouvir-um-sincero-que-bom-que.html' title='O que se perde na ausência?'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/Sq8C-ZrfUsI/AAAAAAAAAYo/wDS6eHAxpqk/s72-c/alegria-guri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-4181595503616902975</id><published>2009-08-30T00:48:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T20:39:04.868-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Titãs'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arnaldo Antunes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shows'/><title type='text'>Os dias que não são ruins</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez esteja na hora de eu parar de reclamar da vida e, principalmente, ver apenas o lado ruim da minha, apesar de fisicamente não estar nos melhores dias&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje entrei, como de costume, no site do Arnaldo Antunes conferir sua agenda. Quando vi Curitiba, 02/10, surtei, mas surtei mesmo. Só quem convive comigo sabe o quanto espero pela presença dele em Curitiba, isso inclui shows, palestras ou qualquer outra coisa. Diferentemente dos Titãs, ele passa pela cidade todo ano e geralmente mais de uma vez, por isso e também por não ter estrutura financeira para tal, eu não acompanho seus shows fora daqui, ou seja, não viajo atrás dele como faço com os Titãs. Falando na minha banda, quero primeiramente divulgar o site que MINHAS amigas elaboraram com dedicação, carinho e qualidade: &lt;a href="http://www.planetatitas.net/"&gt;http://www.planetatitas.net/&lt;/a&gt;. É ótimo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, quero dividir outro momento significante. Eu estava quase perdendo a turnê que os Titãs vão fazer no RS neste feriado, por medo de gastar o que não posso – para quem ainda não sabe, estou dando adeus ao meu emprego irritante-. Mas agora eu vou, pois quinta feira cheguei da pós, cansada, e dei de cara com uma passagem para POA, surpresa bem agradável da minha mãe. Sim, sou bem mimada e minha mãe é um doce. É uma pena que ela não possa ir comigo, desta vez vou sozinha, ou melhor, eu e meus pensamentos, que não param.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E por fim, coisas que não necessariamente precisam estar no fim e que colaboram com o fato de eu escrever um discurso otimista, algo quase que raro. No amor estou bem novamente, é impressionante como as coisas mudam em tão pouco tempo comigo. No jogo nunca tive sorte, por isso nem tento nada. Curitiba está tendo a primeira Bienal do Livro e eu acredito que vou pelo menos um dia, se eu não for vou me torturar pelo resto da vida. Meus dois romances caminham muito bem. Minha irmã voltou para casa e embora eu viva reclamando e brigando, ela sempre foi minha força, eu a amo muito e me sinto muito melhor com ela ao meu lado. Faço uma pós que está uma bagunça, mas por outro lado, conta com uma turma divertidíssima e extremamente unida, o que é raríssimo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Diante disso tudo, posso afirmar que o que sinto no momento é euforia, por tirar um peso das costas, por provar a ansiedade em relação a shows, inspiração, etc. Pelo menos, por enquanto, não tenho vontade de ir embora. Talvez isso dure uma noite, a fase da lua, o resto do ano, ou apenas o último ponto desse texto. Dure o quanto durar, vale a pena registrar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-4181595503616902975?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/4181595503616902975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=4181595503616902975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4181595503616902975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/4181595503616902975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/08/talvez-esteja-na-hora-de-eu-parar-de.html' title='Os dias que não são ruins'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-6485222898664214556</id><published>2009-08-24T12:49:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T20:40:00.835-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>Ritual...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Até um semestre atrás eu tinha como lei não me entregar sentimentalmente a nenhum homem, sempre achei que não valia a pena se envolver a ponto de soltar o freio, mas infelizmente fiz isso e quando não deveria ter feito, fiz isso na época mais errada de minha vida, no ano em que pelo menos 20 dias por mês me senti um cadáver ambulante, no ano em que enfrentei um bombardeio de confusões e desilusões. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não me arrependo por ter me apaixonado, pelo contrário, isso só reforça a teoria que eu tinha antes de conhecer a tal pessoa que, vale dizer, não me conhece porque vê em mim um monstro. Tudo bem, eu deveria ter pulado fora no primeiro golpe, na primeira vez em que essa pessoa me fez chorar, mas não consegui. Se eu tivesse feito isso não teria me envolvido tanto e hoje seria a mesma Laís que tinha diante de si uma parede cuja função era barrar um desequilíbrio sentimental. Por outro lado, correria o risco de nunca viver uma paixão, e ser idiota uma vez na vida tem lá seu lado bom, é por isso que quando vi que não éramos um casal comum- apesar de ele achar que sou como as outras- comecei a relatar a nossa história numa espécie de romance e, confesso, por isso abandonei por tanto tempo o romance que iniciei em 2007. Eu comecei a escrever quando não haviam mágoas ou eram poucas e não interferiam no lado bom da relação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde o início soube que não duraria muito e por isso coloquei no título o número de meses que durou, quando comecei a escrever eram três, depois quatro... seis, e agora sete e alguns dias. Foi e é uma das poucas coisas que escrevi sem nenhum pudor, em que revelei as mentiras, as dores, as dúvidas. Inclusive inseri trechos do meu diário. O que vou fazer com isso não sei, só tenho certeza de que não vou jogar fora. Hoje estou extremamente magoada com essa pessoa e não é pelo só fato de ele ter me deixado esperando e de ter me ignorado quando quem tinha que fazer isso era eu, é pelo fato de além de tudo isso, essa pessoa possuir uma imagem totalmente equivocada a meu respeito. Eu sei como feri-lo e poderia ter feito isso, mas não fiz. Já ele, não mediu esforços para além de me fazer de idiota, mostrar que nunca me conheceu e que, se algum dia sentiu algo por mim, não foi exatamente por mim, pois não sou nada do que ele diz.&lt;br /&gt;Este blog só está aberto para as pessoas que significam algo para mim, é por isso que estou abrindo tanto minha intimidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como não quero me fragilizar diante da dor que estou sentindo e muito menos torná-la evidente, acabo de cometer uma loucura, na tentativa de apagar um pouco o que está em minha mente e em meu coração. É lógico que não vou dizer o que é, nem que me amarrem e perguntem, apenas o Luiz sabe, porque no caso de acontecer algo comigo ele saberá quem julgar. O restante das pessoas me crucificaria. Sei que estou um pouco errada, mas também sei que é o que preciso no momento, é o que quero, dominar uma situação e me arriscar. Afinal, não posso entrar em depressão pelo simples fato de atualmente estar desempregada, infeliz no amor, com problemas familiares e de saúde. Apesar de tudo isso, tenho bons amigos(as), coisas a terminar e um passado para remexer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como diria meu amável Cazuza... "o amor na prática é sempre ao contrário"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-6485222898664214556?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/6485222898664214556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=6485222898664214556&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6485222898664214556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6485222898664214556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/08/ritual.html' title='Ritual...'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-5220227004670608523</id><published>2009-08-09T17:18:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T20:41:03.364-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dor'/><title type='text'>"a verdade nua e crua"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre fui uma pessoa cujo narcisismo chega a ser prejudicial. Em mim ele é culminante o suficiente para que eu, ao mesmo tempo que me considere a segunda mulher mais linda do mundo, seja capaz de acreditar fielmente que meus problemas são piores, mais fortes, influentes do que os de qualquer outra pessoa. Ontem tive uma surpresa e fiquei chocada. Bem ou mal, existem pessoas que conseguem abrir suas dores e compartilhá-las com facilidade e naturalidade. Não estou me referindo aos que imploram por pena, mas aos que não tem vergonha de abrir os livros de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dessas pessoas conseguiu fazer o que ninguém – ninguém- fez comigo até hoje. Essa pessoa fez com que eu me arrependesse de envolver tantas outras em meus problemas na tentativa de fazê-las ver que a morte seria a única solução para tudo. Depois de ontem, me senti frágil e chorei. Até agora sinto meu coração pesado e não sei direito por qual razão. Que eu não sou uma pessoa feliz, realizada, todo mundo sabe, é evidente, ao menos para os que me conhecem. Mas poucos sabem o quanto consigo ser irritante, sobretudo com minha família. Quando digo que quero ir embora não sei se é para salvá-los de mim ou se para me salvar de mim mesma, achando que posso deixar tudo aqui e me mandar para o interior de algum lugar que eu desconheça a população. Nessas horas, quando me dou conta de que fico me agarrando a coisas ou pessoas para poder culpá-las pelo ar que respiro, sinto-me uma louca. É aí que não entendo nada e acredito que não sou uma pessoa normal. Em minha opinião, normal é aquele que se sente bem como é, que se aceita. Talvez eu me aceite, mas não gosto de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que eu tinha fome de viver, queria abraçar o mundo com as pernas, adorava ajudar as pessoas, me sentia mais realizada fazendo algo por alguém do que namorando, sei lá. Agora me sinto realizada comendo, e olha lá. Não que eu não tenha meus bons momentos ao lado de boas pessoas, mas isso não vem ao caso. O que interessa é que ontem à noite me senti uma ingrata, com quem eu não sei, mas o sentimento de ingratidão tomou conta de mim. Eu não imaginava que a vida dessa pessoa fosse assim. Do jeito que estou espantada, parece que estou me referindo a uma tragédia, não é isso. O que acontece é que abri meus olhos e me senti tão covarde. De repente me encaixei perfeitamente no “Blues da Piedade” do Cazuza, remoendo pequenos problemas. A questão é, como engrandecer minha alma pequena? Me dei conta de que minha vida é ótima comparada a tantas outras, mas e daí? Isso inclui conformismo? Eu quero de fato me conformar? Não, eu nunca me conformo com nada e, embora eu me sinta feliz em alguns momentos, o desejo de morrer é sempre mais forte, mas não se preocupem, não vou me matar, afinal, já admiti minha covardia. Eu pretendo me suportar com todas as minhas complicações, até o dia em que eu cruzar com algum vírus, atravessar a rua sem olhar para o lado, ser assaltada... Ou, quem sabe, por um milagre, o dia que eu achar que realmente vale a pena viver, enquanto isso, vegeto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-5220227004670608523?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/5220227004670608523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=5220227004670608523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5220227004670608523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/5220227004670608523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/08/verdade-nua-e-crua.html' title='&quot;a verdade nua e crua&quot;'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-6220235185374080715</id><published>2009-08-06T23:34:00.000-03:00</published><updated>2010-07-12T20:41:37.501-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minhas personagens'/><title type='text'>Minhas personagens tristes...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante alguns meses fiz algo que casa muito bem com meu perfil politicamente incorreto, abandonei meu romance e, consequentemente, minhas personagens, sequer pensei nelas durante todos esses dias, simplesmente não mexi mais nelas e com elas com a mesma facilidade que faço o mesmo com pessoas, livros, blogs, etc. E essa semana, acompanhada do meu adorável ócio, voltei a pensar nelas, de repente me veio a memória aquela que matei e, gradativamente, todos os outros com seus devidos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a diversas conclusões. A primeira é que escrever contos não é minha praia, não mesmo, nem adianta tentar e acredito que seja porque eu considere um conto algo que deve, necessariamente, ser mágico, diferente de qualquer outra história. E eu não consigo fazer isso. Para mim, contar uma história qualquer em poucas páginas não pode ser considerado um conto. Então, não escrevo contos e sim um romance. Se vai ficar bom, não sei, mas ele me proporciona a liberdade e o prazer que o conto não consegue me dar. A segunda conclusão diz respeito ao meu modo de escrever, constatei que não sou feliz quando tento descrever uma cena nos mínimos detalhes, o que significa dizer que na minha escrita o que funciona é relatar o necessário para que a imaginação possa aflorar o resto, porque eu imagino que seja exatamente aí que se estabeleça aquela intimidade entre ser humano e literatura, da mesma forma que considero que é aí que está a diferença entre literatura e cinema. A terceira conclusão é que vou jogar muita coisa fora porque na euforia de terminar tudo, fugi do meu foco e isso é um perigo. Quarta e última, não vou terminar meu livro em agosto, como pretendia, talvez em agosto de 2010,2011...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando as minhas personagens, imagino que a tristeza tomou conta de todas, afinal, ninguém gosta de ser esquecido ou sentir-se esquecido. Mas, para a alegria de todos(as), anuncio oficialmente que voltei a cuidar de todas, como merecem ! Sim, desisti dos contos frustrantes e abracei meu romance novamente...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;Laís Bastos da Silva&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/17124438-6220235185374080715?l=noitesquenaodormi.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/feeds/6220235185374080715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=17124438&amp;postID=6220235185374080715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6220235185374080715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/17124438/posts/default/6220235185374080715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://noitesquenaodormi.blogspot.com/2009/08/minhas-personagens-tristes.html' title='Minhas personagens tristes...'/><author><name>Laís Bastos da Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12042571324654833185</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/S2wdoCe8R2I/AAAAAAAAAZE/58scATubiOU/S220/P1010710.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-17124438.post-1018069611167301622</id><published>2009-07-19T17:23:00.000-03:00</published><updated>2009-07-19T18:28:24.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Listas'/><title type='text'>Elas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De repente, senti saudades das minhas famosas listas. Aí vão minhas dez atrizes gringas favoritas, por ordem de preferência e com direito a fotos das beldades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1-Angelina Jolie – que dúvida. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360272941276894450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 345px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SmOD1xPylPI/AAAAAAAAAXQ/Uq5HCuORBh0/s400/AngelinaJolie012-784881.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;2-Winona Ryder &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360273526222407826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 323px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SmOEX0VqyJI/AAAAAAAAAXY/SpYYtYdYQXI/s400/winona.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;3-Cate Blanchett &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360274446661621186" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SmOFNZPelcI/AAAAAAAAAXg/KgK1pdf4CxA/s400/cate.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;4-Penélope Cruz &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360276771112456962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 307px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SmOHUsfvkwI/AAAAAAAAAXo/YEPuLlSQroU/s400/penelope-cruz-picture-6.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;5-Meryl Streep &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360277686906493922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 299px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SmOIKAGDm-I/AAAAAAAAAXw/JRA-8LXV16c/s400/mm.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;6-Kate Winslet &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360278968217964530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 370px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SmOJUlWhD_I/AAAAAAAAAX4/K7P6ur0nyjs/s400/Kate_Winslet_Palm_Film_Festival.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;7-Whoopi Goldberg &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360279489684157570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SmOJy79vtII/AAAAAAAAAYA/Sf0OQoEc0G8/s400/w.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;8-Liv Tyler &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360280033670065090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SmOKSmeF68I/AAAAAAAAAYI/mipuUhd-P38/s400/liv_tyler.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;9-Naomi Watts &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360280410419867874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QGN1moG101M/SmOKoh-PsOI/AAAAAAAAAYQ/NxQKz8FSjfg/s400/naomi.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;10-Julia Roberts&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360285435031496306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 263px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogsp
